Categoria: Atitude

Mar32010

Mudar é preciso!

O romancista norte-americano Julian Green disse uma vez:

Você sabe tão bem quanto eu, que uma das principais causas do tédio é a estreiteza do nosso destino.

Todas as manhãs, despertamos iguais ao que éramos na véspera.

Ser eternamente o mesmo é insuportável para os espíritos refinados pela reflexão.

Penso que ele tem razão. Mudar é extremamente necessário. Mudar não pela mudança em si mesma, mas evoluir, progredir, não se deixar acomodar.

Sugiro que olhe para sua vida e reflita: será que você está progredindo ou simplesmente se acomodou e anda deixando a vida lhe levar?

Particularmente, costumo me fazer essa pergunta um sem número de vezes; na verdade sempre que algo aqui dentro de mim sugere que eu reflita sobre isso.

Talvez você neste exato momento não dê tanta importância para essa reflexão, mas espero que à noite, quando se deitar para dormir, reflita e pense no que sugeri.

Tudo de bom e até muito breve.

Pachelbel’s Canon – Sebastian Bach

Feb102010

Como evitar o bullying na prática

Estava lendo meus e-mails, quando dentre tantos reparei em um que trazia no título a palavra bullying. A remetente? Minha amiga Flávia Moura, carioca da Tijuca, mais conhecida na blogosfera como Engraçadinha, do blog “Confissões do Exílio“. Engraçadinha é uma pessoa proibida para os mais puritanos. Ela fala o que der vontade de falar, sem falso moralismo e sem pudor. Pode não usar uma linguagem das mais rebuscadas, mas definitivamente é sincera e verdadeira. Por isso, resolvi ler o post dela de título “Eu já tomei no… bullying“.

Bullying, segundo a Wikipédia, é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.

A Flávia contou em seu post o quanto já sofreu na época da escola, expôs o que ela entende como solução, etc. Se quiser, você pode ler o post dela na íntegra acessando o link a seguir: “Eu já tomei no… bullying“.

Fiquei pensando na situação e comecei a escrever um comentário. Entretanto, veio à mente: “Isso daria um post lá no Simples“. Então aproveito para expor aqui para vocês a minha vivência em relação ao bullying.

Não, eu nunca sofri bullying. Nunca. Talvez por eu sempre ter sido mais forte e além disso por saber lutar e usar minha força para me defender bem de eventuais agressores. Talvez por conhecer muitos outros alunos. Não sei… O que lembro é que nunca sofri agressão física ou psicológica. Também nunca perturbei ninguém. Ninguém mesmo. Ao contrário, defendi muitos de sofrerem bullying.

É sabido que toda escola tem aqueles tipos clássicos. O menino mais afeminado, o magricelo fracote, o gordo desengonçado, o baixinho, o lesado, o nerd de óculos, etc. E infalivelmente outros alunos pegam no pé deles. Eu, que odeio injustiça, dizia logo: “Quer mexer com alguém? Mexa comigo!” Assim os agressores recuavam e os deixavam em paz. Não havia uma vez sequer que eu não defendesse quem de ajuda necessitasse. Não porque sou bonzinho, mas porque odeio injustiça.

Aprendi desde a mais tenra infância que somos todos iguais, apesar de nossas diferenças; que devo respeitar a todos quer sejam fortes, quer sejam fracos, quer sejam gordos ou magros, baixos ou altos, quer sejam ricos ou pobres, negros ou brancos, do sexo feminino ou do masculino. No fim das contas é tudo uma questão de respeito pelo próximo e educação doméstica.

Eu fui muito amado em casa; recebi amor e bons ensinamentos como justiça, igualdade, fraternidade, solidariedade, honestidade, etc. Como dar ao mundo outra coisa? Não poderia. Agressão, violência, só se for em defesa própria ou de outrem menos favorecido, quer física, quer psicologicamente. E só.

Como evitar o bullying? Só quando os pais ensinarem melhores valores aos seus filhos desde a mais tenra idade, quando reconhecerem que educação se ensina primeiramente em casa (“costume de casa vai a praça”, lembra?). Só assim não haverá “valentões” querendo oprimir os mais fracos. Essa é a solução ideal.

E na prática? Já que há péssimos pais que não sabem educar seus filhos, nem dar limites a eles, recomendo que os pais de filhos que sofrem bullying ajudem seus filhos a ter mais confiança em si mesmos. Contribuam para que eles desenvolvam auto-confiança. Praticar algum tipo de luta para se defender não faz mal a ninguém. Outro aspecto que penso ser interessante trabalhar é a timidez, porque pessoas tímidas são muito mais susceptíveis de sofrer bullying. Afinal, os tímidos têm menos amigos e menos relações sociais em um dado grupo. Sem falar que por serem mais introspectivos, não revidam até mesmo por timidez.

Só não vale superproteger o filhote ou a filhota, hein. Porque senão seus filhos nunca aprenderão a se defender sozinhos e se tornarão adolescentes e adultos dependentes, que a qualquer sinal de perigo correrão amedrontados para o colo da mamãe ou do papai. A vida é dura. Todos precisam aprender a lidar com as vicissitudes dela.

Querem comentar o assunto? Querem deixar suas experiências? O espaço para comentários está aqui para isso mesmo. Disponham.

A todos um forte abraço e até muito breve.

Black Eyed Peas – I Got A Feeling

Feb52010

Já prestaram atenção nos nossos Haitis?

Hoje o Simples Coisas da Vida, que geralmente traz assuntos mais leves, embora importantes para reflexão, chama todos os leitores, de todos os lugares do mundo, para examinar e refletir sobre atitudes e comportamentos frente a tragédias humanas, como a acontecida no Haiti. Hoje o texto é um tanto quanto pesado, sofrido, mas que tocará no recôndito da alma de cada um que o ler. De uma coisa tenho certeza, é quase impossível sair ileso de uma leitura como esta que vos apresentarei mais abaixo. De antemão digo que não fui eu que escrevi. Foi o João Valadares, para o Jornal do Comércio – um dos jornais de maior circulação aqui no grande Recife, capital Pernambucana. As fotos foram tiradas por Chico Porto. Isto é vida real. Pensem bem. Há muitos Haitis por aqui, debaixo de nossos narizes. Será que nos acostumamos com eles? Deixarei para expor minha opinião ao final, como sempre gosto de fazer, para não tendenciar ninguém a pensar da minha maneira. Até porque meu maior objetivo com o blog é suscitar a reflexão. O pensamento, a atitude e o comportamento… É com cada um de vocês. Vamos lá:

Eleni Costa Souza é mulher de 40 anos. Mora na areia. Não levanta porque a força sumiu. Arrasta-se quando precisa de alguma coisa. Difícil mesmo é perceber sua existência. Pode chover ou fazer sol. Ela está lá, embrulhada, no mesmo lugar. Descascada de tudo, carrega um filho na barriga. Não sabe se é menino ou menina. Nunca foi ao hospital. Acha que está grávida de nove meses e há oito dias não consegue comer. Não tem força para mastigar o que nem existe. Toma só água ou o caldo de osso de sempre, catado pelo marido nos restos de Brasília Teimosa. Nêga, a vira-lata, lambe a mesma sobra, mas desdenha da comida. É o desespero que não faz barulho bem embaixo do nosso nariz, ao lado das quadras de tênis da Avenida Boa Viagem. Eleni é o nosso terremoto. Prova viva que aquele País devastado no Caribe não é visto apenas quando trocamos o canal da televisão. Está na vista da nossa varanda, na janela do carro, na esquina da gente, à espera do nosso lixo. Bem pertinho. Não sentimos, sequer percebemos. A terra por aqui nem chacoalhou, mas há sofrimento empilhado por todos os lados. Vida que já nem pode desabar. Só há chão no Haiti recifense. O reino do não. Dos que não comem, dos que não podem adoecer, dos que não recebem cartas porque não há endereço. Como lá, gente aqui virou entulho. Sobrevive por teimosia mesmo.

O tremor da gente é lento. Mata aos poucos, silenciosamente, como um cochicho de vergonha. Erivaldo Braz dos Santos, 27, é pai do filho que Eleni espera. Acorda quando o sol avisa que a pele está queimando. Feito bicho, sai, com dois amigos, para catar o que comer. Todo dia é a mesma coisa. Revira tudo. Toma cachaça de gole grande para esconder a vergonha e estender a mão aberta de humilhação para quem passa fazendo cooper. “Vergonha é roubar né não?” Dia desses, na sua missão diária para tentar se manter de pé, levantar a mulher e garantir o nascimento do filho, viu uma barraca do exército montada no 2º Jardim da Avenida Boa Viagem. Nem acreditou. Dentro, sacolas de comida enfileiradas e uma faixa enorme com alguma coisa escrita. Não entendeu, mas foi lá. “Disse que precisava comer. Não deram nada. Parece que é para aquele estado onde as pessoas estão passando fome. Não fiquei brabo não. Tenho fome, mas eles estão certos. O povo de lá tá precisando né não?” Na faixa estava escrito “Doações para o Haiti”. Mas era o Haiti de lá, Erivaldo. Uma das voluntárias da campanha confirmou a visita. “Duas pessoas vieram aqui, mas não damos comida de jeito nenhum. Esta campanha é só para o Haiti.”

Além do casal, moram no nada, na mesma areia, em frente ao Hotel Marante, Pedro Pereira da Silva, 62, Cláudio José de Santana, 29, e Edvaldo Oliveira. Pedro, que já foi mecânico, tem nas mãos um encarte de uma grande rede de supermercados, uma espécie de passaporte para sonhar. Passa devagar página por página, aponta as comidas mais bonitas, e sempre solta uma piadinha. Ele para numa página dupla da revistinha recheada de queijo, presunto, pão, camarão e uísque. É a diversão do dia. “O barato é aqui”, debocha do slogan multinacional que o provoca. Passa mais uma folha e solta outra. “O cartão ideal para equilibrar o seu orçamento.” Não aguenta, explode numa gargalhada bêbada e repete o slogan da salvação para o amigo. “Olha, o cartão ideal para equilibrar o seu orçamento.” Cláudio não entende nada.

Pedro se preocupa com Eleni. Ninguém sabe que doença a mulher tem. Parece queimadura. É carne viva. Ela mesma chuta a doença. “É o álcool que fez isso com minha pele. Não tenho força para nada. Tenho família, mas não tenho força nem para me levantar e procurar nada. Um dia um pessoal da prefeitura veio aqui, mas fiquei.” Erivaldo, que já foi dependente de crack, disse que ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Expliquei o caso. Liguei do orelhão a cobrar para o 192. Pediram o endereço, disse que morava aqui na areia, mas ninguém apareceu.”

O CARDÁPIO DO LIXO

No Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa-PE), a feira que sustenta muitas famílias é retirada do lixo. É comum olhos apressados para o chão, tentando buscar o que “não serve”. Parece bicho, com cabeça dentro dos lixeiros, farejando comida para as bocas que esperam em casa. E do lixo sai tomate, mamão, melancia, verduras e muito mais. Alberto Borges mora na Favela do Chié, no Recife. Pega dois ônibus para chegar à Ceasa. “Não tenho vergonha. Preciso e venho pegar comida baleada aqui no lixo. Tem coisa boa”, diz.

Às 9h, começa a sessão de humilhação. Mulheres, crianças e velhas se aglomeram em frente ao local onde vai ser despejado o lixo da central de distribuição chamada Cantu. É aquele olhar pidão, uma súplica coletiva. A sobra de frutas podres ou amassadas é separada por apenas uma grade, mas os funcionários jogam com muita rapidez tudo para dentro do caminhão de lixo. Não dão chance para as pessoas aproveitarem o lixo que vai virar comida mais tarde. Ninguém quer perder a mão. O jeito é tentar pegar o que pode.

“Moro no Ibura. Venho para cá, mas é muita briga para pegar comida. Já levei até pancada na cabeça tentando pegar algumas maçãs podres”, diz Marluce Luiza da Silva, 62 anos. Tereza de Oliveira, 38, esperou, esperou e desistiu. “Vou embora, eles estão de marcação hoje.” Romildo José da Silva acorda às 5h. Vem de bicicleta da Favela Chico Mendes, no Caçote, na Zona Oeste do Recife. “Tenho dois filhos me esperando em casa”, diz depois de pescar um melão da lixeira. Romildo só volta para casa quando consegue encher todos os sacos. “Tô sem comida em casa. Vivo do que pego aqui pelo chão ou no lixo. Puxo carroça e, às vezes, ganho R$ 3 por dia. Essa é a vida.”

SETE PESSOAS VIVEM EM QUATRO METROS QUADRADOS

Parece mentira. Sete pessoas, dois adultos e cinco crianças, moram num barraco de quatro metros quadrados na comunidade Dorothy Stang, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. São quatro metros quadrados mesmo. Nada mais. É casa menor do que muitos banheiros. Uma caixa de madeira sem janela. Só cabe cama, televisão e toda a vergonha do mundo. Do lado de fora, é impossível acreditar na história contada pelo coordenador da ocupação sobre os meninos do pequeno quadrado. “Vamos lá. Vocês vão olhar e comprovar o que estou dizendo”, conta Marciano Manoel da Silva, 37.

Ao chegar ao local, Marciano grita pelo pai das crianças, o zelador Wellington de Souza Santos. Bate palma, chama mais uma vez e nada. Quem aparece é o menino mais velho, 9 anos. “Papai foi trabalhar. A gente tá sozinho.” No barraco, cinco crianças grudadas veem TV. Um ventilador velho sopra um bafo quente no rosto dos meninos. O menor dorme com o pai e a mãe numa cama de solteiro, que se encaixa perfeitamente tocando as duas paredes. Os outros quatro ficam no chão mesmo.

A Irmã Dorothy é um amontoado de miséria que impressiona. Para onde se olha, um susto. É criança correndo no meio do esgoto, mulher reclamando dos espancamentos cometidos pela polícia, mães exibindo os corpos manchados e ferido dos filhos. Às 12h30 em ponto, sai gente de tudo quanto é canto. É a hora da sopa. As crianças chegam batendo panela. Quando a Kombi do Instituto de Assistência Social e Cidadania (Iasc) da Prefeitura do Recife chega para entregar o balde, a fila já está sendo formada.

Cada um espera sua vez e recebe uma concha. Volta para casa e divide com os outros. Alguns reclamam que só tem caldo. “Não tem um pedaço de carne aqui” é uma das frases mais ouvidas. José Geraldo Viana, 51, havia juntado algumas latas de alumínio para tentar ganhar R$ 3 e comprar alguma coisa para os quatro filhos e a mulher. Mais tarde, a mulher de José estava na fila. Volta para casa com um pequeno balde do alimento. “Tem dia que não tem para todo o mundo. É confusão”, diz Marciano.

Não quero tomar muito mais o tempo de vocês, até porque sei que na internet as pessoas têm pressa. Muitos até sequer começaram a ler porque perceberam de cara que “o texto era extenso”, como se a qualidade nada importasse, só a extensão. Bem, não me importo com esses. Afinal, nem lerão o que estou escrevendo aqui agora. Mas e vocês, bravos guerreiros, que leram com calma e refletiram? Pararam para perceber que há muitos Haitis à nossa volta? Gente que não têm nada, que sobrevive por teimosia mesmo, como sugeriu o Valadares. Repararam? E nós, o que fazemos pelos nossos Haitis?

A mim parece hipocrisia se mobilizar para ajudar os de longe quando há tantos por perto tão carentes de tudo. Não que eu não me compadeça e me solidarize com a situação do Haiti caribenho. Claro. E até faço campanha para ajudar, para arrecadar mantimentos. Mas certo de que é importante fazer pelos meus, pelos que estão aqui no meu quintal. E eu faço. Quero mesmo é tocar na ferida dos que não fazem, dos hipócritas, dos metidos a bons samaritanos. Por que não ter campanhas contínuas de doação para os mais necessitados? Caramba! Romildo José da Silva, mencionado no texto, puxa carroça e às vezes, eu disse às vezes, ganha três reais por dia. Por que não ter campanhas de arrecadação constantes para pessoas como Romildo? Eu particularmente posso ajudar – e agradeço a Deus todos os dias por ser um privilegiado. Muitos podem. Tenho certeza. Poucos de fato ajudam. Infelizmente.

Então, antes de querermos ser as “almas bondosas” que ajudam os Haitis de lá, olhemos para os nossos Haitis de cá. Há muita miséria debaixo de nossos narizes. E cada um de nós pode fazer a diferença. Se podem ajudar os de cá e também os de lá, ótimo. Mas não reclamem do mundo ao redor de vocês, enquanto vocês nada fizerem pelos mais necessitados. Não adianta olhar para longe e varrer a miséria do nosso quintal para debaixo do tapete. Poderemos até fazer de conta que ela não existe, mas ela ainda assim estará lá.

Jan282010

Brinde Solidário BMG

Tenho estado ausente nos últimos tempos, por motivos que depois exponho para vocês, mas vim aqui para conversar sobre um assunto importante e aproveitar para fazer um pedido simples e que pode ajudar muitas pessoas. Bem, é o seguinte…

“Todos os anos a maioria das empresas destina parte de seus orçamentos para a compra de brindes de final de ano para parceiros, cleintes e colaboradores.” No BMG não era diferente.

“Até que alguém deu uma ideia: e se presentearmos essas mesmas pessoas com um mundo um pouquinho melhor?

Nascia o Brinde Solidário BMG. Ele consiste em doar a maior parte da verba do Banco BMG para brindes e presentes para instituições beneficentes de todos o Brasil.

E quem decide é você.

São 15 instituições de 15 estados diferentes. Conheça-as e faça sua escolha até o dia 31/01/2010.”

Eu, Cirilo, fiquei super hiper mega master feliz ao constatar que uma instituição aqui de Recife, a qual ajudo mensalmente, está entre as finalistas. É o “Lar do Nenen“, que foi instituído em 13 de fevereiro de 1978 e acolhe, temporariamente, meninos e meninas de 0 a 3 anos, em situação de grave risco social ou abandono, promovendo sua proteção integral, facilitando sua reintegração familiar e comunitária, ou quando inviável, sua colocação, por adoção, em família substituta. Conheço pessoas que prestam serviço voluntário lá e acompanho sua história há anos. É, pois, uma instituição séria e que merece toda sorte de ajuda.

Por isso peço a todos que acessem o “Brinde Solidário BMG” e votem na instituição do “Lar do Nenen“. Na segunda fileira de fotos, a do Lar do Nenen é a quarta. Bem fácil de achar. Clique e vote. É uma forma simples e fácil de ajudar.

Obs: Faço o pedido para o Lar do Nenen porque conheço. De qualquer forma, se não quiser votar nele, ao menos escolha uma outra instituição e vote. O importante é fazer o bem, ajudar pessoas que de ajuda necessitam.

Conto com vocês.

Obrigado.

Dec12009

Dia mundial de luta contra a AIDS

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Dia 1º de dezembro é o dia mundial de luta contra a AIDS.

Não precisa ser como o nerd da imagem acima, mas é imprescindível se prevenir. Portanto, usar camisinha sempre é mais do que recomendável, é quase que uma obrigação com sua saúde e de sua parceira.

Nem preciso discorrer sobre o vírus da AIDS aqui, nem a imensa quantidade de pessoas infectadas. Todos estão cansados de saber.

Quero mesmo é lembrar a todos sobre a necessidade da prevenção.

Então, fica o lembrete: Faça sexo seguro; use camisinha.

Oct302009

Com jeitinho tudo vai…

jeitinho4Na verdade não queria colocar esse título, pois me pareceu meio erótico quando eu perguntei para Paulinha como entitular o post que escreveria hoje e ela me sugeriu ele. De qualquer forma cismei que o post tinha que ter a palavra “jeitinho”, pois foi o que me veio à mente quando do ocorrido conosco ontem à noite. Mas assevero, para não deixar dúvidas, que este post não tem cunho erótico, nem a Xuxa envolvida (como sugeriu o Marcel no @bqeg).

Este post é para lembrar aos mais truculentos, pedantes e arrogantes que “com jeitinho tudo vai…” ou pelo menos é mais fácil que vá.

Mas deixa eu contar primeiro, simplificadamente, o que aconteceu. Fui pra academia ontem à noite e quando voltei Paulinha me pediu que a levasse numa emergência especializada em olhos, pois um “cisco” havia entrado em seu olho direito desde cedo e não saíra, o que estava provocando uma dor constante nele. Ok. Prontamente saímos e fomos para a emergência. A médica examinou e verificou que realmente havia algo no olho de Paulinha. Após a “retirada do corpo estranho”, receitou um colírio e um antibiótico, pois o tal “cisco” havia arranhado a membrana ocular. Ok. Voltando para casa, entramos em uma farmácia para comprar o que a médica havia receitado. Lá estávamos nós, por volta das 22:30h, sendo atendidos pelo prestativo balconista quando entrou um sujeito truculento, se dirigiu ao balconista e quase ordenou, como se não estivéssemos ali, que ele buscasse um dado remédio. O balconista, muito educadamente, disse que ele esperasse um minuto, pois estava atendendo outros clientes (nós no caso). Ele então se superou; disse: “Eu sou da delegacia aqui perto! Não vou ficar esperando!”. Nós três, eu, Paulinha e o balconista, nos entreolhamos com aquela cara “E daí?”. O balconista educadamente disse que ele teria que aguardar um minuto enquanto atendia outros clientes e depois o atenderia. Ele, como dizemos por aqui em Recife, se arretou (tomou-se de ira), disse “Ah é?” e saiu puto da vida, atropelando tudo.

Sabe o que ele não sabia? Que com jeitinho tudo vai… Ou pelo menos é mais fácil que vá.

Se ele tivesse chegado, dito que estava apressado, que não poderia esperar e pedido com jeitinho… Eu cederia a vez. E digo mais: sinceramente, nem precisaria pedir, porque eu não estava com a mínima pressa e se ele tivesse se mostrado educado, eu mesmo teria dito para ele passar na frente e ser atendido primeiro.

Mas ele não sabia que se com jeitinho tudo vai… ou pelo menos é mais fácil que vá, sem jeitinho não vai nem a pau!

Emmerson Nogueira – Every Breath You Take

Oct132009

Aos críticos contumazes

criticaConcordo com alguns pontos de vista e discordo de outros tantos, mas o que eu queria mesmo era ver o grupo dos críticos contumazes na gestão pública deste nosso Brasil, sem ética e de valores deteriorados. Só se fosse com varinha de condão! Tem alguma fada por aí? É só avisar onde, que eu “compro” uma para resolver os meus probleminhas pessoais, o meu micro mundinho (e bota micro nisso). Apontar defeitos é bom demais! E fácil, muito fácil. Por que não se oferecem para elaborar projetos, com as devidas, eficientes e eficazes soluções para este nosso país continente? Por que não se candidatam e fazem campanhas bem honestas, com seus próprios recursos, convencendo o eleitorado com argumentos e propósitos de seriedade, honestidade e, sobretudo, competência?

Por que assumem a postura confortável (vivemos uma democracia na qual se desrespeita as autoridades, sem problema algum) de denunciadores, delatores e apontadores de falhas? Por que torcem para que o Brasil não dê certo? Por que impregnam a atmosfera com tanta negatividade? Por que preferem ficar intoxicados, destilando suas raivas, produzindo em seus organismos tanta adrenalina, noradrenalina e cortisol? Por que intoxicam também o ambiente, com uma carga de energia negativa de desarmonia? Antes de fazerem mal aos seus alvos, estão fazendo a si próprios.

Para que nenhum aventureiro possa dizer que eu sou conivente com desmandos e desacertos, quero solicitar que, pelo menos por esta vez, não julguem. Não, absolutamente não! Não sou conivente com nada, nem ninguém. Prefiro ser justa, sem paixões, reconhecendo que há falhas, desmandos, incorreções, má vontade, incompetência, desonestidade, mas que também há boa vontade, desejo de acertar, pessoas competentes, ações corretas e adequadas. A generalização é sempre perversa.

Reconheço que é dificílimo dirigir um país como o nosso, com vícios seculares, que estão impregnados na alma e no comportamento da grande maioria. Não, com certeza, não é nada fácil. Reconheço que muitos não conseguem gerenciar nem o seu micro mundo, as suas vidinhas, com lisura, seriedade, correção, competência e honestidade. Quem ainda não disse para alguém, em casa ou no trabalho, ao tocar um telefone: “Se for pra mim, diga que eu não estou.” Quem de vocês, julgadores, nunca fez isso?

Quem não deixou de pagar prontamente uma dívida, tendo dinheiro no bolso ou no banco? Quem ainda não foi “passado para trás” por pessoa muito íntima, detentora de toda credibilidade? E você? Ainda não passou ninguém para trás? Não puxou o tapete de ninguém? Você tem amado incondicionalmente? É você que tem compartilhado a sua energia e os seus recursos materiais e imateriais? É você que tem sido amoroso, compassivo, solidário, correto, honesto, leal, sincero, ético em todos os passos da sua trilha, com todos aqueles com os quais convive e com o Planeta? É você que tem cumprido, corretamente, todos os seus deveres, suas obrigações?

Vamos refletir, com calma. Vamos nos posicionar com respeito e com o coração, a partir do nosso micro mundo. Vamos apresentar soluções. Vamos contribuir para um mundo melhor, nos melhorando, em primeiro lugar. A flexibilidade e a justa medida nas nossas apreciações fazem a diferença, para cada um de nós individualmente, para as nossas relações interpessoais e para o Planeta. A palavra dita é energia circulante e, se é uma má palavra, é grande a nossa responsabilidade, porque esse é o pior tipo de poluição.

Vejam um trechinho do livro “A sabedoria do salgueiro” de Jean-Yves Leloup:

“Aí está a força secreta que torna o verdadeiro Samurai invencível. Esta ‘arte de deter a lança’ (Wu Shu), os antigos a aprenderam através do ensinamento do Salgueiro (Toshinryu).

Conhecemos a história de Shirobei Akyama, que incessantemente se defrontava com a mesma questão, sem conseguir respondê-la: ‘Opor força à força não é a solução, porque a força só pode ser vencida por uma força maior. Então, o que fazer? Opor à razão uma outra razão não é a solução, pois haverá sempre uma razão mais forte que vencerá nossas razões. Então o que fazer?’

Shirobei Akyama recebeu a resposta ao escutar as árvores no silêncio de seu jardim. Certa manhã, enquanto passeava, ouviu o estalo de um galho de cerejeira que se partia sob o peso da neve.

Alguns passos adiante, ele viu um Salgueiro à margem de um rio… Os galhos flexíveis do Salgueiro se inclinavam sob o peso da neve; ao chegarem ao solo, eles se libertavam suavemente da sua carga e, então, voltavam aos seus lugares, intactos.

(…) Saber se inclinar para melhor se endireitar, saber se inclinar para permanecer de pé. Vencer o duro e o sólido, ser flexível e tenro como uma água viva… A rigidez leva à morte, a maleabilidade é o caminho da Vida!”

E da Sabedoria!

Ilvis Ponciano

***

No fim uma certeza: não é criticando que se muda o mundo; é fazendo diferente.

Não critique! Vá e faça melhor!

Michael Jackson – We are the world

Oct92009

Procure um amante

amanteEu já publiquei este texto aqui há mais de 5 anos atrás, mas uma leitora relatou um pouco de sua vida por e-mail e eu me lembrei dele. Por isso, republico-o para vocês. Afinal, nunca é demais lembrar a importância de se apaixonar pela vida, de procurar algo ou alguém para enamorar-se. Ei-lo:

“Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:

‘Depressão’, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam: ‘Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!’ Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:

AMANTE é ‘aquilo que nos apaixona’, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto…

Enfim, é ‘alguém’ ou ‘algo’ que nos faz ‘namorar’ a vida e nos afasta do triste destino de ‘ir levando’.

E o que é ‘ir levando’? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.

Por favor, não se contente com ‘ir levando’; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … DA SUA VIDA!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver. Por isso, e sem mais delongas, procure um amante …

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: ‘PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.’”

Jorge Bucay

Retrato – Forró do Muído

Oct22009

Sobre evolução e mudança

superacao1Charles Darwin (criador do evolucionismo), em suas pesquisas, acabou por constatar o seguinte:

“A espécie que sobrevive não é a mais forte nem a mais inteligente, mas aquela que responde melhor à mudança.”

E é isso que muitas pessoas precisam aprender a fazer: exercitar a capacidade de responder positivamente às mudanças que ocorrem em suas vidas. Não é um talento nato, mas um exercício diário.

“Tudo muda o tempo todo no mundo”, como diz aquela canção de Lulu Santos. Então, aprender a ser flexível e entender que é importante planejar, mas deixar um bom espaço para o improviso, é fundamental para a sobrevivência no mundo de hoje, em que tudo muda numa velocidade incrível.

A vida causa muitas surpresas, algumas nem sempre agradáveis… Pode ser algo bom, como um novo emprego, uma nova oportunidade de trabalho, o encontro com uma pessoa bacana, o reencontro com amigos de longa data, mas pode ser algo nem tão bom assim, como uma crise econômica, a perda de um emprego, a separação de um parceiro, uma doença grave, a perda de um ente querido, dentre outros.

E a sua reação em relação a esses acontecimentos é que fará toda a diferença.

Aconteça o que acontecer, não se sinta vítima. Pense como um vencedor e dê a volta por cima, adapte-se à mudança, responda positivamente a ela. Só assim sobreviverá.

Survivor – Eye of the tiger

Sep302009

A vida só pode ser feliz quando tem um propósito.

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Minha amiga Bruna Vasconcelos me enviou uma mensagem curta e poderosa. Tem a ver com a sensação de felicidade e bem-estar, que segundo o Rabino Benjamin Blech só acontece quando você realiza o que se propõe a fazer. Ei-la:

[...] “A vida só pode ser feliz quando tem um propósito. Você só se sente bem quando realiza alguma coisa. A felicidade vem da ação. [...] Que você substitua a facilidade pelo esforço; que sempre encontre alegria ao escalar novas montanhas; que jamais descanse da sua busca pelo conhecimento; que deseje ser hoje um pouco mais do que foi ontem e um pouco menos do que será amanhã. Tudo isso fará de você um ser humano completo e lhe trará a verdadeira felicidade.” (Rabino Benjamin Blech)

Lembre-se disso: “A felicidade vem da ação.”

The London Cinema Orchestra – Tema do filme Top Gun