April 2010

Apr282010

Se você ama, diga que ama.

Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha… mas esse é um conhecimento que nunca está concluído. Pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente no universo. Pra todo mundo. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mas amor a gente tem. Não é lorota. Basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios.

Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor.

Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá…

Ana Jácomo

* * *

Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro SUPOSTAMENTE já sabe. Atitude, minha querida. Atitude, meu querido! Demonstrar afeto não mata não, viu? Muito pelo contrário: proporciona um bem-estar sem igual para quem recebe. E vem cá, tem coisa melhor do que amar e extravasar isso? Porque eu costumo dizer que ser amado é muito bom, mas nada supera o infinito prazer de amar. É isso mesmo. AMAR! O amor parte de você. Ter amor de volta é maravilhoso, mas amar sim é realmente extraordinário. Pergunte isso as pessoas que não amam quem as ama; a quem se acomodou tanto ao ponto de dizer “…mas ele me ama tanto, Cirilo…” Sim, ô abestalhada, e você? Ama mesmo ele? -pergunto eu. E ouço um “É…” daqueles “meia-boca”.

Esse post era para ser romântico pura e simplesmente, mas como eu adoro cutucar a ferida, segui por um outro caminho e prefiro terminá-lo assim: Se você ama, diga que ama. Mas se você não ama, SAIA DESSA! Ah, isso é pra ontem, viu. Porque o amor não pode esperar. Principalmente o amor próprio. E este não combina nada com se acomodar em relações mornas.

Apr262010

Se o mundo fosse uma brincadeira de faz-de-conta…

Se o mundo fosse uma brincadeira de faz-de-conta, faríamos de conta que tudo é sempre bonito. E mesmo que o mundo não seja um grande livro de contos de fadas, estamos sempre querendo fazer de conta.

Fazemos de conta que somos felizes; que o amor não acabou; que ainda existe desejo. Tentamos nos convencer de que todas as decisões que tomamos no passado foram acertadas. Talvez por medo de termos que confessar que em algum lugar de nossas vidas, falhamos.

É difícil ter de admitir que nos enganamos de caminho. Mas o mais difícil é pensar que vamos decepcionar outros. Apesar de tudo, “o que os outros vão pensar” pesa muito nas nossas vidas. Assim vamos fazendo de conta que está tudo bem. E chega um dia onde não encontramos mais saída. E a gente chora…

Chora na encruzilhada em que se encontra, chora no labirinto da vida, onde não queremos nem ir à frente e nem voltar atrás, mas sabemos que teremos que achar o caminho de qualquer jeito. E lamentamos o não saber o que fazer. Nos sentimos perdidos mesmo quando queremos fazer de conta que não.

Pensamos que seria melhor fingir que não existe problema nenhum; ou que podemos passar uma borracha e recomeçar tudo; ou então nos dizemos que bom mesmo seria voltar à infância inocente, sem esses “problemas de adultos” e até ir dormir mais cedo para que amanhã chegue logo.

Porque o agora, às vezes, desejamos que nunca chegue… Mas somos adultos, mesmo se nosso “eu” criança se sente perdido. Somos adultos e donos da nossa vida, das nossas vontades, embora intimamente sintamos a necessidade de pedir que alguém decida por nós para nos livrar do peso da responsabilidade da escolha. É preciso enfrentar a realidade, mesmo que doa; é preciso ter a coragem de tomar uma decisão e fazer escolhas, mesmo se daqui a dez anos percebamos que nos enganamos de caminho. Se enganar não é pecado; pecado é se saber enganado e continuar no mesmo trilho. É uma ofensa ao próprio eu.

Dê a você mesmo a oportunidade de ser feliz sendo quem é, como é. Saia do marasmo do dia-a-dia que mata e construa algo sólido onde se apoiar. A vida não espera por nós e não é por fingir que o tempo não passa que os relógios vão parar.

Chorar é bom e pode aliviar as tensões, mas nunca resolveu problema nenhum. Enxugue então suas lágrimas para que tenha uma visão mais clara do que é sua vida.

Tire a máscara do faz-de-conta e viva de cara lavada, mesmo se no momento não for o melhor que você tenha para apresentar ao mundo. Com o tempo você vai aprender que tudo fica mais fácil e você se sentirá aliviado. Não se pergunte o que vai fazer depois: aprenda com seus erros e dê o melhor de si. Dê a você mesmo uma chance de ser feliz, porque ninguém vai fazer isso por você.

Letícia Thompson

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Precisa dizer mais alguma coisa? O mundo não é um faz-de-conta e ATITUDE é o que conta. No fim de tudo você irá se arrepender muito mais das coisas que não fez, da sua falta de ação, do que dos erros que cometeu tentando acertar seu caminho.

Portanto, não viva de faz-de-conta; não finja que vive: viva! Não finja que acertou: reconheça seu erro e busque acertar na próxima oportunidade. Tente outra vez. Proponha-se ao risco, porque somente quem se propõe a ele é livre. Faça o melhor que puder fazer com o conhecimento e maturidade que tem agora. Porque se não der certo, você partirá desta com a tranquilidade e a certeza de que deu o seu melhor, e não arrependido por não ter arriscado fazer diferente.

Apr162010

Vacina contra o H1N1 (Gripe A) – Tomar ou não?

Muitas pessoas têm me perguntado se devem tomar a vacina propagada pelo Ministério da Saúde contra a gripe A, neste ano. Vários artigos foram escritos e disseminados pela Internet colocando em dúvida o fato de se vacinar.

Para responder à pergunta, dando MINHA OPINIÃO, quero voltar atrás alguns anos e fazer uma análise sobre a gripe aviária que colocou a população mundial sob expectativa catastrófica. Se nos lembramos bem, a gripe aviária iniciada na Ásia foi prevista como avassaladora e capaz de matar um grande número de habitantes da Terra. Vários governos se juntaram para encontrarem soluções de proteção até que foi dada a missão de Superman ao conhecido TAMIFLU, medicamento antivirótico que seria capaz de curar pacientes portadores desse vírus.

Por mais aterrorizante que fosse a expectativa de grande epidemia, dados oficiais mostraram que a gripe aviária matou 153 pessoas no mundo, em 3 anos. Após isso, órgãos oficiais dos Estados Unidos e Grã-Bretanha acabaram por admitir que o Tamiflu, além de capaz de produzir efeitos colaterais sérios, não era capaz de combater a gripe.

Algum tempo passou e surgiu a gripe suína, talvez mais aterrorizante do que a primeira. Expectativas catastrofistas previram verdadeira mortificina durante o inverno de 2010 no hemisfério norte e você ouviu bem o que aconteceu? Apesar de rigorosíssimo inverno, pessoas contraíram gripe como em todos os anos e, para frustração de muitos, principalmente fabricantes de medicamentos e vacinas, o inverno está por terminar e a gripe não veio da maneira que se aguardava.

O governo brasileiro lançou campanha para vacinar 90 milhões de pessoas contra a gripe A. Essa vacina, conforme afirmação de órgãos científicos reconhecidos, foi fabricada às pressas, sem os devidos cuidados de respeito ao tempo de maturação e não se sabe se poderá imunizar ou não e trazer complicações clínicas a várias pessoas que a tomarem. Apesar de se tratar de um vírus novo, como todos os vírus de gripe, as mutações são inevitáveis e as vacinas são produzidos com vírus antigos que, certamente, não existem mais.
A verdade é que nós não possuímos uma defesa medicamentosa contra o H1N1 porque a doença propriamente dita ainda não existe como transmitida entre as pessoas. Como o vírus é mutante, o mais importante é que mantenhamos nosso organismo dentro das melhores condições de defesas para que, se contrairmos um tipo qualquer de gripe, não nos apavoremos e sejamos capazes de combater com nossos próprios recursos orgânicos a maldita “epidemia” que nos foi convencida pelos propaladores do pânico.

Concluo afirmando que é de livre arbítrio submeter-se à vacinação contra gripe A mas, pelo fato de que o próprio FDA não endossa este lote a ser aplicado, devemos pensar duas vezes antes de nos comportarmos como “bois de manada” e seguirmos aquilo que nos for ordenado como sendo a melhor conduta. Frente a qualquer doença, o medo e o pânico são os maiores facilitadores da disseminação e de consequências mais graves. Acho que nosso próprio governo também não está muito convencido dos benefícios que a população poderá vir a ter com esta medida.

Dr. Sérgio Vaisman

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Como eu não sou “boi de manada” e por ter pensamento similar ao Dr. S. Vaisman, fico em dúvida se vale realmente a pena tomar a vacina contra a Gripe A, que supostamente combate o vírus H1N1. Se bem me conheço não tomarei a tal vacina, mas não quero com isso influenciar a decisão de nenhum de vocês.

Apenas espero que abram seus olhos e reflitam se não é mais importante fortalecer seus organismos e ficarem preparados para enfrentar qualquer tipo de gripe, que só derruba os que estão com imunidade baixa. Não tem muito segredo.

Um forte abraço e até muito breve.

Apr152010

O Sport é o Campeão Brasileiro de 1987, garante parecer da CBF.

Prezados leitores, sei que nem todos são loucos por futebol como muitos brasileiros. Eu também não sou.

No entanto, gostaria de pedir um pouco do tempo de vocês para compartilhar uma notícia que acaba de vez com uma controvérsia surgida por causa da “cegueira” de apaixonados torcedores de futebol. Está mais para doença do que para “cegueira”, pois uma coisa é ser apaixonado e defender seu time do coração; outra é ser “ignorante” e não querer enxergar o óbvio.

De qualquer forma… Agora não resta mais dúvidas: O Sport é o Campeão Brasileiro de 1987!

Parecer de três páginas da CBF garante título ao Sport e afirma que cabe ao São Paulo, e não ao Flamengo, a posse definitiva do troféu “Copa Brasil” (a chamada Taça das Bolinhas), pois o clube tricolor foi o primeiro a ganhar alternadamente cinco campeonatos brasileiros, ou seja, sagrou-se pentacampeão brasileiro antes do Flamengo, que também é penta, mas só chegou ao 5º título em 2009, enquanto o São Paulo conseguiu em 2007.

Não tenho nada contra esse time ou aquele. Só quero mesmo defender o que é do meu time do coração por direito. Parabéns por tantos títulos ao Flamengo, ao São Paulo e aos outros campeões da maior competição nacional de futebol, mas o Brasileiro de 1987 é do Sport!

Para não deixar dúvidas, segue a notícia no site do GloboEsporte.com. Lá, inclusive, é possível conferir o parecer da CBF na íntegra.

Desde já peço que encaminhem a notícia aos conhecidos, republiquem em seus blogs, passem adiante no twitter e outras redes sociais et cetera.

Não importa que você não goste de futebol. Também não sou lá muito fã, como disse no começo do post. Mas dar a César o que é de César é ser justo. E justiça conforta a alma humana como poucas outras coisas…

Ademais, a todos um forte abraço e até muito breve.

Apr132010

Escolhas de uma vida

Já falei muito sobre escolhas e decisões aqui no “Simples Coisas da Vida“. Afinal, nada mais natural, levando-se em consideração que a palavra-chave do blog é “atitude“, seguida por “reflexões” e “comportamento“.

E hoje li mais um excelente texto sobre escolhas. Recebi como sendo de autoria do Pedro Bial; corrijam-me se esta informação estiver equivocada. Ei-lo:

A certa altura do filme “Crimes e Pecados”, o personagem interpretado por Woody Allen diz: “Nós somos a soma das nossas decisões“. Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar “minha vida”. Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços. Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as consequências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua!

Spyzer – I feel so free

Apr92010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 15 (Fim)

Anteriormente no Simples Coisas da Vida:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 04;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 05;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 06;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 07;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 08;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 09;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 10;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 11;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 12;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 13;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 14.

Dando sequência, hoje segue a última parte: a 15 (quinze). Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

APOSSANDO-SE DA ORAÇÃO DE JABEZ

“E Deus lhe concedeu o que tinha pedido”

Quero desafiá-lo a fazer da oração de Jabez parte integrante de seu dia a dia. Para tanto quero encorajá-lo a seguir firmemente durante os próximos 30 dias o plano aqui descrito. No final deste período, você perceberá mudanças significativas em sua vida, e a oração estará prestes a se tornar um valoroso e contínuo hábito.

1. Faça a oração de Jabez todas as manhãs e registre um diário, marcando num calendário ou num quadro que você separou especificamente para este propósito.

2. Escreva a oração e cole-a em sua bíblia, na geladeira, no espelho do banheiro ou em qualquer outro lugar que o faça se lembrar de sua nova visão.

3. Releia este livro uma vez por semana durante o próximo mês, pedindo a Deus que lhe mostre as idéias importantes que você possa ter perdido.

4. Conte a alguém que você assumiu o compromisso de um novo hábito de oração, e peça a esta pessoa que lhe cobre o seu cumprimento.

5. Comece a registrar em sua vida, especialmente os compromissos marcados por Deus e as novas oportunidades que você pode relacionar diretamente à oração de Jabez.

6. Comece a fazer a oração de Jabez por sua família, seus amigos e sua Igreja local.

É claro que aquilo que você apenas sabe sobre esta ou qualquer oração não vai trazer-lhe nada diferente. O que você sabe sobre libertação não vai libertá-lo de coisa alguma. Você pode pendurar a oração de Jabez nas paredes de todos os cômodos de sua casa e nada vai acontecer. Somente aquilo em que você acredita e, por conseqüência, faz é que vai desencadear o poder de Deus para você e promover uma mudança de vida. Quando você age, está dando um passo rumo às melhores coisas que Deus tem para você.

Sou uma prova viva disso.

O resto da história

No primeiro capítulo deste livro contei-lhe de que modo o fato de orar pedindo “maiores fronteiras” redirecionou o curso e a qualidade de minha vida. Deixe-me contar-lhe o resto da história.

Eu e minha esposa demos o primeiro passo no sentido de transformar a oração de Jabez uma parte comum de nossa jornada espiritual naquela cozinha amarela de Dallas, durante uma tempestade que batia na janela. Queríamos muito para alcançar mais – para fazermos e sermos tudo aquilo que Deus tinha em mente para nós. Mas não tínhamos idéia do que aconteceria.

Com o passar dos anos no ministério “Caminhada Bíblica”, nossas frágeis orações cresceram, pois Deus nunca parou de responder! Posso me lembrar da época em que tínhamos 25 a 30 conferências bíblicas por ano. Este ano a “Caminhada Bíblica” vai promover 2.500 conferências bíblicas – 50 a cada final de semana. Hoje o ministério publica dez revistas por mês para ajudar pessoas e famílias a crescerem dia a dia na Palavra de Deus. Recentemente superamos a marca de 100 milhões de exemplares publicados.

Não estou mencionando estes números para impressionar você. Compartilho esta história porque ela é bem pessoal e, pelo menos para mim, é uma evidência chocante do que a graça de Deus e a oração de Jabez podem fazer.

Ultimamente Deus tem ampliado nossa fé outra vez. Há pouco tempo nos vimos fazendo uma pergunta completamente diferente: não pedíamos: “Senhor, alarga as nossas fronteiras”, mas perguntávamos: “Senhor, quais são as tuas fronteiras? O que tu queres que seja feito”?

É óbvio que as fronteiras de Deus abrangem o mundo todo. Está claro que sua vontade é que alcancemos o mundo – agora! Assim, nosso grupo de liderança começou a questionar de que maneira poderíamos fazer isto acontecer. Então, começamos a fazer a maior oração que podíamos imaginar: “Senhor, permite que alcancemos o mundo para Ti”.

Em janeiro de 1998, demos início ao WorldTeach, nascido a partir da oração de Jabez. WorldTeach é uma empolgante visão de implantar, em 15 anos, o maior grupo de estudo bíblico do mundo – 120 mil professores – equivalente a um professor para cada 50 mil habitantes da terra. Estou escrevendo esta última seção do livro na Índia, onde estou para ajudar a treinar pessoas que possam ensinar a Bíblia, cumprindo a Grande comissão de levar a Palavra de Deus, a todo vilarejo, cidade e nação.

Apenas olhando aquilo que está acontecendo, posso lhe garantir que Deus ainda responde àqueles que tem um coração leal e fazem a oração de Jabez. Em seu segundo ano, o WorldTeach já foi lançado em 23 países, incluindo a Rússia, Índia, África do Sul, Ucrânia e Cingapura – alistando 2.500 professores. Nosso alvo para o terceiro ano é 35 países e cinco mil professores. E estamos caminhando além do planejado.

Um líder nacional de missões disse-me que WorldTeach tem tido o crescimento mais meteórico entre todos os ministérios cristãos da história. Humanamente falando, este tipo de crescimento é inexplicável.

Somos apenas humanos fracos que buscam ser puros e totalmente entregues a nosso Senhor, que querem o que ele quer para este mundo e que avançam de acordo com o poder e a proteção do Senhor para que isso aconteça agora.

Não sei qual o nome que você daria a isso, mas sempre o chamei de Milagre de Jabez.

Redimidos para fazer isso

Tenho visto coisas impressionantes acontecerem na vida de pessoas como você que sempre tiveram suspeitas de que Deus responde às orações audaciosas. Quando o menor raio de fé brilha em seu espírito, o conforto da verdade de Deus penetra em você e o faz instintivamente clamar: “Oh Senhor… peço-te que me abençoes”!

Também vejo em pessoas como você um entusiasmo crescente e uma ansiedade sadia por aquilo que vai acontecer em seguida. Pois alguma coisa sempre acaba acontecendo. Suas expectativas espirituais passam por uma mudança radical, ainda que pareçam superficiais para outra pessoa.

Você sente uma confiança renovada no poder presente e real de suas orações porque sabe que está orando de acordo com a vontade e o prazer de Deus. Você sente no fundo de seu ser a convicção de que é certo orar assim. Sabe, sem qualquer sombra de dúvida que foi redimido para fazer isso: pedir ao senhor pelo bem maior que ele tem em mente para você, e pedi-lo de todo o coração.

Junte-se a mim nesta transformação. Você vai mudar seu legado e espalhar bênçãos sobrenaturais por onde for. Deus desencadeará seu milagroso poder em sua vida agora mesmo. E, para toda a eternidade, ele vai derramar sobre você honra e deleite.

Apr82010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 14

Anteriormente no Simples Coisas da Vida:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 04;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 05;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 06;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 07;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 08;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 09;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 10;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 11;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 12;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 13.

Dando sequência, hoje segue a parte 14 (quatorze) das 15 (quinze). Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

BEM VINDO AO ROL DE HONRA DE DEUS

“Foi Jabez mais ilustre que seus irmãos”

Você acha que Deus tem seus favoritos? É certo que Deus disponibiliza seu amor a todos, e Jesus veio ao mundo para que “todo aquele que clamar por seu nome seja salvo”.

Mas a história de Jabez, cuja oração fez com que ele recebesse de Deus o título de “mais ilustre do que seus irmãos”, pode criar a idéia de que Deus tenha seus favoritos. A experiência de Jabez lhe ensinou que um acesso igualitário ao favor de Deus não equivale a recompensa igual por parte dele. O que aconteceu às outras pessoas citadas juntamente com ele em Crônicas? Como Idbas, Hazelelponi ou Anube, por exemplo. Que honras e recompensas tiveram de Deus?

Em resumo, Deus favorece aqueles que lhe pertencem. Ele não retém nada daqueles que querem e honestamente pedem aquilo que Deus deseja.

Dizer que você quer “ser mais ilustre” aos olhos de Deus, não significa arrogância ou egoísmo. “Mais ilustre” descreve aquilo que Deus pensa; não é um crédito que tomamos para nós. Você certamente estará cedendo a um impulso carnal e mundano se estiver tentando superar alguém, mas vivendo no Espírito quando lutar para receber o mais alto prêmio de Deus. “Prossigo para o alvo, para o prêmio” disse Paulo em sua última epístola (Fil 3:14). Ele estava ansioso pelo dia no qual poderia dar um relatório daquilo que ele havia feito (2Co 5: 9-10).

A lamentável alternativa não me atrai. Não quero chegar ao céu e ouvir Deus dizer: “Vamos dar uma olhada em sua vida, Bruce. Deixe-me mostrar-lhe o que eu queria para você e repetidas vezes tentei fazer através de sua vida… mas você não permitiu que eu fizesse”. Que fiasco.

Percebi que ganhar honra quase sempre significa deixar para trás expectativas medíocres e pressupostos confortáveis. Neste caso, porém, tudo isso tem pouco a ver com talento pessoal. Como é bom encontrar poucos “supersantos” listados entre aqueles que Deus colocou em seu rol de honra (Hebreus 11). Em sua maioria, são pessoas comuns, nomes fáceis de subestimar, que tiveram fé num Deus extraordinário e miraculoso e que resolveram agir de acordo com esta fé.

O que eles descobriram foi uma vida marcada pelas bênçãos de Deus, provisão sobrenatural e liderança divina em todos os momentos de que dela precisaram.

A “Mão de Deus” sobre mim

Acho que a urgência – o aqui e agora – de servir a Deus é um dos mais esplêndidos aspectos de viver no rol de honra de Deus. Você começa a crescer mais do que a maioria dos cristãos julga ser possível. Pense sobre isso: como seria o seu dia se você acreditasse que Deus quer que suas fronteiras sejam alargadas a todo o momento e com todas as pessoas, e se você tivesse confiança plena de que a poderosa mão de Deus estaria dirigindo-o nos momentos em que você estivesse ministrando?

Durante os últimos cinco anos tenho colocado esta crença à prova de maneira bem específica e, com freqüência, tenho observado resultados surpreendentes. Peço ao Senhor por um ministério maior; então, seguindo o mover do Espírito Santo, inicio uma conversa com uma pessoa fazendo uma simples pergunta: “Em que posso ajudá-lo”?

Deixe-me dar-lhe um exemplo.

Eu estava em Atlanta, indo para o aeroporto tomar o avião que me levaria a um importante compromisso na Carolina do Norte. Sem qualquer aviso, o trânsito foi ficando lento, até que parou. Um grande acidente havia bloqueado toda a pista. Quando ficou claro que eu perderia o vôo, orei dizendo: “Senhor, por favor, atrase o meu Vôo para que eu possa pegá-lo”.

Quando finalmente cheguei ao saguão de partida, vi muita gente reclamando. Estava claro que o meu vôo estava atrasado. Humilde e grato, fiquei imaginando se Deus tinha alguma coisa a mais em mente. Comecei a orar para que Deus pudesse arrumar uma oportunidade para que eu ministrasse.

Em poucos minutos aproximou-se de mim, uma mulher, uma executiva bem vestida, carregando sua pasta de couro. Quando ela se juntou ao resto das pessoas que estava esperando o vôo, percebi que estava bastante agitada. Acenei com a cabeça, cumprimentando-a e perguntei:

- Posso ajudá-la em alguma coisa?

- O que? – disse ela, quase não acreditando no que ouvia. Repeti a minha pergunta.

- Você não pode fazer nada por mim – disse ela, de maneira bem educada, porém firme.

- Bem, acho que há alguma coisa que eu posso fazer por você, mas não sei o que é. Mas você sabe. A propósito, meu nome é Bruce.

Então sorri para ela e perguntei claramente pela segunda vez:

- O que eu posso fazer por você?

Amigo leitor, você já viu o Espírito Santo quebrando barreiras emocionais e espirituais bem diante de seus olhos? É uma experiência que você jamais vai esquecer. A mulher respirou fundo, encostou-se na parede e começou a falar.

- Bem, estou indo para casa divorciar-me de meu marido – disse-me ela – É por isto que estou esperando este vôo.

Lágrimas brotaram de seus olhos. Sugeri que fôssemos a um canto mais reservado na área de embarque e pedi que o Senhor colocasse sua proteção ao nosso redor e entre nós.

Seu nome era Sophie. Seu costume perfeitamente cortado e a pasta executiva de couro escondiam uma pessoa com a vida despedaçada, fugindo da desilusão e do desespero. Seu marido fora-lhe infiel e também provocara outras mágoas. Muito embora ele quisesse consertar as coisas, para ela não havia mais jeito. Quando chegasse em casa, ela tiraria os papéis do divórcio de sua pasta.

O funcionário da companhia nos interrompeu.

- Asheville, certo? Vocês vão perder seu avião.

Éramos os dois últimos a embarcar. Agora, Sophie estava agitada porque nossa conversa teria de ser interrompido e ela ainda não havia acabado.

- O Senhor vai nos colocar juntos – disse eu, sem ter muita confiança naquilo que eu mesmo estava falando.

- O que você quer dizer com isto? – perguntou Sophie.

- Bem, ele não teve muita dificuldade para criar a terra. Por isso creio que ele pode nos colocar assentados juntos.

Porém, quando olhamos nossos bilhetes, percebemos que estávamos a cinco fileiras de distância. Ao chegarmos ao meu assento, o homem que estava no assento do meio, próximo a Sophie, ouviu-nos conversando, virou-se para nós e disse.

- Odeio o assento do meio. Vou mudar de lugar para que vocês possam ficar juntos.

Sophie afundou no assento ao meu lado, boquiaberta. Durante o vôo, conversamos sobre suas opções. Orei com ela. Quando descemos em Asheville ela estava quebrantada e pronta para perdoar. Ainda estava magoada, mas estava em paz, determinada a devotar a seu casamento o compromisso que ele merecia.

Quando penso de novo neste compromisso divinamente arranjado, posso ver as pegadas de Jabez e de sua pequena oração:

· Pedi por uma bênção de Deus para hoje.

· Pedi mais território (mais ministério e influência para Deus) e dei um passo adiante para recebê-lo.

· Dependi precária, mas, confiantemente do Espírito Santo que guiaria meus pensamentos, palavras e ações em relação à Sophie e que trabalharia no reino sobrenatural para realizar aquilo que eu não fosse capaz de fazer.

· Pedi a Deus que impedisse o mal (neste caso, até mesmo a mais ínfima possibilidade de um pensamento indevido) pudesse estragar a bênção que ele desejava conceder através de mim.

Deixe-me encorajá-lo, meu amigo, a estender a mão em direção ao milagre. Seu Pai conhece seus talentos, suas barreiras e a condição em que você se encontra a cada momento. Ele também sabe de coisas que provavelmente você não tem conhecimento – toda e qualquer pessoa que está passando por necessidades terríveis e que precisa receber o toque de Deus através de você. Deus vai levá-lo a essa pessoa no momento exato e nas circunstâncias adequadas.

Naquele momento você vai receber poder para ser sua testemunha.

O ciclo de Bênçãos

Ao repetir aqueles passos, você colocará em ação um ciclo de bênçãos que vai multiplicar tudo aquilo que Deus é capaz de fazer em e através de você. Este é o crescimento exponencial a que me referi no capítulo anterior. Você pediu e recebeu mais bênçãos, fronteiras mais amplas, mais poder e mais proteção. Mas a curva de crescimento logo começará a se direcionar para cima.

Você não alcança o próximo nível de bênçãos e simplesmente estaciona aí. Você começa de novo: Senhor, abençoa-me! Senhor, alarga minhas fronteiras… e por aí vai. Conforme o ciclo se repete, você vai descobrir que está se movendo firmemente na direção de esferas ainda maiores de bênçãos e influência, numa espiral que sobe e se alarga numa vida mais abundante para Deus.

Ainda chegará o dia – e chegará diversas vezes – em que você se sentirá tão maravilhado com a graciosidade de Deus, que lágrimas cairão por sua face. Certa vez, disse ao Senhor: “Isto é demais! Guarda algumas das tuas bênçãos Senhor”! Se você é como alguns que usam a oração de Jabez, dentre os quais me incluo, então verá momentos em sua vida nos quais se sentirá tão abençoado que vai parar de orar pedindo mais, pelo menos por algum tempo.

Mas prometo que você fará uma associação direta: saberá, sem qualquer dúvida, que Deus tem aberto os armazéns do céu porque você orou.

Tenho de admitir: o ciclo de bênçãos fará um belo teste com sua fé. Você vai deixar Deus trabalhar em sua vida, independentemente de quais sejam as escolhas que ele fizer? A vontade dele sempre será para o seu bem. Você vai se render a seu poder e amor e ao plano surpreendente que ele tem para você? Espero que você opte por fazer exatamente isso. Você sentirá a alegria de saber que Deus se deleita com você.

A única coisa que pode quebrar este ciclo de vida abundante é o pecado, pois o pecado interrompe o fluxo do poder de Deus. É como se a rede elétrica de sua cidade fosse danificada, impedindo que a energia produzida pela hidroelétrica chegasse até você. Todo o potencial das turbinas daquela enorme barragem seria inútil, ficando desperdiçado até que fosse restaurada a conexão.

Depois de experimentar a bênção de Jabez, você precisa saber que ao pecar vai sentir uma tristeza como jamais conheceu, por estar se desconectando de Deus. É a dor de um dia ter experimentado a alegria sem medida de ver Deus trabalhando em sua vida e, então, voltar atrás.

Quero encorajá-lo a correr de volta para a presença de Deus e consertar o relacionamento, custe o que custar. Não desperdice nem um minuto sequer do milagre que Deus começou a realizar em sua vida. Há um bem indescritível esperando por você e sua família.

Apr72010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 13

Anteriormente no Simples Coisas da Vida:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 04;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 05;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 06;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 07;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 08;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 09;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 10;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 11;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 12.

Dando sequência, hoje segue a parte 13 (treze) das 15 (quinze). Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

Testemunha da liberdade

Uma vez que Satanás se opõe de maneira mais contundente àqueles que começam a se tornar uma grande ameaça a ele e a seu reino, quanto mais Deus responder a suas orações de Jabez mais você deverá se preparar para enfrentar ataques espirituais.

Há momentos, porém, em que você não pode se afastar do mal porque, pelo poder de Deus, você estará tentando lançar um ataque fulminante contra as trevas. Nesses momentos você pode se manter confiantemente firme contra o inimigo com aquilo que Paulo chama de “as armas da nossa milícia” (2Co 10:4).

Lembro-me de uma reunião nos primeiros anos do movimento Promise Keepers. Os 25 membros de nossa diretoria se reuniram em oração, pouco antes do início do evento ao qual compareceram dezenas de milhares de pessoas, no estádio logo abaixo de nós. A opressão era tão forte que tropeçávamos em nossas palavras e ficávamos calados. A menos que derrotássemos aquela oposição tão intensa, sabíamos que não haveria razão para darmos início ao programa. Por fim, um dos membros se levantou e começou a atacar o mal com a verdade.

- Irmãos, a vitória já é nossa – declarou ele, confiadamente, enquanto nós continuávamos de joelhos. Com total determinação, ele começou a orar mencionando a verdade da vontade de Deus para aquele dia. Sua memorável oração foi algo mais ou menos assim:

Senhor, é a tua vontade que busquemos a tua bênção para esta grande multidão de homens e suas famílias! Sabemos que é teu profundo desejo conquistar áreas para o teu reino nesta geração, neste dia da história, neste estádio! E já te agradecemos o que farás aqui.

A essa altura, o máximo que o resto do grupo conseguia fazer era concordar com ele em oração, colocando-se nas mãos do Senhor para que ele agisse em nós e a nosso favor. O peso que sentíamos era quase impossível de suportar. Mas a oração de nosso líder não parou ali:

Pai, é teu profundo e imutável desejo que teu Espírito Santo esteja aqui – e ele está aqui em nosso meio – movendo-se entre as fileiras de homens que se reuniram neste recinto. Tu estás aqui para trabalhar numa dimensão sobrenatural que mal podemos compreender, mas que sinceramente ansiamos. Diante de teu nome, Senhor Jesus, que todo poder na terra se dobre ou seja exterminado.

Em alguns momentos de sua oração sentimos um romper de barreiras. Nossos apelos desesperados se transformaram em louvores e adoração. Sabíamos que tínhamos testemunhado a liberdade do Espírito. Caminhamos juntos, firmemente em direção ao centro do estádio para proclamar com ousadia os abundantes resultados daquilo que havia sido conquistado em oração.

Um legado de triunfo

Acho que Jabez teria gostado daquela oração. Ele quis viver livre do fardo do mal porque o caráter irretocável de Deus e a imutável palavra do Senhor haviam mostrado algo inimaginavelmente melhor.

Fique fora da arena da tentação sempre que for possível”, teria dito ele, “mas nunca viva no temor da derrota. Pelo poder de Deus você poderá manter segura a sua herança de bênçãos”.

Você crê que nosso Deus sobrenatural vai preservá-lo do mal e proteger seu investimento espiritual? Jabez certamente acreditava e agiu de acordo com o que tinha em seu coração. Dali em diante sua vida foi poupada da dor e do sofrimento que o mal traz.

Paulo disse aos Colossenses que Deus lhes “deu vida juntamente com ele (Cristo)” e que “despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2: 13-15).

Que maravilhosa declaração de vitória! Através de Cristo, podemos viver em triunfo – não em tentação ou derrota. Fazendo do quarto trecho da oração de Jabez uma parte integrante de nossa vida, estamos prontos para prosseguir rumo a um nível mais alto de honra, além de incrementar exponencialmente nossas bênçãos.

Eis o porquê: ao contrário da maioria dos portfólios de ações, no Reino de Deus, o investimento mais seguro é também aquele que mais rende.

Apr62010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 12

Anteriormente no Simples Coisas da Vida:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 04;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 05;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 06;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 07;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 08;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 09;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 10;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 11.

Dando sequência, hoje segue a parte 12 (doze) das 15 (quinze). Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

Brincando de ficar distante

Chegamos agora a uma das fortalezas ocultas do Príncipe das Trevas na vida dos cristãos. Em minha experiência, a maioria dos cristãos parece orar simplesmente pedindo forças para suportar a tentação – pela vitória contra os ataques de nosso feroz inimigo, Satanás.

Por alguma razão não pensamos em pedir que Deus simplesmente nos mantenha longe da tentação e que mantenha o diabo encurralado, fora de nossas vidas.

Porém no modelo de oração que Jesus deu a seus discípulos, quase um quarto de suas palavras pedem libertação: “e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6:13). Nada sobre visão espiritual ou poderes especiais. Nem uma palavra sequer sobre confrontação.

Quando foi a última vez que você pediu a Deus para ficar livre da tentação? Do mesmo modo que Deus quer que você peça mais bênçãos, fronteiras mais amplas e mais poder, ele deseja ouvir de você seu pedido de afastamento do mal.

Sem a tentação, nós não pecaríamos. A maioria de nós enfrenta muitas tentações – e, portanto, peca com freqüência demasiada – porque não pedimos a Deus que nos conduza para longe da tentação. Portanto, amadurecemos muito quando começamos a nos concentrar menos em derrotar a tentação e mais em evitá-la.

Embora tivesse todas as legiões do céu a sua disposição, até mesmo Jesus orou pedindo libertação. Mesmo com sua perspicácia divina, Jesus se recusou a entrar numa discussão com Satanás durante a tentação no deserto, na qual o inimigo lhe fez ofertas sedutoras.

À medida que penetramos mais fundo no reino do miraculoso, aprendemos que a guerra mais eficiente contra o pecado é orar para que não tenhamos de lutar contra tentações desnecessárias. E Deus nos oferece seu poder sobrenatural para fazer exatamente isso.

Deitando as Armas

A arena da tentação normalmente é território inimigo. Não quero dizer com isso que ser tentado é a mesma coisa que pecar – este é mais um dos enganos de Satanás. O que estou afirmando aqui é que somos levados a expurgar o mal das esferas de nossa experiência subjetiva. Este terreno não é neutro, pois somos criaturas caídas que possuem uma compreensão limitado, como Satanás sabe bem. Neste contexto, até mesmo nossas melhores armas (humanamente falando) podem nos levar à derrota. Considere, por exemplo, as “armas” da sabedoria, da experiência e dos sentimentos:

Sua Sabedoria – Ela funciona muito esporadicamente, na melhor das hipóteses, pois a natureza do mal é enganar com um pouco de verdade – não toda a verdade, mas uma parte suficiente para nos deixar em dúvidas. Adão e Eva não eram mais propensos a sucumbir à tentação do que nós somos hoje. A verdade é que eles, ao contrário de nós, eram perfeitos em todos os aspectos e nenhuma de suas necessidades deixou de ser atendida. Satanás abordou a raça humana no ponto mais alto de sua promessa e de seu desempenho – e nos destruiu com uma simples conversa amigável.

É por isso que, como Jabez, devemos orar pedindo proteção contra o engano:

Senhor, afasta-me de cometer os erros nos quais estou mais propenso no momento em que chega a tentação. Confesso que aquilo que julgo ser necessário, inteligente ou pessoalmente benéfico em geral é apenas um belo disfarce para o pecado. Assim, peço-te que me preserves do mal.

Sua Experiência – Quanto mais penetramos em novos territórios para Cristo, menos nossos flancos estão protegidos contra os ataques de Satanás. Alguém já disse: “O perigo não está em colocar à beira do precipício, mas em estar desatento”. Uma pequena tolerância ao orgulho ou à confiança em si mesmo pode trazer um desastre. A mais profunda tristeza que constatei na vida de outros cristãos está entre aqueles que experimentam enormes bênçãos, alargaram suas fronteiras, receberam poder… E caíram em sérios pecados.

Tal como Jabez, devemos orar pedindo que sejamos poupados dos julgamentos errados:

Senhor, afasta-me da dor e da tristeza que o pecado traz. Coloca uma barreira diante dos perigos que eu não posso ver e daqueles que eu acho que posso enfrentar devido a minha experiência (ou orgulho ou falta de cuidado). Protege-me, Senhor, com o teu poder!

Seus Sentimentos – Será que compreendemos mesmo quanto nossos sonhos humanos estão longe do sonho que Deus tem para nós? Estamos imersos numa cultura que valoriza a liberdade, a independência, os direitos pessoais e a busca pelo prazer. Respeitamos as pessoas que se sacrificam para conseguir aquilo que querem. Mas e quanto a ser um sacrifício vivo? A negar-se a si mesmo?

Do mesmo modo como Jabez orou, devemos pedir que sejamos afastados daquilo que nos parece correto, mas que na realidade está errado:

Senhor, afasta-me das tentações que apelam às minhas emoções e às minhas necessidades físicas, daquelas que penso (equivocadamente) que mereço, ou que tenho o direito de desfrutar. Tu és a fonte de tudo aquilo que é verdadeiramente vivo, e por isso, peço-te que dirijas os meus passos para longe de tudo o que não vem de ti.

Estes são pedidos de libertação que nosso Pai tem prazer em ouvir – e responder.

Apr52010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 11

Anteriormente no Simples Coisas da Vida:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 04;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 05;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 06;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 07;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 08;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 09;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 10.

Dando sequência, hoje segue a parte 11 (onze) das 15 (quinze). Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

MANTENHA SEGURA A HERANÇA

“E me preserves do mal”

Um anúncio de página inteira numa revista mostra um gladiador romano em apuros. Sua espada está caída no chão. O leão furioso está de bote armado, com a boca aberta. A multidão no Coliseu, em pé, assiste horrorizada ao gladiador apavorado tentando fugir. No pé da página lê-se a seguinte frase: “Não é sempre que você pode dar-se ao luxo de ser o segundo colocado”.

Depois de pedir e receber bênçãos sobrenaturais, influência e poder, Jabez poderia ter imaginado que era capaz de entrar em qualquer arena e enfrentar qualquer leão – e vencer. Você poderia pressupor que uma pessoa com a mão de Deus sobre si oraria dizendo: “Protege-me no meio do mal”.

Mas Jabez sabia o que aquele gladiador mal fadado não entendia. A melhor estratégia para vencer o leão bravio é manter-se fora da arena. É por isso que a parte final de sua oração trata do pedido para que Deus o mantenha fora da briga.

E me preserves do mal.

O último pedido de Jabez é uma estratégia brilhante, mas pouco entendida, para manter uma vida abençoada. Afinal, à medida que sua vida transcende o comum e começa a conquistar novos territórios para Deus, adivinhe de quem é o terreno que você está invadindo?

No capítulo anterior, aprendemos a pedir poder sobrenatural para trabalharmos apesar de nossas fraquezas. Neste capítulo, rogamos por proteção sobrenatural contra o Príncipe das Trevas e contra a capacidade dele de fazer-nos chegar em segundo lugar.

Os perigos do sucesso espiritual

É fato comprovado que o sucesso traz consigo grandes oportunidades de fracasso. É só dar uma olhada nos líderes cristãos que caíram em pecado, foram dispensados de seus ministérios e deixaram atrás de si uma enorme quantidade de pessoas abaladas, desiludidas e machucadas. Como alguém já disse, ser abençoado é o maior dos perigos, pois “isto tende a anular nosso senso de dependência de Deus e nos deixa propensos à arrogância”.

Quanto mais você caminha numa vida cheia de bênçãos sobrenaturais, mais precisa do apelo final da oração de Jabez. Você enfrentará mais ataques dirigidos a você e sua família. Ficará familiarizado com os dardos inflamáveis do inimigo – distração, oposição e opressão, apenas para começar. Na verdade, se sua experiência não for assim, tome cuidado.

Nunca me esquecerei de uma conversa que ouvi no seminário entre um aluno e seu mentor, o professor Howard Hendricks. O aluno estava ansioso por dizer ao Dr. Hendricks como sua vida estava bem.

- Na primeira vez em que estive aqui – disse o estudante – eu estava sendo tão tentado e provado que mal conseguia manter minha cabeça fora da água. Mas agora – glória a Deus – minha vida no seminário está muito tranqüila. Não estou sentindo tantas tentações quanto antes!

Hendricks, no entanto, ficou preocupado – reação que o aluno não esperava.

- Esta é a pior coisa que eu poderia ter ouvido – disse o mentor ao aluno surpreso. – Isto mostra que você não está mais na batalha! O príncipe das trevas não está mais preocupado com você.

Fomos redimidos e convocados para as linhas de frente da batalha. É por isso que orar para ser preservado do mal é parte tão importante de uma vida abençoada.

Assim como muitas outras pessoas, descobri que é justamente após um grande momento de sucesso espiritual que preciso com mais urgência desta última parte da oração de Jabez. Paradoxalmente, é o momento em que fico mais propenso a olhar para a fonte de minhas forças de maneira mais errada – e perigosa.

Anos atrás, tomei um táxi no centro da cidade de Chicago, que me levaria até o aeroporto. Desabei no banco de trás, exausto depois de uma semana de reuniões no Instituto Bíblico Moody. Deus se manifestara de maneiras impressionantes. Eu tinha pregado todos os dias e aconselhei um grande número de alunos – 76 para ser mais preciso (registrei tudo no meu diário). Agora, indo para casa, estava física e espiritualmente exaurido. Olhando a esmo para o tráfego, pensei na oração de Jabez. “Oh Senhor, orei – Não tenho mais forças. Estou completamente exausto em função de Tua obra. Não posso lidar com a tentação. Peço-te que me preserves do mal”.

Quando embarquei no avião, descobri que me deram um assento no meio, o que não era um bom começo para minha viagem. E as coisas foram piorando. O homem ao meu lado sacou uma revista pornográfica. “Senhor, pensei que tivéssemos feito um acordo” – resmunguei no meu espírito, virando para o outro lado. Mas antes de o avião levantar vôo, o homem do outro lado tirou de sua pasta outra revista masculina.

Naquele momento eu não estava propenso a pedir que os dois homens mudassem sua leitura, Fechei os olhos e orei: “Não posso lidar com isso hoje. Senhor, por favor, manda este mal embora”!

De repente o homem da minha direita reclamou de algo e dobrou sua revista e a colocou de lado. Olhei para ele para ver o que o levara a agir desta maneira. Nada, até onde pude perceber. Então, o homem à minha esquerda olhou para o outro passageiro, também resmungou e fechou sua revista. Mais uma vez não pude enxergar a razão aparente daquela atitude.

Estávamos sobre Indiana quando comecei a dar gargalhadas incontroláveis. Os dois me perguntaram o que havia de tão engraçado.

Senhores – disse eu – vocês não acreditariam se eu lhes contasse.