Simples Coisas da Vida

Desenvolva a capacidade de atenção para os pequenos privilégios que se oferecem a cada momento de sua vida.

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Ser simplesmente você

Publicado por Cirilo Veloso Moraes em 12 de Maio de 2008 | 10 comentários 
Arquivado em Atitude, Comportamento, Reflexões

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Muitas vezes, abrir mão da eternidade nos leva inevitavelmente ao sofrimento. Porém, é melhor sentir dor, amor, frustração, ternura, decepção, carinho e cumplicidade, do que passar uma eternidade inteira sem tê-los.

Hoje decidi fazer algo novo.
Decidi ouvir o som abafado do meu sussurro e entender que algumas coisas são inexplicáveis e permanecerão, para sempre, imutáveis.
Meu coração rendeu-se ao silêncio e pude perceber que há, também, muitas outras coisas que podem ser lançadas no mar do esquecimento e essa atitude mudar definitivamente a história da minha vida.
Olhei-me atentamente pela primeira vez e me vi como realmente sou… olhei-me sem hipocrisia… sem máscaras… sem desculpas… desnudei-me de mim mesmo…
Meu coração guiou-me a um encontro com a minha humanidade!
Pude perceber que tornar-me humano significa reconhecer que não sou perfeito, que sou passível de errar, que não preciso ter todas as respostas. Percebi que tenho deficiências, áreas de sombra… desejos ocultos… fraquezas que não podem ser confessadas.
Rasguei-me por dentro ao confrontar-me com minha humanidade.
Percebi que viver no contexto da eternidade significa considerar-se infalível, ser cheio de arrogância, achar-se acima do bem e do mal. Ser intolerante, julgar as pessoas por suas falhas… não ser compassivo… chegar ao extremo na busca pela perfeição.
Que alto preço a se pagar…
Entretanto, não abro mão mais da minha humanidade. Cometerei erros, terei decepções, sofrerei, mas também serei mais tolerante, menos arrogante… mais compreensivo… e saberei amar de uma maneira plena, livre de pré-conceitos e preconceitos.

Essa será minha eterna busca:
morrer para mim mesmo e renascer mais humano a cada novo dia!

a.d.

Sonho Impossível - Maria Bethania

Quando Deus criou as mães

Publicado por Cirilo Veloso Moraes em 9 de Maio de 2008 | 9 comentários 
Arquivado em Agradecimento, Amor, Homenagem

mae.jpg

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em que, afinal de contas, ela era tão especial?

O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado. Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.

Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse. Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.

Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.

Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado. Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: ‘eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo’, mesmo sem dizer nenhuma palavra.

O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora. Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.

Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade. Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior. Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas. Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.

Uma mulher. Uma mãe.

Enquanto houver mães na terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.

a.d.

*****

A todas as mães do mundo, Feliz Dia das Mães.

Como é grande o meu amor por você

Recomeçar

Publicado por Cirilo Veloso Moraes em 5 de Maio de 2008 | 8 comentários 
Arquivado em Atitude, Comportamento, Reflexões

recomecar.jpg

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de aprender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu “período de isolamento”,
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o “Amor”.

Paulo Roberto Gaefke

Explode Coração - Renato Vargas

Envelhecer é um prêmio

Publicado por Cirilo Veloso Moraes em 14 de Abril de 2008 | 28 comentários 
Arquivado em Reflexões

gettingold.jpg

Ele pergunta:

When the heck did we get old?

Ela responde:

Hell, I’ve always been old.
You know what, though? I don’t mind.
I mean, if my muscles ache, it’s ’cause I’ve used them.
If it’s hard for me to walk up them steps now, it’s ’cause I walked up them every night to lay next to man who loved me.
I got a few wrinkles here and there, but I’ve laid under thousands of skies on sunny days, yeah.
I look and feel this way, well, ’cause I drank and I smoked, I lived and I loved, and danced, sang, sweat and screwed my way through a pretty dammed good life, if you ask me.
Getting old ain’t bad.
Getting old, that’s earned.

*****

Traduzindo…

Quando foi que a gente envelheceu?

Eu sempre fui velha.
E quer saber de uma coisa? Não me importo.
Sabe, se meus músculos doem é porque os usei.
Se é difícil para mim subir as escadas agora, é porque as subi todas as noites para dormir com quem me amava.
Tenho umas rugas aqui e ali, mas já dormi sob milhares de céus ensolarados.
Minha aparência é esta, bem, porque bebi e fumei, vivi e amei, dancei, cantei, suei e transei o quanto pude nesta vida maravilhosa, se quer saber.
Não é ruim envelhecer.
Envelhecer é um prêmio.

*****

Envelhecer é mesmo um prêmio, mas para quem realmente vive a vida, e não para quem apenas “vai durando”.

Então, a dica desta segunda é…

Viva a vida!

Assim, “mais tarde” sentirá que ter vivido valeu a pena.

O último dia - Paulinho Moska

A melhor das armaduras

Publicado por Cirilo Veloso Moraes em 8 de Abril de 2008 | 16 comentários 
Arquivado em Atitude, Comportamento, Pensamentos

consciencialimpa.jpg

Estava andando na rua quando um pequeno pedaço de papel, mais precisamente uma tirinha daquelas que vêm dentro de biscoitos da sorte chineses, veio em minha direção.

Pareceu-me o Universo querendo me mandar uma mensagem…

“A consciência limpa é a melhor das armaduras.”

Definitivamente era tudo que eu precisava saber no momento.

Azul - Djavan

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