January 2004

Jan302004

Mãezices…

Minha mãe adora dar conselhos. Não sobre coisas importantes – ela nunca disse uma palavra sobre com quem deveria casar-me, o que deveria ser quando crescer ou que casa deveria comprar. Ela faz mais o gênero o-que-você-precisa-fazer-com-seu-cabelo. É especialista em franja. “Não deixe a franja esconder seus olhos”, diz ela, tocando-a.

Também gosta de dar conselhos sobre saúde. Não saia de cabelo molhado ou vai pegar pneumonia. Não sente no chão frio ou vai ter hemorróidas. Não fale ao telefone durante uma tempestade porque um raio pode atravessar quilômetros de cabo e matá-la no meio do corredor.

Lembro-me até hoje de nossas cabeças fazendo que sim. Todos nós. Você reconhece uma mãezice de imediato.

As mãezices não se baseiam em fatos, nem têm qualquer precedente histórico (bem, talvez o caso do telefone tenha). Apóiam-se na teoria de que a mãe tem o direito de dar conselhos porque ela é “A mãe”. É a única credencial de que ela precisa.

Minha vida está impregnada de mãezices. Quando eu era pequena, ficou bem claro para nós – os quatro filhos – que mamãe conhecia muita gente azarada. Esse pessoal sem sorte deu muito combustível para as mãezices relacionadas às tragédias do tipo foi-tudo-por-culpa-deles-mesmos – que minha mãe descrevia ocm aquele tom de voz que se usa para contar histórias de fantasmas ao redor da fogueira.

Se inclinávamos a cadeira, fincando-a só nos pés de trás, mamãe nos contava a história do homem que fez isso, caiu para trás, quebrou o pescoço e ficou paralítico PELO RESTO DA VIDA.

Se jogávamos uma pipoca para cima a fim de pegá-la com a boca, mamãe falava de um rapaz que depois de fazer o mesmo tinha MORRIDO ENGASGADO.

E quando minhas irmãs e eu, morrendo de rir, encostávamos a língua no freezer do supermercado, ela vinha co a história do menino que havia ficado com a língua grudada, precisando ser cortada pelos rapazes do Corpo de Bombeiros. E ele ficaria até o fim da vida falando como se tivesse a língua presa. Ainda hoje estremeço só de lembrar-me.

Na adolescência, surgiram as mãezices sobre namorados, o que acabava sempre estragando nossas noites de sábado.

Primeiro, as mãezices do tipo mocinhas-não-fazem. Mocinhas não mascam chiclete. Mocinhas não assobiam. Mocinhas não se sentam com as pernas descruzadas.

Depois vieram as do tipo você-não-pode-confiar. Rapazes italianos vão enganá-la. Franceses também. E chineses, ingleses, irlandeses e os das 93 outras nacionalidades que frequentam a escola. Quando mamãe terminava aquela lista, estávamos convencidas de que o único rapaz seguro para nos acompanhar era nosso irmãozinho caçula.

Ele próprio não escapou das mãezices. Mamãe dizia: “Trate as meninas da mesma forma como trataria suas irmãs.” Pelo visto, ela se esquecia de que aquele era o mesmo menino que tinha tentado tapar nosso nariz com geléia enquanto dormíamos, e que nos chamava de cara de rato e cara de cachorro.

Eu pensava que quando tivesse filhos mamãe desistiria. Mas não funcionou assim. Há pouco tempo, ela pegou no meu cabelo, cortado bem curto na nuca, e disse: “Não devemos anunciar o que não temos para vender.” Aí percebi: não há limite para as mãezices. Eu ri e disse: “Está bem, mamãe, obrigada por me lembrar.”

Acho que devo isso a ela. Para dizer a verdade, nos últimos anos comecei a entendê-la melhor.

Ontem mesmo, por exemplo, minha filha se apoiou nos pés de trás da cadeira.

-Menina, não faça isso – repreendi-a, caprichando na voz. – Sabe que sua avó conheceu um rapaz que fez isso e…

C. Schultz

=================================================

No final das contas, elas querem apenas nos preservar, nos preparar para um mundo que tenta nos devorar o tempo inteiro.

Minha mãe, assim como todas as demais, tem lá suas mãezices. E graças a Deus que ela tem.

Talvez, se ela não falasse toda vez que eu saía a qualquer lugar para ter cuidado quando descesse, quando fosse estacionar, quando fosse buscar o carro de volta; para olhar para os lados, ver quem está por perto, para eu não exceder os limites de velocidade (“não corra, meu filho”), para eu não beber e voltar dirigindo, para eu bem escolher minhas companhias, para eu ter juízo, etc, eu não tivesse me tornado o homem que sou hoje.

Desde sempre ela tem dessas coisas. E como para mães os filhos nunca crescem, ainda hoje (e sei que sempre enquanto estiver viva) ela fala. Já decorei.

Nem meus amigos e amigas escapam das mãezices de minha mãe. Do mesmo jeito que ela fala para mim, fala para todos eles.

E quer saber? Reclamava sempre disso. Hoje, já não reclamo mais. Deixo ela falar e apenas respondo balançando a cabeça: “Fica tranquila, minha mãe”, “Obrigado por me lembrar”, ou (para brincar com a cara dela) “Quem corre é o carro.”

E assim é. Muitas outras mãezices ela tem. Numa outra oportunidade conto mais.

E as suas mães também têm mãezices, claro. Então, contem pra gente…

Ela me faz tão bem – Jota Quest

Jan252004

Enxerga a ti mesmo.

Existe um ser forte dentro de ti.
Um ser capaz, um ser corajoso, destemido.
Disposto a suportar todas as dores.
Disposto a trilhar firme o caminho,
Que se predispôs a percorrer.
Esse ser grita, se agita dentro do teu íntimo,
Se agiganta, se faz apto, tenta escapar e enfrentar
“De peito aberto” , todas as dificuldades.
Tenha a certeza de que este ser
Tem as soluções e a força necessária,
Que desejas e precisas,
Para sair de todas as situações
Que, na vida, enfrentas.
Mas tu, preso a teu tão grande sofrimento,
Cego em tua imensa dor,
Buscas consolo em teu próprio ego.
Te apiedas tanto de ti mesmo
Que este ser grandioso,
Amarrado a esta enorme auto piedade,
Não consegue sair e deixar fluir
Toda a tua capacidade de compreensão,
De doação e de amor.
A vida é feita de momentos,
Bons e ruins, alegres ou tristes
Tu és feito de vários “tus”, Forte ou fraco
Alegre ou triste,
Corajoso ou covarde, Honesto consigo mesmo
Desonesto com teus sentimentos.
Dá-te a oportunidade de experimentar
Todos estes seres.
Mas não te esqueças, vez ou outra,
De dar-te a oportunidade de ser feliz.
Olha a tua volta, faz-te necessário
Sejas necessário, útil a ti mesmo,
À comunidade, à humanidade.
Deixa que os seres que habitam em ti, fluam
Levanta-te, enxuga os olhos,
Procura enxergar à tua volta.
Tu não estás sozinho, vai à luta!
Sai desta inércia, assume tuas próprias culpas,
Tuas dores, teus desamores
Assim passarás a te conhecer melhor
A te sentires melhor, a gostares de ti mesmo.
Verás, então, que muitas portas se abrirão.
E a mais importante de todas,
Será aquela que se abrirá
Para dentro de ti mesmo
Pois, por ela enxergarás
O quão belo tu és.

==================================================

Mensagem da Semana: – “Conhece-te a ti mesmo.

Quem gostar de animações, clique no link ao lado: Aquarela.

Mais animações poderão ser encontradas no lado direito deste blog. Procure por “Animações“, perto de “Blogs”, “Colunistas”, “Utilidade Pública” (por você e por todos os seus iguais, grande Claudius), “Tutoriais” e “Artigos”.

Jan222004

A experiência… de novo!

Quando se valoriza a experiência, os talentos ficam em segundo plano.

Em diversos noticiários, a taxa de desemprego é assunto constante. Dentre os dados divulgados, chama a atenção saber que o desemprego entre os jovens cresceu 194,8% na década de 90. Sabe-se que a experiência continua sendo preponderante às características de personalidade na hora da escolha do profissional. E esse fato não é muito contestado.

Dar mais valor à experiência em detrimento das características de personalidade pode facultar a colocação de pessoas erradas nos lugares errados, ou deixar de contratar um profissional jovem, com um perfil brilhante, mas sem experiência.

Há um tempo, estava sendo enviada por e-mail uma declaração um tanto quanto original sobre a experiência de um candidato jovem. Veja alguns trechos:

“Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés para fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo, já fiz confissões, antes de dormir num quarto escuro, para o melhor amigo. Já confundi sentimentos, já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi em árvore para roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor. Já gritei de felicidade, já roubei rosas num jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre. Já chorei por ver amigos partindo. Foram tantas coisas feitas, e agora um formulário me interroga: Qual sua experiência?”

Isso pode ser considerado experiência? Que aprendizado se quer buscar nos anos de experiência do candidato?

Pelo texto, pode-se constatar, ao menos, que o candidato é original. E com a aplicação de um perfil de personalidade poderíamos averiguar suas características mais fortes e perceber que ele tem potencial e pode assumir algum cargo chave, de liderança, talvez. E pode-se confirmar sua segurança para expor situações pessoais sem medo, clareza na comunicação, criatividade, persuasão e outras tantas características que podem fazer dele um líder nato, sem que precise de muita experiência anterior.

Anos de experiência podem significar somente um ano de atividade efetiva repetida diversas vezes. 0Por outro lado, pela falta dela, todos os dias, jovens recém-formados, ou não, mas que não possuem os “anos de experiência”, acabam sendo rejeitados em diversas funções em empresas de todo o país.

Assim, torna-se de fundamental importância “quebrarmos” o paradigma da experiência e começar a olhar além dos anos mil rodados. Nesse “além” estão os talentos, “pedras” verdadeiras que precisam ser lapidadas sem dúvida, mas que se encaixam perfeitamente no espaço da função e nas necessidades requeridas pela empresa.

Na próxima vez que for selecionar um profissional, pense duas vezes antes de perguntar quantos anos de experiência ele tem. Em vez disso, pergunte quantos anos ele está disposto a ter. Com certeza a qualidade do seu processo seletivo vai melhorar.

Ana Santos

==================================================

Obrigado a todos os comentários recebidos. É tão bom saber que pessoas há que, mesmo através de um instrumento tão frio e seco como um computador, podem sentir e transmitir sentimentos nobres como o carinho, o amor, a amizade, o respeito, a compreensão, etc. Cada um de vocês é muito especial para mim.

Não tenho atualizado o blog com mais frequência, porque estou estudando e trabalhando muito. Quando chego em casa à noite a vontade que tenho é a de tão somente tomar um banho e deitar-me para dormir…

Beijos para quem é de beijo e abraços para quem é de abraço.

Jan192004

Eu não tinha tempo.

Hoje, ao atender o telefone que insistentemente exigia atenção, o meu mundo desabou…

Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha me informava que o meu melhor amigo, meu companheiro de jornada, meu ombro camarada, havia sofrido um grave acidente, vindo a falecer quase que instantaneamente…

Lembro de ter desligado o telefone, e caminhado a passos lentos para meu quarto, meu refúgio particular…

As imagens de minha juventude vieram quase que instantaneamente a minha mente…

A faculdade…

As bebedeiras…

As conversas até altas horas da noite…

Os amores não correspondidos…

As confidências ao pé do ouvido…

As colas…

A cumplicidade…

Os sorrisos….

AHHHHH… Os sorrisos….

Como eram fáceis de surgir naquela época!!…..

Lembrei da formatura…

De um novo horizonte surgindo…

Das lágrimas e despedidas…

E principalmente, das promessas de novos encontros…

Lembro perfeitamente de cada feição do melhor amigo que já tive em toda a vida…

Em seus olhos a promessa de que EU nunca seria esquecido.

E realmente, nunca fui…

Perdi a conta das vezes em que ele carinhosamente me ligava quando eu estava no fundo do poço… ou das mensagens, que nunca respondi, as quais constantemente me enviava, enchendo minha caixa postal eletrônica de esperanças e promessas de um futuro melhor.

Lembro que foi o seu rosto preocupado que vi quando acordei de minha cirurgia para retirada do apêndice…

Lembro que foi em seu ombro que chorei a perda de meu amado pai…

Foi em seu ouvido que derramei as lamentações do noivado desfeito…

Apesar do esforço para vasculhar minha mente, não consegui me lembrar de uma só vez em que tenha pego o telefone para ligar e dizer a ele o quanto era importante para mim contar com a sua amizade…

Afinal….

Afinal, eu era muito ocupado!!!

EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Não lembro de uma só vez em que me preocupei de procurar um texto edificante e enviar para ele… ou qualquer outro amigo, com o intuito de tornar o seu dia melhor.

EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa, como aparecer de repente com uma garrafa de vinho e um coração aberto disposto a ouvir.

EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Não lembro de qualquer dia em que eu estivesse disposto a ouvir os seus problemas.

EU NÃO TINHA TEMPO!!!

Acho que eu nunca sequer imaginei que ele tinha problemas…

Não me dignei a reparar que constantemente meu amigo passava da conta na bebida…

Achava divertido o seu jeito bêbado de ser.

Afinal, bêbado ou não ele era uma ótima companhia para mim…

Só agora vejo com clareza o meu egoísmo.

TALVEZ…

E este talvez vai me acompanhar eternamente…

Talvez se eu tivesse saído de meu pedestal egocêntrico e prestado um pouco de atenção…

E despendido um pouquinho do meu sagrado tempo, meu grande amigo não teria bebido até não agüentar mais e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle de um carro que, com certeza, não tinha a mínima condição de dirigir…

Talvez ele, que sempre inundou o meu mundo com sua iluminada presença, estivesse se sentindo sozinho…

Até mesmo as mensagens engraçadas que ele constantemente deixava em minha secretária eletrônica, poderiam ser seu jeito de pedir ajuda…

Aquelas mesmas mensagens que simplesmente apaguei da secretaria eletrônica, jamais se apagarão da minha consciência.

Estas indagações que inundam agora o meu ser nunca mais terão resposta.

A minha falta de tempo me impediu de respondê-las.

Agora, lentamente, escolho uma roupa preta – digna do meu estado de espírito e pego o telefone.

Aviso ao meu chefe que não irei trabalhar hoje, e quem sabe, nem amanhã nem depois… pois irei tirar o dia para homenagear com meu pranto uma das pessoas que mais amei nesta vida.

Ao desligar o telefone com surpresa eu vejo, entre lágrimas e remorsos, que para isto, para acompanhar durante um dia inteiro o seu corpo sem vida…

EU TIVE TEMPO!!!

Descobri que se você não toma as rédeas da tua vida…

O TEMPO

TE ENGOLE

E TE ESCRAVIZA.

Trabalho com o mesmo afinco de sempre, mas sou somente “o profissional” durante o expediente normal.

Fora dele, sou um ser humano!!

Nunca mais uma mensagem da minha secretaria eletrônica ficou sem pelo menos um “oi” de retorno.

Procuro constantemente encher a caixa eletrônica dos meus amigos com mensagens de amizade e dias melhores.

Escrevo cartões de Aniversário e de Natal, sempre lembrando as pessoas de como elas são importantes para mim…

Abraço constantemente meus irmãos e minha família, pois os laços que nos unem são eternos.

Esses momentos costumam desaparecer com o tempo, e todo o cuidado é pouco.

Distribuo sorrisos e abraços a todos que me rodeiam, afinal,

PARA QUE GUARDÁ-LOS?

Não espere o dia em que as pessoas mais importantes de sua vida serão tiradas de você para que possa demonstrar o quanto elas significam…

Faça alguém feliz hoje…

O AMANHÃ PODE NÃO CHEGAR…

E você terá perdido uma grande oportunidade de transmitir todo o seu carinho…

Deixe alguém feliz…

Hoje…

E sempre!!!

E principalmente…

SEJA FELIZ VOCÊ TAMBÉM!!!

==================================================

Esse post vai para todas aquelas pessoas que não dão atenção aos que amam pela alegação de não terem tempo, inclusive a mim mesmo.

Que pensem um pouco. Que reflitam. Que vejam o que realmente vale a pena na vida. Que reservem um tempinho de seu dia para dizer aos que amam o quanto os ama de verdade.

É o que desejo a todos, inclusive a mim mesmo.

Canção da América – Milton Nascimento

Jan152004

Tributo às mulheres.

Não fosse pelo microfone do repórter, poderia se dizer tratar-se de um filme bíblico. O sujeito estava todo coberto de lama, junto com mais 30 mil iguais a ele, escavando a terra lá em Serra Pelada. O documentário era antigo, é claro, mas passou na televisão outro dia. E o mineirinho ali, ao ser perguntado por que queria achar ouro e ficar rico, não pestanejou:

“Pra cumemuié, uai”. Claro. Que outro motivo ele teria? Só fiquei na dúvida se era para conquistar a sua mulher ou para transar com qualquer mulher. Provavelmente a segunda hipótese.

O Cacá Rosset já tinha esta teoria há muitos anos: tudo que o homem faz tudo, é com um único objetivo: cumemuié. O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? O sujeito quer ficar famoso pra quê?

O indivíduo malha, faz exercícios pra quê? Mulher! Pode ser até a própria. Mas a verdade é que é a mulher o objetivo do homem. O pavão também é assim.

Os animais são assim. Os bichos só pensam nisto. Já as bichas, pra cumeomi.

Fico imaginando aqueles ministros todos lá na posse e um dizendo para o outro, enquanto posam para fotografias: “Vai rolar muita mulher aqui no pedaço”. O jogador quando faz o gol pensa a mesma coisa. O artista em close na novela tem certeza. Aquele candidato a prefeito naquela cidadezinha.

Para o que ele quer aquele pequeno poder? As mulheres, antigamente, ficavam trancadas dentro de casa e se tratavam e ficavam bonitas apenas para os seus homens. Aí começaram a dar liberdade pras danadas e deu no que deu. O mundo ganhou vida, além da beleza, é claro. Pode continuar a ler, minha querida, que as barbaridades vão parar por aqui. Pode parar de me achar machista, machão ou coisa parecida. Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você. Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira. Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente.

Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo. Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.

Já dizia a velha frase que “atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher”. O dito está envelhecido. Hoje eu diria que “na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher”. É você, mulher, quem impulsiona o mundo. É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias. É mesmo para você que vai o ouro extraído lá na lama. Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.

E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua, nas telenovelas. Só homens. Já pensou? Filmes só com homens? Romance sem uma Capitu ou uma Madame Bovary? Um casamento sem noiva? Um mundo sem cinturas e saboneteiras? Um mundo sem sogras? Enfim, um mundo sem metas.

Tá certo o mineirinho de Serra Pelada. Todo o ouro do mundo para as mulheres. E, aos homens, um abraço.

a.d.

*****

Como alude aquele comercial dos desodorantes AXE, “suor de homem só atrai mais homens”.

Mulher… Ah, mulher… Ser magnífico e esplendoro que nos impulsiona sempre para a frente. O que seríamos de nós, homens, sem elas? Entranto, isto é uma homenagem para mostrar o amor que tenho, além da admiração, por este ser incrivelmente fascinante. Não é, pois, motivo de envaidececimento, visto que no fim das contas, somos feitos uns para os outros, homens para mulheres e mulheres para homens, como um encaixe perfeito. Nada contra as uniões homo-afetivas, mas respeito não se confunde com semelhança de idéias. Respeito sim, mas gosto mesmo é de seres do sexo feminino. E para elas é que foi postado esse tributo.

Mulheres… Você são o máximo!

Flávio Venturini – Todo azul do mar

Jan142004

Preciosas Reflexões.

Um grande amigo, Fernando de Sá Leitão, sempre me manda excelentes e-mails, com o fito de compartilhar certos pensamentos que, para ele (e para mim também) encerram preciosas reflexões (não necessariamente verdades absolutas).

Eis algumas:

1º – Quando tiver uma boa desculpa para se justificar, não dê;
2º – O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário;
3º – Às vezes a gente erra com o coração, mas é melhor errar com o coração do que com a cabeça;
4º – Não limite a sua felicidade a uma meta longíqua e incerta, seja feliz Agora;
5º – É preciso repensar sempre as prioridades;
6º – Aplique uma mudança positiva por semana em sua vida pessoal ou profissional, por menor que seja. Imagine o quanto você irá evoluir em um ano.
7º – Aprenda a dizer NÃO..!
8º – Respeite seu próprio ritmo (e o dos outros, claro!);
9º – Aprenda com seus erros mas principalmente aprenda com os erros alheios;
10º – É a coragem de procurar e expor a verdade que pode nos salvar do “narcótico” da auto-ilusão;
11º – O fundamento de toda prática espiritual é o AMOR;
12º – O peso das coisas está na impressão que atribuímos a forma de viver;
13º – Ceder em tempo é vencer;
14º – A palavra esclarece, o exemplo arrebata;
15º – A beleza das coisas só pode ser verdadeiramente admirada quando encontra eco na intimidade do nosso Ser;
16º – Tempo é vida, e não dinheiro.

Há tantas outras que poderiam constar deste post, mas ficarão para outra oportunidade.

==================================================

Foi contratada para a formatura uma empresa que tira fotos e as publica no seu próprio site. Aqui existem várias, como o “BobFlash”, “Tu Visse?”, dentre outras tantas. Agora, estamos dando apoio a uma que nos parece muito boa, qual seja “Bat Flash”.

Eles estavam na minha formatura, na sexta dia 09/01, e tiraram muitas fotos. Portanto, enquanto não compro as tiradas pela empresa do evento, se quiserem ver algumas das tiradas pelo pessoal do “Bat Flash”, basta irem ao site deles e ver algumas. Procurem por “Baile de Formatura de Direito”. Segundo uma amiga, eu fui o mais fotografado. Ainda nem vi as fotos. Vê-las-ei logo mais.

Cliquem no link e vejam as fotos. “Bat Flash”

Nem um toque – Evandro Marinho

Jan132004

Clic.

Cidadão se descuidou e roubaram seu celular. Como era um executivo e não sabia mais viver sem celular, ficou furioso. Deu parte do roubo, depois teve uma idéia. Ligou para o número do telefone. Atendeu uma mulher.

- Aloa.

- Quem fala?

- Com quem quer falar?

- O dono desse telefone.

- Ele não pode atender.

- Quer chamá-lo, por favor?

- Ele esta no banheiro. Eu posso anotar o recado?

- Bate na porta e chama esse vagabundo agora.

Clic. A mulher desligou. O cidadão controlou-se. Ligou de novo.

- Aloa.

- Escute. Desculpe o jeito que eu falei antes. Eu preciso falar com ele, viu? É urgente.

- Ele já vai sair do banheiro.

- Você é a…

- Uma amiga.

- Como é seu nome?

- Quem quer saber?

O cidadão inventou um nome.

- Taborda. (Por que Taborda, meu Deus?) Sou primo dele.

- Primo do Amleto?

Amleto. O safado já tinha um nome.

- É. De Quaraí.

- Eu não sabia que o Amleto tinha um primo de Quaraí.

- Pois é.

- Carol.

- Hein?

- Meu nome. É Carol.

- Ah. Vocês são…

- Não, não. Nos conhecemos há pouco.

- Escute Carol. Eu trouxe uma encomenda para o Amleto. De Quaraí. Uma pessegada, mas não me lembro do endereço.

- Eu também não sei o endereço dele.

- Mas vocês…

- Nós estamos num motel. Este telefone é celular.

- Ah.

- Vem cá. Como você sabia o número do telefone dele? Ele recém-comprou.

- Ele disse que comprou?

- Por que?

O cidadão não se conteve.

- Porque ele não comprou, não. Ele roubou. Está entendendo? Roubou. De mim!

- Não acredito.

- Ah, não acredita? Então pergunta pra ele. Bate na porta do banheiro e pergunta.

- O Amleto não roubaria um telefone do próprio primo.

E Carol desligou de novo.

O cidadão deixou passar um tempo, enquanto se recuperava. Depois ligou.

- Aloa.

- Carol, é o Tobias.

- Quem?

- O Taborda. Por favor, chame o Amleto.

- Ele continua no banheiro.

- Em que motel vocês estão?

- Por que?

- Carol, você parece ser uma boa moça. Eu sei que você gosta do Amleto…

- Recém nos conhecemos.

- Mas você simpatizou. Estou certo? Você não quer acreditar que ele seja um ladrão. Mas ele é, Carol. Enfrente a realidade. O Amleto pode Ter muitas qualidades, sei lá. Há quanto tempo vocês saem juntos?

- Esta é a primeira vez.

- Vocês nunca tinham se visto antes?

- Já, já. Mas, assim, só conversa.

- E você nem sabe o endereço dele, Carol. Na verdade você não sabe nada sobre ele. Não sabia que ele é de Quaraí.

- Pensei que fosse goiano.

- Ai esta, Carol. Isso diz tudo. Um cara que se faz passar por goiano…

- Não, não. Eu é que pensei.

- Carol, ele ainda está no banheiro?

- Está.

- Então sai daí, Carol. Pegue as suas coisas e saia. Esse negocio pode acabar mal. Você pode ser envolvida. – Saia daí enquanto é tempo, Carol!

- Mas…

- Eu sei. Você não precisa dizer. Eu sei. Você não quer acabar a amizade. Vocês se dão bem, ele é muito legal. Mas ele é um ladrão, Carol. Um bandido. Quem rouba celular é capaz de tudo. Sua vida corre perigo.

- Ele esta saindo do banheiro.

- Corra, Carol! Leve o telefone e corra! Daqui a pouco eu ligo para saber onde você está.

Clic.

Dez minutos depois, o cidadão liga de novo.

- Aloa.

- Carol, onde você está?

- O Amleto está aqui do meu lado e pediu para lhe dizer uma coisa.

- Carol, eu…

- Nós conversamos e ele quer pedir desculpas a você. Diz que vai devolver o telefone, que foi só brincadeira. Jurou que não vai fazer mais isso.

O cidadão engoliu a raiva. Depois de alguns segundos falou:

- Como ele vai devolver o telefone?

- Domingo, no almoço da tia Eloá. Diz que encontra você lá.

- Carol, não…

Mas Carol já tinha desligado.

O cidadão precisou de mais cinco minutos para se recompor. Depois ligou outra vez.

-Aloa.

Pelo ruído o cidadão deduziu que ela estava dentro de um carro em movimento.

- Carol, é o Torquatro.

- Quem?

- Não interessa! Escute aqui. Você está sendo cúmplice de um crime. Esse telefone que você tem na mão, esta me entendendo? Esse telefone que agora tem suas impressões digitais. É meu! Esse salafrário roubou meu celular!

- Mas ele disse que vai devolver na…

- Não existe Tia Eloá nenhuma! Eu não sou primo dele. Nem conheço esse cafajeste. Ele esta mentindo para você, Carol.

- Então você também mentiu!

- Carol…

Clic.

Cinco minutos depois, quando o cidadão se ergueu do chão, onde estivera mordendo o carpete, e ligou de novo, ouviu um “Alô” de homem.

- Amleto?

- Primo! Muito bem. Você conseguiu, viu? A Carol acaba de descer do carro.

- Olha aqui, seu…

- Você já tinha liquidado com o nosso programa no motel, o maior clima e você estragou, e agora acabou com tudo. Ela está desiludida com todos os homens, para sempre. Mandou parar o carro e desceu. Em plena Cavalhada. Parabéns primo. Você venceu. Quer saber como ela era?

- Só quero meu telefone.

- Morena clara. Olhos verdes. Não resistiu ao meu celular. Se não fosse o celular, ela não teria topado o programa. E se não fosse o celular, nós ainda estaríamos no motel. Como é que chama isso mesmo? Ironia do destino?

- Quero meu celular de volta!

- Certo, certo. Seu celular. Você tem que fechar negócios, impressionar clientes, enganar trouxas. Só o que eu queria era a Carol…

- Ladrão

- Executivo

- Devolve meu…

Clic.

Cinco minutos mais tarde. Cidadão liga de novo. Telefone toca várias vezes. Atende uma voz diferente.

- Ahn?

- Quem fala?

- É o Trola.

- Como você conseguiu esse telefone?

- Sei lá. Alguém jogou pela janela de um carro. Quase me acertou.

- Onde você está?

- Como eu estou? Bem, bem. Catando meus papéis, sabe como é. Mas eu já fui de circo. É. Capitão Trovar. Andei até pelo Paraguai.

- Não quero saber de sua vida. Estou pagando uma recompensa por este telefone. Me diga onde você está que eu vou buscar.

- Bem. Fora a Dalvinha, tudo bem. Sabe como é mulher. Quando nos vê por baixo, aproveita. Ontem mesmo…

- Onde você está? Eu quero saber onde!

- Aqui mesmo, embaixo do viaduto. De noitinha. Ela chegou com o índio e o Marvão, os três com a cara cheia, e…

Extraído do livro “As Mentiras que os Homens Contam”, de Luis Fernando Verissimo, Editora Objetiva – Rio de Janeiro, 2000, pág. 41.

Jan62004

O que se sabe…

Às vezes precisamos deliberar antes de chegar a uma decisão. Mas há situações em que as opções são claras e sabemos o que temos de fazer. Confie em si mesmo: você não errará nunca se decidir…

… pensar na questão no chuveiro.
… começar do começo.
… esperar até de manhã.
… comer peixe à noite.
… guardar segredo.
… fazer uma pergunta.
… deixar para lá.
… desligar a TV.
… votar com consciência.
… calar-se e ouvir.
… ficar em casa porque está cansado.
… fazer esforço.
… vestir-se de acordo.
… manter-se discreto.
… agendar uma massagem.
… reler um livro.

*****

Muitas outras coisas poderiam ser adicionadas a essa lista.

O que você adicionaria à ela?

*****

Sobre o post anterior e respectivos comentários a ele atinentes, reservar-me-ei o direito de manter-me em silêncio. Afinal, pessoas há que não entendem meu posicionamento. Não percebem que eu não me estressei com o comentário do Ralfh, mas tão somente aproveitei para reforçar aos navegantes qual o real escopo deste simples espaço. Nada mais. Logo eu me estressar? Como diria uma amiga: “é porque não dá mesmo…”

Ontem houve a “Aula da Saudade”. Foi simplesmente demais. Depois conto tudo. ´

Hoje haverá o “Culto Ecumênico”. Depois iremos para a balada, na boate “Theatro Lounge”. Get the party started, let the music flow… Woo-Hoo…

Just a bit of chaos – SMS Feat Rebh

Jan32004

O momento Kodak.

Antes da invenção da fotografia, as pessoas dependiam da memória visual para preservar a maravilha do momento. Atualmente, a câmera é capaz de registrar para a posterioridade um instante tão breve – 1/125 de segundo – que nem se consegue vê-lo.

Mas o que a pessoa não vê ela sente. Quando fotografar pessoas, esteja preparado para apertar o botão no invisível momento perfeito.

- Não fotografe sem preparação. Primeiro, passeie um pouco com a máquina desativada. Sente-se para um bate-papo. Deixe todos à vontade.

- Não se esconda atrás da lente. Deixe que as pessoas vejam seu rosto. Converse com elas enquanto bate a foto. Não seja tímido. Não seja insistente.

- Capture a efêmera qualidade da hora. Se puder, tire fotos bem cedo, quando a luz é nova, ou ao entardecer, aos últimos raios de sol. Evite a luz dura do meio-dia. Nunca fotografe ao ar livre na hora do almoço.

- Não peça às pessoas que fiquem imóveis. Se for o retrato de um grupo, tenha filme suficiente para tirar fotos bem no final, quando as pessoas pensam que acabou. É aí que relaxam, riem, se abraçam.

- Aperte o botão da máquina meio segundo antes – ou depois – de alguma coisa acontecer. Se observar bem as pessoas, vai saber quando sa disposição está a ponto de mudar. Esse é o momento decisivo.

- Não tente colocar tudo na mesma foto. Imagens parciais são mais evocativas e parecem mais reais que paisagens em grande angular.

Como sugere um certo comercial: tirar fotos é emocionante.

*****

Por isso, uma de minhas prioridades agora neste mês é comprar uma câmera digital.

Então, poderei tirar muitas fotos, de muitos lugares e pessoas, e compartilhar com vocês da emoção do momento.

Is this love – Bob Marley

Jan22004

Não perca suas metas de vista.

Connie é uma consultora acadêmica em Milwaukee. Ela trabalha com estudantes, ajudando-os a pensar nas possibilidades de carreira.

“O grande desafio consiste em fazer com que os estudantes comecem a pensar. Muitos deles não têm a mínima idéia do que querem fazer, o que significa que nunca consideraram as coisas que terão de realizar para que se tornem o que querem ser. Conversamos seriamente com eles, examinando a realidade para que possam começar a formular suas metas. Planejamento profissional deve ser um processo constante na vida, mas quanto antes começarem, melhor, pois terão mais chances de tomar a decisão que irá beneficiá-los. Quando o aluno define uma meta, ele passa a saber as etapas que deve percorrer para atingí-la. A meta pode ser reformulada q qualquer momento, e as etapas, revistas, mas o que transmitimos de fundamental é a necessidade de sempre ter objetivos definidos”, diz Connie.

Sigmund

As pessoas deveriam ter suas metas sempre em mente, servindo-lhes de orientação e estímulo.

Não aconselho ninguém a fazer uma lista de objetivos, escondendo-os depois para examiná-los quarenta anos mais tarde.

Crie metas agora, use-as, siga-as, atualize-as e viva de acordo com elas.

Afinal, resta comprovado que pessoas bem-sucedidas gastam um pouco do tempo (30 mim, pelo menos) de seus dias pensando sobre o que estão fazendo e o que podem fazer para melhorar suas vidas.

Quais são as suas metas para 2004? Já pensou?

Casinha Branca – Gilson e Joram