As cinco pessoas que você encontra no céu.

23.08.2007 por Cirilo Veloso Moraes

5 pessoasAlguém já viu esse filme?

Aluguei para assistir com minha mãe na casa dela.
É maravilhoso. Reflexivo.

Sinopse: Eddie (o ganhador do Oscar John Voight) era um jovem que cresceu em meio a guerras, trabalho árduo e uma educação rígida. No dia em que completa 83 anos, ele sofre um acidente no parque de diversões onde trabalhou a vida inteira. Quando ele dá por si, tudo o que ele sente é que passou uma vida sem propósito, sem rumo… E o que se sucede é uma revisitação de sua vida por 5 pessoas, umas que ele conhece, outras que ele não tinha a menor idéia de quem eram, mas cujas vidas estavam de alguma forma ligadas à dele. Cada uma dessas pessoas revê com Eddie uma passagem de sua vida, resolvendo antigos mistérios, dissolvenso antigas mágoas, revivendo antigos amores.
A cada experiência fica mais claro a grande importância de Eddie na vida de milhares de pessoas sem que ele se desse conta, provando que cada vida está ligada a outra de formas que muitas vezes não entendemos.

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Eu poderia falar muito do que penso a respeito desse assunto, da perpetuidade da vida, da continuação dela após a morte [que é o fim sob uma perspectiva, mas um começo sob outra], de quão importante são os nossos atos, da lei de ação e reação, de amor, perdão…

Porém prefiro não me delongar. Apenas assista ao filme.

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Momento confissão: Eu choro quando me emociono muito.

Final do filme…

Mãe - Você está chorando, meu filho?

Eu - Nada, mãe… [enxugando as lágrimas]

Mãe - Está sim. Eu conheço você. Não tenha vergonha…

Eu - Não tenho. A senhora sabe disso. Ainda bem que eu continuo com essa capacidade de me emocionar com as coisas boas e simples; ainda bem que permaneço com minha sensibilidade, meus valores mais puros; ainda bem que não me tornei um adulto seco. Ainda bem, minha mãe, que a senhora me educou para não ter vergonha de demonstrar meus sentimentos, que me ensinou que não sou menos homem por ser sensível e mais ainda que me deixou sempre livre para ser e sentir o que eu quisesse. Não tenho a menor dúvida: nada na vida é por acaso e os laços que nos unem são eternos.

Mãe - Você é muito especial, sabia?

Eu - Só quero ser uma boa pessoa.

What a wonderful world - Sax Instrumental

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Apocalypto

18.07.2007 por Cirilo Veloso Moraes

apocalypto
Resumo: Dirigido por Mel Gibson, Apocalypto é um emocionante épico histórico. Esta intensa e eletrizante aventura nos transporta para uma civilização antiga da América Central, para vivermos uma experiência em nada semelhante ao que conhecemos. No crepúsculo da misteriosa civilização maia, o jovem Jaguar Paw é capturado e levado para uma grande cidade maia, onde enfrentará um fim trágico. Movido pela força de seu amor por sua esposa e filhos, ele foge numa desesperada e emocionante corrida para resgatá-los e salvar seu próprio modo de vida. Com ação ininterrupta e uma fotografia deslumbrante, Apocalypto é um momento cinematográfico cativante e inesquecível.

Adorei esse filme. Aliás, filme é algo que eu adoro. Se pudesse ficaria horas e horas assistindo filmes em dvd [um dia não muito longínquo, quem sabe, em bluray]. Apocalypto é realmente eletrizante. Ação pura, mas com um excelente enredo. Tinha que ter o toque de Mel Gibson…

Há vários momentos maravilhosos, mas duas passagens que são ótimas oportunidades para refletirmos. A primeira quando o pai do Jaguar Paw fala sobre o medo e diz ser esse “uma doença, que penetra na alma daqueles que permitirem”. Devemos arrancá-lo do coração e não contaminar as pessoas com ele. Outra passagem, logo em seguida [cena 4], fala sobre ter tudo e ainda assim sentir-se vazio. Até porque é por sentir-se vazio que alguém quer sempre tudo, mais e mais, e ainda resta insatisfeito. Transcrevo para vocês essa última.

E o homem sentou sozinho. Numa tristeza profunda.
E todos os animais se aproximaram e disseram:
-Não gostamos de ver você tão triste.
Peça-nos o que quiser e você o terá.

O homem disse: -Quero ter boa visão.
O abutre respondeu: -Terá a minha.

O homem disse: -Quero ser forte.
A onça respondeu: -Vai ser forte como eu.

Então o homem disse: -Quero saber os segredos da terra.
A serpente respondeu: -Vou revelá-los a você.

E assim foi com todos os animais.
E quando o homem tinha tudo que eles podiam dar ele partiu.

Então a coruja disse aos outros animais:
-Agora o homem sabe muito e pode fazer muitas coisas…
de repente tenho medo…

A corça disse:
-O homem tem tudo de que precisa.
Agora sua tristeza vai acabar.

Mas a coruja respondeu:
-Não. Eu vi um vazio no homem.
Grande como uma fome que ele nunca vai saciar.

É isso que o deixa triste e é isso que o faz querer mais.
Ele vai pegando e pegando…
Até um dia em que o Mundo dirá:
Não mais existo. E nada mais tenho para dar.

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A vida é bela

18.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Assisti, hoje, em ‘Tela Quente’, o filme “A Vida é Bela”.

Amei demais e por isso resolvi postar algo sobre a mensagem que o filme me passou; o que ficou marcado em meus pensamentos e sentimentos.

Guido e a família: vida
feliz e tranqüila antes
do holocausto.

A Vida é Bela é uma comédia e por isso desperta fúria e comoção. Fúria porque para alguns judeus e os politicamente corretíssimos o massacre nazi-fascista não deveria jamais servir de argumento para uma história tão leve e bem-humorada sobre o sofrimento no holocausto. Comoção porque conta a luta heróica de um pai determinado em fazer da guerra um jogo pueril para proteger o filho da cruel realidade dos seguidores de Hitler e Mussolini.

Não que a metáfora não sirva para amplas discussões: Guido chama as ações nos campos de concentração de gincana onde os judeus que seguirem as regras - esconderem-se, manterem-se em silêncio e não pedirem por comida - ganham pontos e concorrem a um tanque de guerra. A produção comove e convence sobre como a sétima arte pode emocionar com situações insólitas aliadas a fragmentos de realidade. Uma fábula humanista sem propósitos políticos, nem objetivo de deturpar a história.

O filme é dividido em 2 partes: na primeira hora de duração Guido Orefice (Roberto Benigni) sai do campo e vai para a cidade, onde conhece uma charmosa professora chamada Dora (Nicoletta Braschi), a quem ele dá o apelido de “princesa”. Nesse tempo ele trabalha como garçom, onde arranja amigos e inimigos e tenta conquistar sua paixão.

A segunda parte começa quando entra o garotinho na história e as partes mais dolorosas. Giosué (Giorgio Cantarini, excelente!) é filho do casal. Durante a guerra eles são mandados para campos de concentração e eles ficam em alas diferentes da dela (separação de homens e mulheres). Para não deixar o garoto incomodado com a situação, Guido inventa uma longa história, dizendo que tudo aquilo é um jogo e que quem fizer 1000 pontos primeiro leva um tanque. Mas não será fácil mantes essa “mentira”, ele enfrenta muitas coisas para conseguir manter essa fantasia para o garoto.

O que impressiona é que Guido para conseguir se manter vivo e bem, acaba aceitando também tudo isso como um jogo, faz da fantasia do filho a sua própria fantasia. Momentos de encher nossos olhos estão presentes no filme também, como quando os 2 encontram o microfone vago e logo Guido diz palavras belíssimas para sua “princesa”, que pode ouví-lo. Além disso o garoto nos encanta com seu modo, principalmente no final, onde segurar as lágrimas é difícil.

O filme mostra com bom humor e divertimento o terror vivido pelos judeus italianos na 2º Guerra Mundial. Mesclando um humor simpático com partes profundamente dolorosas, Benigni faz um trabalho totalmente humano e profundo, consegue tocar o espectador de uma maneira incrível.

“A Vida é Bela” é um filme maravilhoso.

É simplesmente lindo!

Aos que viram, pergunto o que sentiram, o que acharam do filme; aos que não, sugiro que vão à locadora mais próxima para alugarem o DVD ou a fita mesmo.

Vale a pena! Recomendo!

Uma boa terça-feira a todos.

La Vitta è Bella.

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