Melhorar o Mundo

14.01.2008 por Cirilo Veloso Moraes

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Tem muita gente realmente interessada em fazer um grande bem para o mundo. É bonito de ver os esforços, a luta de quem já despertou para a realidade de que ninguém é uma ilha isolada, e de que a melhoria de cada um está ligada com a melhoria de todos.

Tem muitas obras bonitas, de ajudar os pobres, de educar crianças, de ensinar o Evangelho, de tudo que é jeito. Tem outras que agem em outro nível, publicando livros, falando na televisão, investindo no potencial humano através da capacitação profissional. Mas eu vou falar uma coisa pra vocês: a maior e a melhor obra que vocês podem fazer pela melhoria do mundo não é social, institucional, econômica. A melhor obra em favor da melhoria do mundo é trabalhar na melhoria de si mesmo. O resto é muito bonito, mas, embora favoreça alguns, em termos de Humanidade, é como chover no molhado.

Eu sei que vocês acham que o problema do mundo é a fome, a violência, o desemprego e a doença. Mas o problema mais grave do mundo é a própria ignorância do homem acerca do seu real propósito. Isso é que corrói as melhores intenções, anula os maiores empenhos, porque os sentimentos mesquinhos, o egoísmo, acabam sendo mais fortes, porque eles ainda são maiores que o amor e o desprendimento no coração das pessoas.

Enquanto o interesse próprio for o azeite que engraxa a engrenagem do mundo, continuará a existir fome, guerra, doença e todo tipo de desgraça. Enquanto não surgir o respeito humano por todas as criaturas, que só pode nascer da consciência da espiritualidade do homem e da paternidade universal de Deus, tudo ainda ficará como está e nós continuaremos arrecadando mantimentos e fazendo comida para pobres sem fim, curando chagas sem fim, porque a miséria material e moral continuará existindo.

O mundo só será melhor quando for feito de espíritos melhores. E como nenhum espírito melhora o outro, mas somente cada espírito melhora a si mesmo, eis a grande obra de cada um, o grande desafio diário para nossas vidas: sermos pessoas e espíritos cada vez melhores em todos os aspectos.

Tratar melhor as pessoas, aprender mais, compreender mais, tratar melhor da própria saúde, botar para fora a pequenez e a mesquinharia, largar a infantilidade, ser grandes, que não quer dizer aumentar de tamanho, mas acalentar no peito somente grandes sentimentos e um grande amor… universal, puro e simples.

Baseado em dizeres de Calunga

Lovestoned - Justin Timberlake

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Uma flor branca

30.12.2007 por Cirilo Veloso Moraes

florzinha

Uma excelente reflexão para o final de um ano e início de um novo.

Uma florzinha branca e mimosa floresceu à beira de uma estrada. Por este caminho passavam muitas pessoas. Algumas, sem sequer vê-la.

Uma mulher, ao defrontar-se com ela, disse: “Veja, uma flor à beira da estrada! Ela é medicinal, muito boa para dores. É bom saber que aqui tem. Quando precisar, virei buscar.”

Um poeta que cantava as alegrias e tristezas, as belezas do mundo, também passou pela estrada e, ao ver a flor, parou e exclamou comovido: “Que linda flor! É digna de enfeitar os mais lindos cabelos de uma mulher apaixonada! Mas, infelizmente, no momento não estou amando, senão levaria para enfeitar minha amada!”

Em seguida passou pela estrada uma jovem que, ao ver a delicada flor, parou para admirá-la. “Que florzinha mais encantadora! Que perfeição nos seus contornos! Como é bonito ver uma flor a enfeitar uma estrada, suavizando a visão talvez tão cansada e preocupada dos que passam por aqui.” Com um gesto meigo beijou a flor e seguiu seu caminho.

Passou por ali também um materialista que, ao ver a flor, falou revoltado e furioso: “Flor imbecil, por que veio florir nesta estrada poeirenta? Seu branco não combina com a sujeira do lugar. É uma inútil!” Chutou-a e foi embora.

Um senhor cujos cabelos o tempo havia branqueado,ao ver a flor ali solitária, à beira da estrada, exclamou: “Como a obra de Deus é perfeita! Como o Senhor do Universo é bondoso conosco, dando-nos belezas na natureza para nos alegrar! Que seja bendita, florzinha branca! Obrigado por você existir e nos alegrar!” Sabiamente continuou seu caminho.

E a singela flor continuou sendo a mesma para todos. Só que, conforme a compreensão, o interesse e o estado de espírito, viam-na de maneira diversas.

Fonte: “O vôo da gaivota.” Narrativa espiritual de Patrícia. Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho. Editora Petit.

***

Cada pessoa vê as coisas (e as pessoas) de acordo com seu condicionamento, como quer vê-las, mas não como elas realmente são. É de fundamental importância aprendermos isto: Tudo é o que é, e não o que gostaríamos que fosse.

Tra te e il mare - Biagio Antonacci & Laura Pausini

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O mais culpado

12.12.2007 por Cirilo Veloso Moraes

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Estava eu lendo o Livro dos Espíritos, o que faço geralmente à noite antes de dormir, e me deparei com a seguinte pergunta, no capítulo “Da perfeição moral”, no item sobre as virtudes e os vícios:

899 - Qual o mais culpado de dois homens ricos que empregam exclusivamente em gozos pessoais suas riquezas, tendo um nascido na opulência e desconhecido sempre a necessidade, devendo o outro ao seu trabalho os bens que possui?

Aquele que conheceu os sofrimentos, porque sabe o que é sofrer. A dor, a que nenhum alívio procura dar, ele a conhece; porém, como frequentemente sucede, já dela não se lembra.

Reflitamos…

Outono - Djavan

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A caridade nunca falha

28.11.2007 por Cirilo Veloso Moraes

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Quem escolhe intenções elevadas no desempenho de suas atividades, jamais esbarra em fracasso.

Quem perdoa de coração qualquer ofensa, não aloja o arrependimento no íntimo.

Quem se vê incompreendido ao elaborar o ato digno, recebe em seu favor a compreensão da Misericórdia de Cima.

Quem visa o interesse do próximo na obra em curso, somente descobre motivos para confiar no próprio êxito.

Quem estuda para ajudar a outrem com o facho do conhecimento, invariavelmente alcançará o aprendizado.

Quem se sacrifica para minorar o sofrimento daqueles que lhe rodeiam a marcha, demanda novos domínios da felicidade essencial.

Quem se esforça por viver o amor puro sob qualquer aspecto, acerta sempre no instante de definição.

Eis, por que, assevera o Apóstolo aos irmãos de Corinto:

- “A caridade nunca falha”.

Realmente, a caridade expressa a perfeição dentre as manifestações da criatura e dimana, em seus fundamentos, do Amor Infinito de Deus.

Um ato de caridade traz em si a argamassa indestrutível da Eterna Perfeição, composta de sabedoria e justiça, trabalho e solidariedade, confiança e paz.

O erro torna-se inexeqüível ao espírito quando o coração perdoa sem condições, estuda com dignidade ou trabalha desinteressadamente.

Assim, a luz da caridade jamais se extingue.

Onde surge, as controvérsias transformam-se em colóquios fraternais, a tristeza rende-se à alegria, o desânimo perde a razão de ser e as almas aceleram o vôo na esteira evolutiva.

Muitos aprendizes da Verdade pesquisam sofregamente a fórmula ideal para a vitória na Vida, no entanto, ela aí brilha à mão de qualquer um, estruturada na gradação infinita da caridade.

Busquemos, pois, prosseguir sem falhas.

Volta o olhar para o cosmo interior e procede à avaliação da própria conduta segundo o câmbio único da virtude sublime e estarás vivendo, em ti mesmo, a batalha sem derrotas, o itinerário sem desvio, a luta sem quedas e a luz sem sombras, sob o beneplácito d’Aquele que é Todo-Amor e Todo-Justiça.

Emmanuel, em “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier.

*****

Livro dos Espíritos:

Caridade e amor do próximo.

Pergunta 886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

*****

Aviso: estou a partir de hoje, no “Simples Coisas da Vida”, usando o Plugin Share-This, Compartilhe!, em português, disponibilizado pelo Sampson Moreira, do InovaVOX. Ele traduziu o plugin original do Alex King e inseriu algumas redes sociais brasileiras. Valeu, Sampson. Quem usar wordpress e desejar obter o “pluginvox”, basta ir lá na página dele e fazer o download.

Umbrella - Rihanna

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É preciso mudar

26.11.2007 por Cirilo Veloso Moraes

trapezista1.jpgNossa vida pode ser comparada a um circo.

Cabe a nós decidirmos qual é o papel que exerceremos no picadeiro: um ilusionista, um malabarista, um palhaço, um trapezista ou ainda um domador de animais.

Deus nos deu o livre arbítrio e é com ele que iremos evoluir ou estacionar ou até mesmo, quem sabe, regredir. A opção é nossa. Responsabilizar os outros pelos nossos insucessos é buscarmos lama no deserto.

Posso ser um palhaço e fazer as pessoas rirem. Seria interessante para a sociedade e útil para meus amigos, nada mais faria do que produzir graça. Várias vezes nos comportamos como verdadeiros palhaços de picadeiro e achamos que as pessoas não percebem que nossa conduta é inadequada e inconveniente com o momento que estamos vivendo e da forma como estamos nos comportando.

Posso ser um ilusionista e correr os riscos de acreditar nas minhas próprias ilusões, deixando assim de entender e aceitar a vida como ela é. Viver de ilusões é a maneira mais fácil de nunca conseguirmos entender o que realmente acontece à nossa volta. Vivemos longe da realidade e distante da verdade.

Posso ser um malabarista e criar minhas próprias dificuldades e aprender com elas. O malabarismo nos ajuda a vencermos o nosso dia-a-dia e a descobrirmos nossas verdadeiras virtudes.

Posso ser um trapezista e administrar as minhas inseguranças da melhor maneira que a vida pode proporcionar. Quando mudo de um trapézio para o outro estou solto no ar, preso apenas à minha mente e assim aprendo que em toda mudança há incerteza. Aprendo que a vida exige exatamente isso: desafiar a nossa tranqüilidade e nossa forma confortável e cômoda de levarmos as coisas nesta encarnação.

Mudar é quebrarmos o maior paradigma de nossa existência: nosso conforto e nossa tranqüilidade. Mudar é entender a lei da evolução. Descobrir o que se faz aqui neste planeta e neste pequeno mundo em que vivemos.

Posso ser um domador e finalmente domar a fera da insegurança e da incerteza que vive dentro de mim. Combater os dois animais que habitam em meu ser: Um lobo e um cordeiro. Viverá aquele que eu alimentar com os meus pensamentos.

Este é o meu circo, pois posso ser o que quiser. Cabe a mim decidir o que serei. E o seu, já esta montado? Você já se descobriu? É só olhar para o seu interior… Aprenda que é preciso mudar sempre, dependendo da circunstância e dependendo da necessidade. Somos o que alimentamos em nossos pensamentos. Vivemos conforme o “circo que montamos”.

Texto de Saul Brandalise, diversas vezes alterado por mim.

This Love - Marron 5

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As cinco pessoas que você encontra no céu.

23.08.2007 por Cirilo Veloso Moraes

5 pessoasAlguém já viu esse filme?

Aluguei para assistir com minha mãe na casa dela.
É maravilhoso. Reflexivo.

Sinopse: Eddie (o ganhador do Oscar John Voight) era um jovem que cresceu em meio a guerras, trabalho árduo e uma educação rígida. No dia em que completa 83 anos, ele sofre um acidente no parque de diversões onde trabalhou a vida inteira. Quando ele dá por si, tudo o que ele sente é que passou uma vida sem propósito, sem rumo… E o que se sucede é uma revisitação de sua vida por 5 pessoas, umas que ele conhece, outras que ele não tinha a menor idéia de quem eram, mas cujas vidas estavam de alguma forma ligadas à dele. Cada uma dessas pessoas revê com Eddie uma passagem de sua vida, resolvendo antigos mistérios, dissolvenso antigas mágoas, revivendo antigos amores.
A cada experiência fica mais claro a grande importância de Eddie na vida de milhares de pessoas sem que ele se desse conta, provando que cada vida está ligada a outra de formas que muitas vezes não entendemos.

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Eu poderia falar muito do que penso a respeito desse assunto, da perpetuidade da vida, da continuação dela após a morte [que é o fim sob uma perspectiva, mas um começo sob outra], de quão importante são os nossos atos, da lei de ação e reação, de amor, perdão…

Porém prefiro não me delongar. Apenas assista ao filme.

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Momento confissão: Eu choro quando me emociono muito.

Final do filme…

Mãe - Você está chorando, meu filho?

Eu - Nada, mãe… [enxugando as lágrimas]

Mãe - Está sim. Eu conheço você. Não tenha vergonha…

Eu - Não tenho. A senhora sabe disso. Ainda bem que eu continuo com essa capacidade de me emocionar com as coisas boas e simples; ainda bem que permaneço com minha sensibilidade, meus valores mais puros; ainda bem que não me tornei um adulto seco. Ainda bem, minha mãe, que a senhora me educou para não ter vergonha de demonstrar meus sentimentos, que me ensinou que não sou menos homem por ser sensível e mais ainda que me deixou sempre livre para ser e sentir o que eu quisesse. Não tenho a menor dúvida: nada na vida é por acaso e os laços que nos unem são eternos.

Mãe - Você é muito especial, sabia?

Eu - Só quero ser uma boa pessoa.

What a wonderful world - Sax Instrumental

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Só de passagem

23.07.2007 por Cirilo Veloso Moraes

passagem

Um homem foi ao Tibet visitar um sábio monge.

Ficou, no entanto, surpreso ao ver que o sábio morava num simples quarto com muitos livros, mas poucos móveis: uma cama, uma pequena mesa e um banco.

- Onde estão os seus móveis? perguntou o homem.

E o sábio, rapidamente, perguntou também:

- E onde estão os seus?

- Os meus? Surpreendeu-se o visitante. - Mas eu estou aqui só de passagem!

- Eu também. Respondeu o sábio.

Lua e Flor - Oswaldo Montenegro

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Perda de pessoas amadas

03.07.2007 por Cirilo Veloso Moraes

Como prometido no post anterior (quem não o leu, faça-o antes de ler este), segue a passagem acerca do tema “Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras”. Pode parecer algo triste de se expor aqui, mas é consolador para muitos, que precisam de uma palavra reconfortante. Ei-la:

21. Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.

Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.

Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.

É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?

Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.

Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)

Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.

Noites Traiçoeiras - Pe. Zezinho

obs: quem quiser a música peça por e-mail que eu envio.

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Pense em mim

02.07.2007 por Cirilo Veloso Moraes

heaven

Se você me ama, não chore.
Se você conhecesse o mistério insondável do céu onde me encontro…
Se você pudesse ver e sentir o que eu sinto e vejo nesses horizontes sem fim e nesta luz que alcança e penetra, você jamais choraria por mim.
Estou agora absorvido pelo encontro de Deus, pelas suas expressões de infinita beleza.
Em confronto com esta nova vida as coisas do tempo passado são pequenas e insignificantes.
Conservo ainda todo meu afeto por você e uma ternura que jamais lhe pude, em verdade, revelar.
Amamo-nos ternamente em vida, mas tudo era então muito limitado.
Vivo na serena expectativa de sua chegada… um dia… entre nós.
Nas suas lutas pense nesta maravilhosa morada onde não existe a morte e onde viveremos no enlevo mais puro e mais intenso, junto à fonte inesgotável da alegria e do amor.
Se você verdadeiramente me ama, não chore mais por mim.
Eu estou em paz.

a.d.

**********

Li esse relato ontem na reunião espírita realizada aqui em casa, como fazemos todos os domingos às 22:30h. Li pensando em todas as pessoas que perderam entes queridos, notadamente os de forma prematura. Mais ainda, fi-lo pensando e pedindo conforto para uma amiga (e sua família), que viu seu filho falecer aos 9 anos de idade, acometido de grave doença, num leito hospitalar. Não tenho como saber a dor que uma mãe sente ao experimentar tal “perda”, mas posso imaginar e a sensação é dolorosa. Por mais espírita que eu seja, por mais conhecimento e fé que tenha na vida eterna além do corpo físico, na reencarnação, não dá para dizer que não dói ver ceifada uma vida, principalmente quando fora da ordem “natural” das coisas. A conformação e o entendimento se faz mais rapidamente, é certo, porque sei que os laços afetivos são eternos e a morte da carne não extingue o espírito e os sentimentos que ele nutre por outrem, mas dói sim. E é por isso que rezei muito por essa família de pessoas por mim estimadas, estendendo a oração a todas que passaram por semelhante situação. Rogo para que Deus os conforte e ampare, tendo plena convicção de que tudo na vida está certo e que nada acontece por acaso.

Amanhã publicarei aqui a passagem do “Evangelho segundo o Espiritismo” a respeito desse assunto.

Em todos os momentos, que a paz esteja convosco e que o senhor vos acompanhe.

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Morri! E agora?

06.09.2006 por Cirilo Veloso Moraes

E agora?

“Pensar na morte só quando ela chega pode acarretar surpresas nem sempre agradáveis”.

“Muitas vezes já desencarnei. E, em todas indagava-me, ao ter consciência de que mudara de plano: O que será de mim? Tive medo, na maioria das minhas desencarnações, ao me defrontar com essa situação. E a resposta somente foi tranquila, quando tive boas ações me acompanhando. Morri! Desencarnei! Como definir essa passagem? É uma viagem que fazemos? Para onde iremos? Como ficaremos? Como será nossa vida no além? Quem irá conosco? Tantas perguntas! E como receamos as respostas… Viagem? Talvez seja melhor dizer “mudança”. E são muitos os locais onde poderemos ir. A espiritualidade é enorme. Há lugares lindos, e outros nem tanto. E somente nossas obras nos acompanham. Os prudentes levam consigo as boas ações que lhes dão, de imediato, agradáveis frutos, o merecimento de ser acolhido em planos elevados onde há amigos que os orientam e auxiliam. Infelizmente as más obras são pesadas e prendem quem as coleciona em lugares não tão agradáveis e seus frutos são amargos. Também fazer essa mudança sem obras é como estar oco, vazio e infeliz. Continuamos no Além como somos, com os mesmos conhecimentos, costumes, odiando ou amando aos outros.

E a maioria das pessoas ao ter o corpo físico morto, indaga: E agora? E acontecimentos vêm à mente. A mudança está feita! Será uma passagem feliz para aqueles que viveram encarnados fazendo jus ao merecimento de ser socorrido e permanecer entre amigos bondosos. Terão surpresas desagradáveis os que agiram sem piedade e sem seguir os ensinamentos de Jesus, que recomendou que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que fosse feito a nós.

Convidamos alguns amigos para que narrasem como foi defrontar-se com a desencarnação”.

O escrito acima é a introdução feita pelo espírito Antônio Carlos, do livro “Morri! E agora?”, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck. Livro esse que deixo como sugestão de leitura aos amigos do “Simples Coisas da Vida”. São relatos de vários espíritos sobre a experiência da desencarnação (morte). É uma boa leitura para percebermos que devemos aproveitar a oportunidade da encarnação para viver no bem e para o bem, a fim de que mereçamos, ao desencarnar, ser socorridos e orientados a viver sem o envoltório da matéria, sem o corpo físico. Muito interessante! Experiências como a de uma enfermeira, de uma pessoa preconceituosa, de um presidiário, de um suicida, de um ateu, de um político, etc.

Leiam. Como costumo dizer, o pior julgamento que se faz é daquilo que não se conhece.

Para os que residem em Recife ou Olinda, Pernambuco, empresto o meu exemplar (aliás, compartilhar é sempre uma atitude que propiciará bons frutos). Para os que são de outras localidades sugiro que procurem em alguma biblioteca de algum centro espírita ou que o adquiram em alguma livraria (custa uns 25 reais e o benefício do conhecimento é imensurável). Na internet também tem. Vou deixar três links para quem quiser adquirir (um da editora “Petit”, um do submarino e outro da siciliano). Ei-los:

Morri! E agora? (Editora Petit)
e
Morri! E agora? (Livraria do Submarino)
e
Morri! E agora? (Livraria Siciliano)

Espero que façam bom proveito.
Ah, um aviso aos que adquirirem: após ler, favor emprestar a outras pessoas.
De nada adianta ter conhecimento se não colocar à disposição de outrem.
Excelente feriado a todos.

Fortress Europe - Asian Dub Foundation

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Rosas para você

18.07.2005 por Cirilo Veloso Moraes

rosas1.1.jpg

Um senhor, na faixa dos 60 anos, foi um dia convidado por um colega de trabalho para a assistir uma reunião espírita, que acontecia aos sábados à tarde, em sua residência paulistana. Embora relutando porque morava em Santos, não gostava de sair da toca e pelo frio daquela tarde de junho, resolveu ir. A família até estranhou quando ele avisou que não iria almoçar e que viajaria à capital.

Era uma atitude tão incomum…

O expressinho o deixou na porta da casa e ele chegou atrasado, sentando-se no fundo da sala para não atrapalhar.

Logo percebeu que se tratava de um encontro espiritualista sério.

A reunião já estava quase no fim, quando a senhora que psicografava, perguntou: - Quem é fulano?.

Ele levou um susto quando ouviu o seu nome.

- Tenho uma mensagem para o senhor, ouça:

“Rosas para você mamãe, um beijo. Bebel”.

Do susto passou para o aturdimento: que mensagem seria aquela?

Não conhecia nenhuma Bebel e nem entendia aquela expressão cifrada de alguém que enviava rosas para a mãe. Mas, evidentemente, recebeu-a com respeito e guardou no bolso o bilhete que lhe foi entregue.

Terminada a reunião, saiu rápido, subindo a Av. Paulista para tomar um táxi que o levasse até o ponto do ônibus. De repente, veio à mente uma vontade enorme de rever um amigo de faculdade que morava ali numa transversal e que não via há vinte anos pelo menos. Que estranho, logo ele que não costumava visitar ninguém e tinha pavor de viajar à noite!

Foi um impulso tão forte, tão forte, que quando percebeu estava à porta da casa do amigo. Tocou a campainha e depois de segundos, o querido companheiro abriu a porta. Os anos haviam passado, os cabelos de ambos eram grisalhos, as silhuetas se arredondaram e os olhares aparentavam o cansaço da caminhada.

Abraços, emoção, trocas habituais de perguntas sobre outros amigos comuns, carinho e o convite dele e da mulher para que ficasse para jantar. Diante da insistência, acedeu. À mesa, os papos continuaram saudosos e queridos.

Há nos encontros com os amigos de infância e adolescência um rol de emoções e lembranças que não existe com as amizades posteriores, por mais amplas e íntimas que sejam.

Quando sentaram-se à sala novamente e a esposa pediu licença para pegar a bandeja do cafezinho, o anfitrião falou baixo e de voz embargada

- Você não imagina o bem que nos fez vindo aqui hoje, a Sílvia estava precisando muito de distração.

Com certeza você não soube que a nossa filha mais nova, Isabel, que nós chamávamos de Bebel, morreu num acidente há um ano. Era a alegria da casa, já que meus dois outros filhos vivem fora do País e só nos visitam de vez em quando.

Mesmo depois de casada, Bebel continuou morando aqui perto para nos fazer companhia.

Hoje é aniversário da Sílvia e parece que ainda estou vendo nossa filha entrar por essa porta como fazia todos os anos, cantando Parabéns a Você e trazendo um buquet de rosas vermelhas, as preferidas da mãe. Tanto é que até comprei as flores que estão naquele vaso, mas é completamente diferente, é claro.

Os minutos seguintes foram da mais forte emoção. Dele, ao contar quase sem fôlego o acontecido durante a tarde e de um pai, que ouvia, chorando, os desígnios do grande mistério além do espaço e do tempo. O mensageiro nem quis esperar a volta da mãe, com o café. Preferia não participar do momento do casal, pedindo ao amigo que o relatasse; era apenas e simplesmente o “veículo portador”.

Ao sair e passar perto da mesa onde estavam as rosas, tirou o bilhete do bolso e deixou-o ao lado…

Era o cartão que faltava.

a.d.

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Desejo ver cada vez mais “veículos portadores” para a muitos alegrar, mesmo que não saibam o quanto.

Um xêro no coração e um excelente começo de semana.

Visitas notáveis: Marcelo, Dri, DO, Veri e Tuza (Baiana Feliz).

I want to hold your hand - Beatles

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Perdas

07.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Quando temos uma perda é muito difícil digerir a situação.
Não é uma coisa para qual estamos preparados.
Normalmente associamos as perdas ao fracasso, quando nem sempre uma coisa está ligada a outra.
Não acho que tenhamos que ver através dessa ótica, não devemos nos sentir como se tivéssemos perdido uma pessoa importante.
Se ela foi ou é realmente importante deixou coisas boas e isso é o que se deve cultivar, os aspectos positivos dos relacionamentos.
Não são as pessoas que passam, mas a vida que segue seu caminho natural.
Por um lado é bom.
Se a vida fosse uma coisa permanente e imutável não haveria o crescimento interior.
Hoje nos encontramos, amanhã sempre vem um afastamento que vejo como temporário e, como tenho uma visão reencarnacionista, acredito que mais cedo ou mais tarde nos reencontraremos.
O essencial é que durante os momentos que vivemos próximo a alguém tenhamos podido acrescentar alguma coisa, que possamos ter criado vínculos positivos.
Mas também não é só com as pessoas, mas com tudo.
É imprescindível que tenhamos consciência de cada momento, por mais doloroso que isso possa parecer.
Temos que ter consciência do sabor da comida ou bebida que consumimos, temos que ter consciência do ar que respiramos, do que dizemos e como dizemos.
Temos que saber ouvir e diferenciar ouvir de escutar.
Ao pisar na grama ou na areia, ao vestir uma roupa ou se despir para o amado, a consciência do momento é essencial.
Olhar uma flor com suas nuances de formas e tons, as cores das paredes de nossa casa com atenção, bem como a decoração e,
ver o outro com olhos atentos, também é importante.
Ao se ver no espelho ter olhos atentos e generosos.
Saber olhar e saber separar a vontade do desejo na hora de alimentar.
Saber o momento exato de estender a mão ou de saber recolher na hora certa.
Discernir a hora de falar do momento de silencio.
Conhecer e planejar cada passo que se queira dar na vida.
Há coisas que depois de feitas não se tem como voltar atrás.
Não alimentar idéias mirabolantes, mas sem nenhum resultado prático.
Saber que ter um ideal não é querer viver uma fantasia.
As pessoas se acostumam a viver a vida por viver, sem consciência do momento e sem perspectivas do futuro.
Quando vislumbram a possibilidade de alguém lhe fazer feliz, agarram-se a isso como se fosse uma tábua de salvação, sem ao menos avaliarem se vai ser realmente uma coisa boa.
E, se não sai exatamente da maneira como almejaram sentem-se como se tivesse tido perdas enormes.
Transferem para o outro a responsabilidade por trazer a felicidade, quando ser feliz é, mais do que um direito, um dever, cuja responsabilidade é exclusiva e de inteira responsabilidade de nossa parte, que cabe - a cada um de nós - assumir integralmente.

Carlos E. Bronzoni

O que você tem para falar sobre perdas?
Conte-nos suas experiências sobre tal assunto…
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