February 2009

Feb262009

Videos do Carnaval de Recife e Olinda

Separei quatro vídeos para compartilhar com vocês. É para terem uma leve noção do melhor carnaval do mundo: o de Recife e Olinda, onde a irreverência, a alegria e o frevo imperam.

Já estou com saudades. Como disse no post anterior, é de fazer chorar, mas ano que vem tem mais.

Música: Turbilhão

A nossa vida é um carnaval
A gente brinca escondendo a dor
E a fantasia do meu ideal
É você, meu amor

Sopraram cinzas no meu coração
Tocou silêncio em todos clarins
Caiu a máscara da ilusão
Dos Pierrots e Arlequins

Vê colombinas azuis a sorrir laiá
Vê serpentinas na luz reluzir
Vê os confetes do pranto no olhar
Desses palhaços dançando no ar

Vê multidão colorida a gritar laiá
Vê turbilhão dessa vida passar
Vê os delírios dos gritos de amor
Nessa orgia de som e de dor

La lalaia lalaia lalaia

Música: Máscara Negra

Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão
Foi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele Pierrô
Que te abraçou
E te beijou, meu amor
A mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval

Músicas: Frevo Nº 1, 2 e 3 do Recife, respectivamente.

Ô ô ô ô ô saudade
Saudade tão grande
Saudade que eu sinto Do Clube das Pás, do Vassouras
Passistas traçando tesouras
Das ruas repletas de lá
Batidas de bombos são maracatus retardados
Chegam da cidade cansados
Com seus estandartes no ar.
Que adianta se o Recife está longe
E a saudade é tão grande
Que eu até me embaraço
Parece que eu vejo Walfrido Cebola no passo
Haroldo, Mathias, Colaço
Recife está dentro de mim.

Ai que saudade vem do meu Recife
Da minha gente que ficou por lá
Quando eu pensava, chorava, falava
Dizia bobagem, marcava viagem
Mas não resolvia se ia
Vou-me embora
Vou-me embora
Vou-me embora
Pra lá
Mas tem que ser depressa
Tem que ser pra já
Eu quero sem demora
O que ficou por lá
Vou ver a Rua Nova,
Imperatriz, Imperador
Vou ver, se possível
Meu amor.

Sou do Recife
Com orgulho e com saudade
Sou do Recife
Com vontade de chorar
E o rio passa
Levando barcaça
Pro alto do mar
E em mim não passa
Essa vontade de voltar
Recife mandou me chamar
Capiba e Zumba
Esta hora onde é que estão?
Inês e Rosa
Em que reinado reinarão?
Ascenso me mande um cartão
Rua antiga da Harmonia
Da Amizade, da Saudade e da União
São lembranças noite e dia
Maestro Duda toque aquela introdução

Música: Hino do Elefante de Olinda

Ao som dos clarins de Momo
O povo aclama com todo ardor
O Elefante exaltando
A sua tradição
E também o seu explendor
Olinda esse meu canto
Foi inspirado em seu louvor
Entre confetes e serpentinas
Venho lhe oferecer
Com alegria o meu amor.
Olinda!
Quero cantar
A ti, esta canção
Teus coqueirais
O teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor a sonhar
Minha Olinda sem igual
Salve o teu carnaval.

Feb252009

É de fazer chorar

É de fazer chorar
quando o dia amanhece
e obriga o frevo acabar

Ó quarta-feira ingrata
chega tão depressa
só pra contrariar

Quem é de fato
um bom pernambucano
espera um ano
e se mete na brincadeira

Esquece tudo
quando cai no frevo
e no melhor da festa
chega a quarta-feira

Música: É de fazer chorar (Luiz Bandeira)
Autor do Vídeo: Alunos da Escola de Cinema

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Ano que vem tem mais!

Feb202009

Os domingos precisam de feriados

domingosO texto que segue é um convite à reflexão e tem leitura instigante. Foi-me enviado pelo amigo Fernando de Sá Leitão, por e-mail, e escrito pelo rabino Nilton Bonder. Compartilho agora com vocês, meus queridos leitores e leitoras do “Simples Coisas da Vida”. Ei-lo:

Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.

A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de “pausa” é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações “para não nos ocuparmos”. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.

Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas.

Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo…

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.

As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o Domingo de um feriado…

Nossos namorados querem “ficar”, trocando o “ser” pelo “estar”. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI. Um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.

Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.

O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.

A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é “o que vamos fazer hoje?” já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande “radical livre” que envelhece nossa alegria e o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.

Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

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Que todos saibam aproveitar bem as suas pausas.

Agora, nesse feriadão não contem comigo pra curtir um bom descanso, porque eu vou é me esbaldar no Carnaval de Olinda. Muito sol, calor, cerveja gelada, piscina pra refrescar, churrasco pra alimentar e frevo pra dançar.

“Até quarta-feira a pisada é essa… Pra que vida melhor? Fale quem tiver boca. Nunca vi coisa assim; oh que gente tão louca…”

Claudionor Germano – A pisada é essa

Feb182009

A doença da pressa

apressados1

O post de hoje dá continuidade a série de textos sobre a importância do equilíbrio para uma boa qualidade de vida.

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A “doença da pressa” parece acometer cada vez mais indivíduos no mundo atual. Não se sabe exatamente se as exigências da atualidade estão gerando esse padrão comportamental, ou se as pessoas que sofrem da pressa e afobação já nascem com essa tendência. Também existem estudiosos que acreditam que o modo de criação das crianças pode contribuir para o desenvolvimento dessa característica. Mas o que é a “doença da pressa”?

Trata-se de um conjunto de ações e emoções que inclui ambição, agressividade, competitividade, impaciência, tensão muscular, estado de alerta, fala rápida e enfática e um ritmo de atividade acelerado. Essas características se constituem em um estilo de vida que inclui muitas demandas, na qual a pessoa está sempre pressionada pelo tempo que se torna curto para a realização de tantas tarefas. Muitas das pessoas acometidas pela “doença da pressa” passam toda a sua vida queixando-se de tanto trabalhar, de como precisam correr para dar conta de todas as suas atividades, reclamam da competitividade no trabalho, das exigências de produtividade, de prazos irreais, enfim, de como sua vida é difícil. No entanto, observa-se que, na maioria, das vezes, são elas próprias que transformam suas vidas nesse corre-corre sem fim. Essas pessoas, portanto, costumam ser vítimas de si mesmas e de um estilo de vida estressante auto-produzido.

Normalmente, pessoas com a “doença da pressa” se sentem valorizadas por serem capazes de manter um ritmo cada vez mais rápido e uma intensidade cada vez maior nas atividades em que se engajam. Envolvem-se em lutar para alcançar metas, sendo super conscienciosas e dedicadas ao trabalho. Costumam se esforçar para sempre se superarem nas tarefas, até mesmo no lazer, ocupando todo o seu dia com alguma tarefa e experimentando sentimentos de culpa quando estão paradas.

Apesar de o mundo moderno estar exigindo do ser humano cada vez mais conhecimento, aprimoramento e dinamismo, nem todas as pessoas apresentam a “doença da pressa”. Algumas pessoas conseguem manter um ritmo mais lento, serem mais contemplativas e planejarem suas ações, vivendo a vida de modo bastante diferente dos super apressados. No entanto, se a pessoa não acompanhar o ritmo exigido pela sociedade contemporânea, pode ter sérias dificuldades de adaptação, observando-se a necessidade de um misto de comportamentos mais apressados e mais lentos que devem ser acionados dependendo da situação. Esse manejo é fundamental para uma boa qualidade de vida.

(Texto adaptado de Novaes, L. In: Com ciência. Revista Eletrônica de Jornalismo Científico)

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busca-implacavel2Mudando de assunto…

Quem assistiu ao filme “Busca Implacável” (Taken), com Liam Neeson?

Pra quem gosta de filmes de ação, esse é excelente, como há tempos não via.

Bom Demais – Alceu Valença

Feb162009

Sua carreira em tempos de guerra

equilibrio1O que fazer para manter o foco em momentos de crise.

A complexidade da sociedade moderna está cada vez maior – e afeta nossa vida de forma intensiva. De nada adianta querer assumir uma postura de alienação ao que acontece ao nosso redor, sejam eventos próximos ou distantes geograficamente. Tanto a guerra no Iraque como a violência urbana ou o crescimento da infiltração do crime organizado na realidade brasileira exigem de todos um posicionamento. E mais: exigem uma estratégia eficaz para manter o foco nos projetos de vida e de carreira.

O resultado é que temos de administrar uma equação cada vez mais presente em nossas vidas: a combinação entre algo que é finito e o que é infinito. De finito, há o tempo e a vida que cada um de nós dispõe. O dia ainda continua tendo 24 horas e cada uma delas, 60 minutos. Nossa capacidade de atenção e retenção de informações também tem seus limites. De outro lado, o volume de informações só tende a crescer. Cabe a cada pessoa manter-se informada para tomar decisões nos seus distintos papéis e responsabilidades. Em fases como a que estamos passando, os cuidados e as recomendações são simples, sem grandes novidades, mas podem fazer a diferença entre “tocar a vida” ou ter uma vida com qualidade.

> Fixe prioridades – lembre-se sempre de que o prioritário é algo que combina urgência com importância. Nem tudo o que é importante é urgente, e vice-versa.

> Controle os fatores que geram ansiedade – um bom começo para conseguir melhor qualidade de vida é observar aquilo que cria ansiedade.

> Analise o seu momento de vida – em que fase – idade, carreira, relacionamentos, saúde física e mental – você se encontra? Tem muita ou pouca energia? É competitivo ou evita confrontos? Faça um balanço realista e estabeleça metas.

> Crie momentos de isolamento – vivemos num mundo com muitas demandas. Permita-se alguns instantes, de preferência, consiga se isolar.

Enfim, é evidente que a lista poderia continuar. Mas não existem receitas mágicas. Compreenda que a felicidade não é um estado permanente, mas uma busca constante – e ninguém lhe dará uma receita. Esta é uma responsabilidade sua que não pode ser entregue a gurus, chefias ou empresas. O compromisso de transformar seus desafios em oportunidades não pode ser delegado. É unicamente seu.

(Texto adaptado de Bernhoeft, Revista Você S/A – Edição 58 – abril/03)

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Reforçando a idéia do post anterior Como adquirir a verdadeira sabedoria, no fim das contas é tudo uma questão de equilíbrio.

E lembrem-se que “tocar a vida” é bem diferente de ter uma vida com qualidade.

Planta e Raiz – Com certeza

Feb132009

Como adquirir a verdadeira sabedoria

sabedoriaEra uma vez um jovem que visitou um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.

O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:
- Encha uma colher de azeite e percorra todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.

Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão, andando a passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu o aroma das maravilhosas flores do jardim? Escutou o canto dos pássaros?

Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.

Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.

Disse-lhe o ancião:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.

Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver.

Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.

a.d.

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No fim das contas é tudo uma questão de equilíbrio.

Como uma música que amo, do Transatlantic, diz: “Remember life is hanging in the balance”.

Transatlantic – Stranger in your soul

Feb92009

Procrastination is…

Procrastination.
Pro-cras-ti-na-tion…
Procrastination.
Procrastination is avoiding doing something.
Procrastination is not being able to get started.
It’s reading a book.
It’s descaling a kettle.
It’s color coordinating your shelves.
It’s sharpening your pencil.
Procrastination is spending 30 minutes looking for the right pen.
It’s spending 10 minutes getting the right pen to work.
Procrastination is making a cup of tea.
Procrastination is finding the most difficult way of doing something.
It’s jumping from one idea to another… to another.
It’s checking your e-mails.
Writing your e-mails.
Procrastination is thesaurusizing words in your e-mails.
Procrastination is making a cup of tea.
Procrastination is staring at the window.
It’s watching the neighbors.
It’s watching television.
It’s being unable to stop watching television.
It’s smoking a cigarette.
It’s doing the dishes.
Procrastination is tighting-in your desk.
It’s creating a fire escape plan.
Procrastination is rearranging your furniture.
It’s playing computer games.
It’s playing imaginary computer games with your furniture.
Procrastination is pairing up your socks.
It’s writing “thank you” letters.
It’s not writing “thank you” letters.
Procrastination is day dreaming.
Procrastination is petting something.
It’s watering a plant.
It’s doodling.
Procrastination is trying to grow a mustache.
It’s chasing a fly.
It’s tapping your pencil.
It’s doing 8 things at once and not getting one done.
Procrastination is taking a nap.
Procrastination is getting drunk.
It’s scratching yourself.
It’s making a cup of tea.
It’s cutting your finger.
It’s oiling the bike.
It is picking your nose.
It’s waiting for the post man.
It’s trying to avoid the inevitable.
Procrastination is writing lists.
It’s not being able to decide what way to do something.
It’s over-complicating things for yourself.
It’s being afraid to finish something.
It’s not knowing when to finish something…
It’s not knowing how to finish something…

*****

Procrastinar é a mania de empurrar tudo com a barriga; é deixar para amanhã o que você poderia ter feito hoje.

Procrastinar pode ocasionar estresse, sensação de culpa, perda da produtividade e desaprovação dos outros por você não se comprometer com suas responsabilidades.

Então páre de procrastinar e faça agora!

Feb62009

Sobre a falta de tempo

tempoMuitos de meus amigos reclamam da minha falta de tempo; dizem que não tenho tempo para nada… Mas a verdade é que tenho tempo para quase tudo. Por isso vivo sempre muito ocupado.

A esse respeito um grande publicitário – Washington Olivetto – já se manifestou. Disse ele:

“Tenho uma porção de defeitos, mas tenho também algumas qualidades. Uma delas é ser um sujeito extremamente trabalhador. Como todo cara trabalhador, obviamente vivo sempre muito ocupado. E, como todo cara muito ocupado, sempre encontro tempo pra quase tudo. (Defendo a tese de que só os desocupados nunca têm tempo pra nada.)”

Ratifico e faço minhas as palavras dele. Em verdade não é que o tempo me falta, e sim as ocupações que me sobram.

Victor & Leo – Borboletas – Ouça no Youtube

Feb42009

Sobre a esperança

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Eu estava aqui divagando, ou para ser mais claro, simples e objetivo, voando em pensamentos… Após alguns minutos, concluí:

O que sempre me conforta é que toda noite escura tem um fim ao raiar do dia e que todo dia é um esperançoso começo.

What a Wonderful World – Instrumental

Feb22009

Saiba identificar seu cliente

fonteÉ fundamental saber identificar seu cliente ou, em um sentido mais amplo, a pessoa para a qual você pretende vender algo ou alguma idéia.

Isso se você for uma pessoa séria; não como tantas outras que vivem querendo “empurrar” tudo forçadamente.

Pensei nisso dia desses, enquanto relia um livro que amo e que sempre o vejo com novo olhar ao relê-lo mais uma vez: O Pequeno Príncipe. Repare no Capítulo 23, transcrito abaixo:

- Bom dia, disse o principezinho.

- Bom dia, disse o vendedor.

Era um vendedor de pílulas aperfeiçoadas que aplacavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.

- Por que vendes isso? perguntou o principezinho.

- É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam. A gente ganha cinquenta e três minutos por semana.

- E o que se faz, então, com os cinquenta e três minutos?

- O que a gente quiser…

“Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte…”

Prestou bastante atenção? Leu mesmo ou apenas fez exercício de leitura?

Esse trecho do livro não serve apenas para vendedores profissionais, que fazem das vendas seu ofício diário, mas para todas as pessoas que interagem com outras todos os dias.

Como eu disse anteriormente, é de suma importância saber identificar o cliente ou, em um sentido mais amplo, a pessoa para a qual você vende algo ou alguma idéia. É necessário procurar saber previamente o que a interessa, para não correr o risco de oferecer, por exemplo, carne a um vegetariano ou uma pílula que faça não ter mais sede alguém que tem prazer em beber água…

Alanis Morissette – You Oughta Know