Aos críticos contumazes
Concordo com alguns pontos de vista e discordo de outros tantos, mas o que eu queria mesmo era ver o grupo dos críticos contumazes na gestão pública deste nosso Brasil, sem ética e de valores deteriorados. Só se fosse com varinha de condão! Tem alguma fada por aí? É só avisar onde, que eu “compro” uma para resolver os meus probleminhas pessoais, o meu micro mundinho (e bota micro nisso). Apontar defeitos é bom demais! E fácil, muito fácil. Por que não se oferecem para elaborar projetos, com as devidas, eficientes e eficazes soluções para este nosso país continente? Por que não se candidatam e fazem campanhas bem honestas, com seus próprios recursos, convencendo o eleitorado com argumentos e propósitos de seriedade, honestidade e, sobretudo, competência?
Por que assumem a postura confortável (vivemos uma democracia na qual se desrespeita as autoridades, sem problema algum) de denunciadores, delatores e apontadores de falhas? Por que torcem para que o Brasil não dê certo? Por que impregnam a atmosfera com tanta negatividade? Por que preferem ficar intoxicados, destilando suas raivas, produzindo em seus organismos tanta adrenalina, noradrenalina e cortisol? Por que intoxicam também o ambiente, com uma carga de energia negativa de desarmonia? Antes de fazerem mal aos seus alvos, estão fazendo a si próprios.
Para que nenhum aventureiro possa dizer que eu sou conivente com desmandos e desacertos, quero solicitar que, pelo menos por esta vez, não julguem. Não, absolutamente não! Não sou conivente com nada, nem ninguém. Prefiro ser justa, sem paixões, reconhecendo que há falhas, desmandos, incorreções, má vontade, incompetência, desonestidade, mas que também há boa vontade, desejo de acertar, pessoas competentes, ações corretas e adequadas. A generalização é sempre perversa.
Reconheço que é dificílimo dirigir um país como o nosso, com vícios seculares, que estão impregnados na alma e no comportamento da grande maioria. Não, com certeza, não é nada fácil. Reconheço que muitos não conseguem gerenciar nem o seu micro mundo, as suas vidinhas, com lisura, seriedade, correção, competência e honestidade. Quem ainda não disse para alguém, em casa ou no trabalho, ao tocar um telefone: “Se for pra mim, diga que eu não estou.” Quem de vocês, julgadores, nunca fez isso?
Quem não deixou de pagar prontamente uma dívida, tendo dinheiro no bolso ou no banco? Quem ainda não foi “passado para trás” por pessoa muito íntima, detentora de toda credibilidade? E você? Ainda não passou ninguém para trás? Não puxou o tapete de ninguém? Você tem amado incondicionalmente? É você que tem compartilhado a sua energia e os seus recursos materiais e imateriais? É você que tem sido amoroso, compassivo, solidário, correto, honesto, leal, sincero, ético em todos os passos da sua trilha, com todos aqueles com os quais convive e com o Planeta? É você que tem cumprido, corretamente, todos os seus deveres, suas obrigações?
Vamos refletir, com calma. Vamos nos posicionar com respeito e com o coração, a partir do nosso micro mundo. Vamos apresentar soluções. Vamos contribuir para um mundo melhor, nos melhorando, em primeiro lugar. A flexibilidade e a justa medida nas nossas apreciações fazem a diferença, para cada um de nós individualmente, para as nossas relações interpessoais e para o Planeta. A palavra dita é energia circulante e, se é uma má palavra, é grande a nossa responsabilidade, porque esse é o pior tipo de poluição.
Vejam um trechinho do livro “A sabedoria do salgueiro” de Jean-Yves Leloup:
“Aí está a força secreta que torna o verdadeiro Samurai invencível. Esta ‘arte de deter a lança’ (Wu Shu), os antigos a aprenderam através do ensinamento do Salgueiro (Toshinryu).
Conhecemos a história de Shirobei Akyama, que incessantemente se defrontava com a mesma questão, sem conseguir respondê-la: ‘Opor força à força não é a solução, porque a força só pode ser vencida por uma força maior. Então, o que fazer? Opor à razão uma outra razão não é a solução, pois haverá sempre uma razão mais forte que vencerá nossas razões. Então o que fazer?’
Shirobei Akyama recebeu a resposta ao escutar as árvores no silêncio de seu jardim. Certa manhã, enquanto passeava, ouviu o estalo de um galho de cerejeira que se partia sob o peso da neve.
Alguns passos adiante, ele viu um Salgueiro à margem de um rio… Os galhos flexíveis do Salgueiro se inclinavam sob o peso da neve; ao chegarem ao solo, eles se libertavam suavemente da sua carga e, então, voltavam aos seus lugares, intactos.
(…) Saber se inclinar para melhor se endireitar, saber se inclinar para permanecer de pé. Vencer o duro e o sólido, ser flexível e tenro como uma água viva… A rigidez leva à morte, a maleabilidade é o caminho da Vida!”
E da Sabedoria!
Ilvis Ponciano
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No fim uma certeza: não é criticando que se muda o mundo; é fazendo diferente.
Não critique! Vá e faça melhor!
Michael Jackson – We are the world
- Para ser Feliz
- Reverência do destino.
- Não se traia!
- Sua carreira em tempos de guerra
- Melhorar o Mundo
Você gostou daqui? Então










Felizmente AINDA podemos criticar no quesito política deste país,Cirilo. Ainda!!
É fácil criticar, né?
Mas, fazer bem feito, do jeito que deve ser…ahhhhh!
Procuro, então fazer a diferença!
Bjo e otima semana.