
Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal está atrasado para jantar na casa de alguns amigos. O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro. Ela o orienta, pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer saber: “Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais”. E ela diz: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite”.
Essa pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Não se trata de abolir a razão e buscar a felicidade por meio da aprovação do outro a qualquer custo. Também não significa deixar de expressar suas opiniões. Uma atitude assim poderia gerar muitas injustiças. Trata-se de avaliar quando realmente é necessário argumentar pela razão, e quando isso é apenas uma perda de energia desnecessária, comprometendo nosso bem-estar.
Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais e mais freqüência:
quero ser feliz ou ter razão?
“A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso.”
a.d.
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Eu prefiro ser feliz. Estar de bem com a vida. Claro que nem sempre sai como planejado. Óbvio que as vezes sou cabeça dura, como bom taurino, e quero defender minha certeza a todo custo, mas sempre me recordo de histórias como a contada acima e percebo que não vale a pena no mais das vezes. Entrar em conflito? Querer impor meu ponto de vista? Pura perda de energia as vezes. Estou cada vez mais zen… Notadamente depois que ouvi um casal de velhinhos fazendo 80 anos de casados. Durante a entrevista o repórter perguntou a que ela devia tanto tempo juntos. Ela explicou varios motivos tipo compreensão, amizade, perdão, etc e etc. Depois virou-se e perguntou pra ele. Este respondeu: Tudo isso que ela falou. Mas principalmente uma frase:”Sim, querida…” rsrsrs… Tão mais simples… ![]()
When you say nothing at all - Allison krauss
Cirilo Veloso Moraes





