Para o resto de nossas vidas.

28.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levaremos para o resto de nossas vidas… Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas, depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou…Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcarão, que mexerão com a nossa existência em algum instante.

Provavelmente iremos pela a vida a fora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias, que deixou marcas, cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem.

Marcas, isso… Serão marcas… Umas mais profundas, outras superficiais porém com algum significado também. Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para terceiros talvez não tenha a menor importância pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.

Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um e-mail, uma viagem, uma frase que alguém tenha nos dito num momento certo…

Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de natal, uma palavra amiga num momento preciso…

Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção, a perda de alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital…

Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, um que deixou de existir por puro fracasso…

Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo…

Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós…

Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente, quem sabe haverão algumas que deixarão marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa…

Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos, a quantidade de marcas que conseguimos carregar conosco e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si…

Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades…

Pense sempre que hoje é só o começo de tudo, que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto de nossas vidas de certa forma ainda está em nossas mãos…

Silvana Duboc

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Cuidado com os sugadores de energia.

27.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Estava visitando um blog de um amigo meu, o Lawyer, do Clube dos Estressados, e deparei-me com um texto brilhante. Resolvi, então, postá-lo aqui também, por ser de extrema importância, a meu sentir. Inclusive, sempre foi o objetivo preponderante do “Simples coisas da vida” trazer um pouco de reflexão atinente à necessidade de sermos mais felizes, mais otimistas, mais positivos, mais alegres…

Para quê reclamar tanto? Falar de coisas horríveis, situações com o grau de desagradabilidade elevadíssimo? A vida tem seus problemas, eu sei, mas para quê dar tanta ênfase a eles? Por que não enfatizar a melhor parte dela? O importante é que as boas coisas da vida ostentem uma posição mais sobranceira que as ruins…

A vida: é bonita, é bonita e é bonita… Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar, e cantar, e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Meu Deus, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita.

Sejamos, pois, felizes e nos livremos das pessoas sugadoras de energia positiva!

Livremo-nos delas, então.

Eis o texto:

Cuidado com os Sugadores de Energia!

Parece mentira, mas há pessoas que parecem sugar energia da gente! Outro dia eu estava muito bem, alegre e satisfeito. Encontrei-me no shopping com um amigo e em meia hora de conversa ele me deixou um verdadeiro trapo, deprimido, triste.

Fiquei pensando no que aconteceu e logo percebi que aquela conversa horrível do amigo (sic) falando somente de doenças, roubos, estupros, filhos de amigos que haviam caído no vício, desemprego, falta de dinheiro, etc, acabou roubando minha energia positiva! Quando acabou a conversa (onde somente ele falou), ele parecia estar melhor do que nunca e eu … em profunda depressão.

Cuidado com esses sugadores de energia positiva. Eles estão em todo o lugar: na empresa, na família, na roda de amigos. Eles só sabem falar de desgraças. Só lêem o obituário dos jornais e a seção de crimes horrendos. Gravam em vídeo o noticiário policial. Fazem estatísticas e sabem de cor quantos seqüestros ainda não foram desvendados, quantas crianças continuam desaparecidas, quantos sem-teto, sem-terra, sem-emprego, sem-tudo existem no mundo! Livre-se dessas pessoas!

Mesmo que seja um grande amigo (sic) não tenha piedade dele, pois ele, por certo não tem dó de você. Essas são aquelas pessoas que quando você propõe um piquenique elas logo dizem: Vai chover!. São pessoas que azedam baldes de sal de fruta. São funcionários que não acreditam em programas de qualidade e produtividade, em comemorações, em promoções especiais e qualquer outra coisa que a empresa faça com a intenção de mudar, crescer, expandir horizontes. Elas são sempre do contra. Avisam que não vai dar certo e torcem para que nada aconteça. Depois dizem: Eu sabia que não ia dar certo….

Meu conselho nesta semana é: Livre-se dessas pessoas!

Esses sugadores de energia vivem da energia alheia e hoje não dá para viver e trabalhar com alguém puxando você para baixo o tempo todo.

Pense nisso. Boa Semana. Sucesso!

Luiz Almeida Marins Filho

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Homenagem às mulheres

26.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Peça para um homem descrever um mulherão.

Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate. Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Malu Mader, Letícia Spiller, Adriane Galisteu, Luma de Oliveira e Bruna Lombardi…

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão.

Nesse caso, descobrimos que tem uma em cada esquina, que tem montes delas por aí.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 200 reais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta-feira, e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão? É aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Mulherão é quem, se ainda sobrar um tempinho, espreme as espinhas do marido, arranca os pelos encravados da barba dele, está sempre disposta a uma noite de amor.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas, Feiticeiras e Sheilas: mulheres “nota 10″ no quesito “lindas de morrer”, mas mulherão, mulherão mesmo, é aquela que mata um leão por dia, enquanto carrega pedras nos intervalos.

a.d.

obs: Essa homenagem não é exaustiva, mas exemplificativa. Estão nela incluídas outras tantas mulheres desse nosso Brasil.

Um beijão para todas as mulheres. Amo vocês demais.

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A pobreza dos ricos

24.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Em nenhum outro país os ricos demonstraram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres.

São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.

Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social.

Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram.

Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.

Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.

No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas.

Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.

Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.

Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria.

A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.

Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres.

Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam.

Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.

Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.

Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares.

Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo.Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro: os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.

Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas.

Cristóvam Buarque

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A estrada para o sucesso

22.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Vá em frente…

…e boa viagem!

Nunca tenha medo de perseguir os seus sonhos. Com prudência e sabedoria, você irá longe naquilo em que trabalha com gosto.

Entre as pessoas que acreditam ter fracassado na busca por sucesso em suas vidas, 64% dizem que seguiram um caminho estabelecido por outros, contrariando sua tendência natural.

Portanto, encontre e siga seu próprio caminho…

Vá em frente e tenha uma boa viagem!

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Navegue, descubra tesouros

20.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá. Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos. Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias!
Quem você ama é a maior jóia de sua vida, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure, o fim de uma estória, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a!
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!

Silvana Duboc

***

“Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada”. (Fernando Pessoa)

“Por raro que seja um verdadeiro amor, é mais rara ainda a verdadeira amizade” (La Rochefoucauld)

***

Mudando totalmente de assunto:
Alguém viu o capítulo de hoje de “A casa das sete mulheres”? O dia em que os caramurus tentaram invadir e tomar a estância onde vivem as mulheres? Emocionante!!! Adorei.

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Eguinha pocotó

19.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Vou mandando um beijinho
Pra filhinha e pra vovó
Mas não posso esquecer
Da minha égüinha pocotó
Pocotó pocotó pocotó pocotó
Minha égüinha pocotó.

Esse é o grande sucesso da música popular brasileira, que domingo ocupou horas preciosas do horário nobre do programa do Gugu, batendo recordes de audiência.

O autor é um tal de MC Serginho…e o ritmo é uma coisa que os do ramo chamam de funk.

Enquanto o Serginho recitava a letra, um sujeito efeminado tinha convulsões, que depois descobri ser a tal dança da égüinha pocotó. O nome do sujeito? Lacraia.

Meus amigos, neste domingo consagrou-se o mais novo ídolo da música popular brasileira: o Lacraia.

O jumento e o cavalinho
Eles nunca andam só
Quando sai pra passear
Levam a égua pocotó
Pocotó pocotó pocotó
Minha égüinha pocotó

Enquanto o índice da audiência subia, a atração era mantida no ar. E à noite, foi orgulhosamente reprisada por um Gugu exultante com a audiência histórica.

Neste domingo, milhões de brasileiros assistiram, espero que envergonhados, ao triunfo da mediocridade. À afirmação de que existe, sim , um processo para mediocrizar o Brasil.

Eu sou pai. E assisto, consciente de minha impotência diante da máquina da TV, minha filha de 12 anos se divertindo, cantando e dançando o pocotó.

Por sorte ela não entende as letras paupérrimas, chulas, apelando para o sexo e tratando as mulheres de éguas e cadelas.

Sabe o que mais dói?

É que enquanto essas baixarias ocupam horas do horário nobre, os brasileiros que fazem música de qualidade, estão sendo deixados de lado.

Vale o que os homens de marketing das gravadoras acham que vai vender. E dá-lhe a dança da garrafa, a dança da cadela, a dança da égüinha….

Nessas horas, tenho vergonha de ser um profissional de marketing.

Imagino que se aparecessem hoje dois jovens, com seus 23 anos, chamados Caetano Velloso e Gilberto Gil, seriam deixados de lado em favor do tal MC Serginho ou outras mediocridades que vendem.

E não teríamos o Tropicalismo.

Surgisse um Chico Buarque, com seus 20 e poucos anos, não chegaria nem às rádios alternativas.

Porque alguém está decidindo, com a bunda, o que o brasileiro vai ouvir. E assisitir.

O resultado é a mediocrização da música popular brasileira. A popularização do lixo. A lavagem cerebral da garotada.

Que música estará sendo feita no Brasil daqui a 30 anos, pelos garotos que estão tendo a cabeça feita pela égüinha pocotó?

Eu me senti ofendido.

E o consolo de desligar a televisão, não adiantou.

Eu sabia que outros milhões de brasileiros estavam naquele momento, assistindo o jumento, o cavalinho e a égüinha pocotó, sem perceber que a TV os chamava de burros.

(*Luciano Pires é um profissional de comunicação, jornalista, escritor, conferencista e cartunista; atualmente Diretor de Comunicação Corporativa da Dana.)

Estou de pleno acordo com o Luciano Pires, é um absurdo o processo de mediocrização da música popular brasileira…

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A vida é bela

18.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Assisti, hoje, em ‘Tela Quente’, o filme “A Vida é Bela”.

Amei demais e por isso resolvi postar algo sobre a mensagem que o filme me passou; o que ficou marcado em meus pensamentos e sentimentos.

Guido e a família: vida
feliz e tranqüila antes
do holocausto.

A Vida é Bela é uma comédia e por isso desperta fúria e comoção. Fúria porque para alguns judeus e os politicamente corretíssimos o massacre nazi-fascista não deveria jamais servir de argumento para uma história tão leve e bem-humorada sobre o sofrimento no holocausto. Comoção porque conta a luta heróica de um pai determinado em fazer da guerra um jogo pueril para proteger o filho da cruel realidade dos seguidores de Hitler e Mussolini.

Não que a metáfora não sirva para amplas discussões: Guido chama as ações nos campos de concentração de gincana onde os judeus que seguirem as regras - esconderem-se, manterem-se em silêncio e não pedirem por comida - ganham pontos e concorrem a um tanque de guerra. A produção comove e convence sobre como a sétima arte pode emocionar com situações insólitas aliadas a fragmentos de realidade. Uma fábula humanista sem propósitos políticos, nem objetivo de deturpar a história.

O filme é dividido em 2 partes: na primeira hora de duração Guido Orefice (Roberto Benigni) sai do campo e vai para a cidade, onde conhece uma charmosa professora chamada Dora (Nicoletta Braschi), a quem ele dá o apelido de “princesa”. Nesse tempo ele trabalha como garçom, onde arranja amigos e inimigos e tenta conquistar sua paixão.

A segunda parte começa quando entra o garotinho na história e as partes mais dolorosas. Giosué (Giorgio Cantarini, excelente!) é filho do casal. Durante a guerra eles são mandados para campos de concentração e eles ficam em alas diferentes da dela (separação de homens e mulheres). Para não deixar o garoto incomodado com a situação, Guido inventa uma longa história, dizendo que tudo aquilo é um jogo e que quem fizer 1000 pontos primeiro leva um tanque. Mas não será fácil mantes essa “mentira”, ele enfrenta muitas coisas para conseguir manter essa fantasia para o garoto.

O que impressiona é que Guido para conseguir se manter vivo e bem, acaba aceitando também tudo isso como um jogo, faz da fantasia do filho a sua própria fantasia. Momentos de encher nossos olhos estão presentes no filme também, como quando os 2 encontram o microfone vago e logo Guido diz palavras belíssimas para sua “princesa”, que pode ouví-lo. Além disso o garoto nos encanta com seu modo, principalmente no final, onde segurar as lágrimas é difícil.

O filme mostra com bom humor e divertimento o terror vivido pelos judeus italianos na 2º Guerra Mundial. Mesclando um humor simpático com partes profundamente dolorosas, Benigni faz um trabalho totalmente humano e profundo, consegue tocar o espectador de uma maneira incrível.

“A Vida é Bela” é um filme maravilhoso.

É simplesmente lindo!

Aos que viram, pergunto o que sentiram, o que acharam do filme; aos que não, sugiro que vão à locadora mais próxima para alugarem o DVD ou a fita mesmo.

Vale a pena! Recomendo!

Uma boa terça-feira a todos.

La Vitta è Bella.

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Guerra e Paz

16.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Hoje, quero falar sobre algo que acomete minha mente de “porquês”, no sentido interrogativo, qual seja a Guerra; Mais precisamente a dicotomia Guerra e Paz.

Pronto! Agora é sério
Não se trata mais de um jogo
de brinquedos informatizados
com exércitos de ficção.
Um mero programa virtual de guerra e paz
onde inimigos são grandes amigos
e que só pensam,
em se derrotar uns aos outros
para se ganhar a partida
continuando em irmandade, união.

Hoje a ameaça é verídica…
Chegando incontinenti, de pronto
cercada por um raciocínio ilógico
comportamentos incoerentes
que não aceitam desculpas
mutilando nossas mentes
destruindo uma história
por só querer ver resultados.

Calcada por uma vingança
imbuída de muito orgulho
e uma terrível vaidade
ela está ali pronta,
frente, aos nossos olhares
como um veneno mortal
penetrando quase sem rastro
destruindo pouco a pouco
a seiva natural existente
da união entre os povos
dos desejos universais de paz.

Sem se preocupar com o mundo
com as vidas que serão ceifadas
com a destruição em massa
com os prejuízos iminentes
que cercam um continente
que cerceiam inúmeras nações.

Ela está lá firme e forte frente ao poder
desrespeitando apelos
se instalando no mundo
perturbando o sono de muitos
desagregando famílias
desesperando nações
detectada no medo
de ações e reações
tudo que pode ser
e é por demais prejudicial.

A guerra como uma doença iminente
se instala frente às nossas portas
imponente, frivolamente vingativa,
imposta por mentes insanas
um fanatismo doentio
marchando passo a passo
ensandecida pelo poder.

Não adianta que povos se unam
gritando coesos, pedindo clemência
ou marchando silenciosos
agitando bandeiras de paz.
Ela continua inalterável
sem sequer sair do lugar
como uma sombra sorrateira
chega mansa e bem faceira
causando um caos total.

Não é justo que isso aconteça
num mundo que só anseia crescer,
evoluir, entender,
aceitando as leis de Deus
desenvolvendo um amor aos seus.
Num mundo de pessoas inocentes
crianças, mulheres, idosos, doentes
que não tem quem possam lhes defender.

Vencer… Vencer… Vencer…
Sempre vencer.
Mas vencer o quê?
se todos somos filhos de Deus
se todos somos irmãos.
Se todos deixassem de lado
suas pretensões em conquistas materiais,
abandonando os preconceitos,
e abraçando com fé a humildade,
que é o verdadeiro caminho seguro
para a conquista da paz,
o mundo seria bem mais hospitaleiro
como uma grande e verdadeira familia…

Nossa fé inabalada
continuaria presente nas orações
sussurros coesos clamando por Deus
pedidos que iluminam todas as mentes
que lhes abrandem pensamentos
colocando sentidos na alma
amor em seus corações.
Que se faça surgir coerência
não nos abandonando ao léu.

Haveria um só desejo
em cada pensamento, em cada atitude,
o de se melhorar sempre
numa busca incessante
de entendimento, de aceitação
captando as energias emanadas
pela natureza ao nosso redor
a verdadeira morada de Deus.

E numa fé renovadora,
estaríamos todos as postos
unidos pela gratidão
refeita em todos os homens
numa alegria venturosa
sem máscaras, preconceitos
estendendo-se as mãos uns aos outros
à procura de bênçãos divinas
que seriam o bálsamo de todas as dores
o acalanto de todas as horas
o incentivo de todos os momentos
onde o enfraquecimento se fizesse presente
e um pensamento se apresentasse
perturbando a nossa alma.

Estaríamos libertos e unidos
envoltos pelo manto da paz
e cobertos por um grande amor.
Aquele amor que Deus lançou
em gotas de sabedoria ao mundo
no momento em que nos criou
para este mundo de luz habitar.

Que possamos nos unir sempre
numa corrente positiva,
afastando de vez a sombra doentia da guerra
que teima em nos acompanhar…
Que venha sem pressa e sem medo
A Paz!

Neli Neto

Concordo plenamente com Neli… Guerra? Para vencer o quê? Como um jornal britânico dizia, “Make love, not war!”. Vamos celebrar o amor. Afinal, vencer o quê, se a guerra só demonstra o estado mais bruto do ser humano… Estaremos involuindo…? Bem… Eu, definitivamente, não. Entretanto, eles (os que defendem a guerra)…, penso que sim. A violência só gera a violência eternamente… É um ciclo vicioso. Não pára nunca. Então, defendamos a paz, o amor, a alegria, a harmonia entre os povos… Somos todos um. Será que não se apercebem da inutilidade da guerra? Ela não tem solução. Somente ceifará muitas vidas de crianças, mulheres, idosos, de pessoas como nós… Que barbárie essa… É tão triste…

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Um belo coração

15.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Um jovem estava no centro da cidade,proclamando ter o coração mais belo da região.
Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração.
Não havia marca ou qualquer outro defeito.
Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto.
O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração.
De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:
“Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?”
A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes.
Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam
direito, causando muitas irregularidades.
Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.
O jovem olhou para o coração do velho e disse:
“O senhor deve estar brincando… Compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!”
“Sim”, disse o velho.
“Olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu.
Veja: cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor.
Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas.
Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades.
Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos.
Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu.
Por isso, há buracos. Eles doem.
Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas…
Um dia espero que elas retribuam,preenchendo esse vazio.
E aí, jovem?
Agora você entende o que é a verdadeira beleza?
O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Ele aproximou-se do velho.
Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu a ele, que retribuiu o gesto.
O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, porém mais belo do que nunca.
Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.
Como deve ser triste passar a vida com o coração intacto.

a.d.

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Ditado chinês

14.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Há um ditado chinês que diz que:

“Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um; Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas.”

Portanto, troquem suas idéias sempre [comigo, por exemplo...].

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Recado aos Jovens por Bill Gates

12.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Para qualquer pessoa com filhos de qualquer idade ou qualquer pessoa que já foi criança, aqui estão alguns conselhos de Bill Gates em uma conferência de uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola.

Ele fala sobre como a política do “sentir-se bem” tem criado uma geração de crianças (e adultos) sem conceito da realidade e como esta política tem levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola.

(Não é à toa que ele é um dos homens mais bem sucedidos e ricos do mundo).

Regra 1: A vida não é fácil - acostume-se com isso.

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3: Você não ganhará US$ 40,000 por ano assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5: Fritar hambúrgueres não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso - eles chamam de oportunidade.

Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais, então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você falar o quanto você mesmo era legal. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.

Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudarão a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10: Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a cafeteria e ir trabalhar.

Regra 11: Seja legal com os “Nerds”. Existe uma grande probabilidade de algum dia você vir a trabalhar para um deles.

E você, o que pensa sobre esse recado do Bill Gates? Concorda? Discorda? Em quê? Compartilhe suas opiniões.

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Se…

09.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Se você precisar de descanso,
Não descanse muito mais que o necessário,
Porque ferro parado enferruja,
Água estagnada apodrece…
E, além disso, talvez, mais tarde, lhe falte tempo
Para terminar a tarefa da existência,
E é trágico demais morrer inacabado…

Se você for alegre e feliz,
Não ria alto demais,
Para que sua gargalhada
Não vá tornar mais doloroso
O gemido de alguém,
Na casa ao lado…

Se nas dores você soluçar,
Faça-o baixinho, bem no fundo,
Bem lá dentro,
Para não apagar algum sorriso
No semblante de alguém,
No andar de cima…

Se você escorregar, na estrada da existência,
E até mesmo cair de uma vez
Não fique deitado no solo,
Clamando pelo destino
Porque lhe falta ainda muito chão,
Muito caminho para andar
E, além disso, você só vai atrapalhar
a passagem dos outros.
E, se é triste cair, muito mais triste ainda
É arrastarmos alguém na nossa queda…

Se algum dia, talvez ,você perder a linha
E der vazão ao grito, à cólera, à revolta,
Com ganas de quebrar o mundo ao seu redor,
Não quebre tudo, amigo, por favor.
Porque atrás de você vem muita gente ainda
Que deseja encontrar tudo inteiro e belo…

Se você encontrar a semente ou muda
Do raro arbusto da felicidade,
Não vá plantá-lo em seu quintal todo cercado,
Mas sim ao lado de um caminho freqüentado
Para que muitos possam descansar à sua sombra
E comer seus frutos, sem pagar…

Mas se encontrar apenas o caminho
Que leva a essa árvore bendita…
Não vá por ele sozinho!
Fique bem à entrada dele
Com um braço estendido
Assim… como uma flecha,
Apontando e dizendo:

É POR AQUI !…

Não se incomode se ficar por último,
Porque todo aquele que passar à sua frente,
Vai lhe dizer “OBRIGADO” e dar-lhe um sorriso lindo…
E quando, enfim, você chegar, depois de todos,
Condecorado, iluminado de sorrisos recebidos,
Verá que os outros estarão à sua espera

PARA QUE VOCÊ ENTRE PRIMEIRO.

Heber Salvador de Lima
(do livro Uma Rosa me Disse)

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Perdas

07.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Quando temos uma perda é muito difícil digerir a situação.
Não é uma coisa para qual estamos preparados.
Normalmente associamos as perdas ao fracasso, quando nem sempre uma coisa está ligada a outra.
Não acho que tenhamos que ver através dessa ótica, não devemos nos sentir como se tivéssemos perdido uma pessoa importante.
Se ela foi ou é realmente importante deixou coisas boas e isso é o que se deve cultivar, os aspectos positivos dos relacionamentos.
Não são as pessoas que passam, mas a vida que segue seu caminho natural.
Por um lado é bom.
Se a vida fosse uma coisa permanente e imutável não haveria o crescimento interior.
Hoje nos encontramos, amanhã sempre vem um afastamento que vejo como temporário e, como tenho uma visão reencarnacionista, acredito que mais cedo ou mais tarde nos reencontraremos.
O essencial é que durante os momentos que vivemos próximo a alguém tenhamos podido acrescentar alguma coisa, que possamos ter criado vínculos positivos.
Mas também não é só com as pessoas, mas com tudo.
É imprescindível que tenhamos consciência de cada momento, por mais doloroso que isso possa parecer.
Temos que ter consciência do sabor da comida ou bebida que consumimos, temos que ter consciência do ar que respiramos, do que dizemos e como dizemos.
Temos que saber ouvir e diferenciar ouvir de escutar.
Ao pisar na grama ou na areia, ao vestir uma roupa ou se despir para o amado, a consciência do momento é essencial.
Olhar uma flor com suas nuances de formas e tons, as cores das paredes de nossa casa com atenção, bem como a decoração e,
ver o outro com olhos atentos, também é importante.
Ao se ver no espelho ter olhos atentos e generosos.
Saber olhar e saber separar a vontade do desejo na hora de alimentar.
Saber o momento exato de estender a mão ou de saber recolher na hora certa.
Discernir a hora de falar do momento de silencio.
Conhecer e planejar cada passo que se queira dar na vida.
Há coisas que depois de feitas não se tem como voltar atrás.
Não alimentar idéias mirabolantes, mas sem nenhum resultado prático.
Saber que ter um ideal não é querer viver uma fantasia.
As pessoas se acostumam a viver a vida por viver, sem consciência do momento e sem perspectivas do futuro.
Quando vislumbram a possibilidade de alguém lhe fazer feliz, agarram-se a isso como se fosse uma tábua de salvação, sem ao menos avaliarem se vai ser realmente uma coisa boa.
E, se não sai exatamente da maneira como almejaram sentem-se como se tivesse tido perdas enormes.
Transferem para o outro a responsabilidade por trazer a felicidade, quando ser feliz é, mais do que um direito, um dever, cuja responsabilidade é exclusiva e de inteira responsabilidade de nossa parte, que cabe - a cada um de nós - assumir integralmente.

Carlos E. Bronzoni

O que você tem para falar sobre perdas?
Conte-nos suas experiências sobre tal assunto…
Qual sua visão?

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O caminho que te levará à felicidade

06.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Viver…

É ter consciência da realidade que se esconde atrás da aparência.
É ver além dos cinco sentidos.
É enxergar com os olhos da alma …
A vida materializa nossos pensamentos.
Conforme acreditamos, ela se torna.
Cultivando medo, a falta de amor, o egoísmo e a descrença.
Não é esse o caminho.
As pessoas querem, mas suas atitudes revelam o oposto.
Para receber é preciso primeiro dar.
Para atrair é preciso irradiar.
Essa é a força da vida.
Se Deus colocou tanta beleza, tanta vida,
tanta alegria e perfume em simples flores,
o que não terá feito com o Homem?!?
Deus sempre faz o melhor.
ELE nos deu beleza, sentimento, alegria,
bondade e possibilidade de escolher.
A dor, o sofrimento, a maldade, o ódio,
a ignorância vem da nossa necessidade de perceber.
Deus permite o contraste para que possamos enxergar claro.
De que adiantaria acender uma luz na claridade?
É nas trevas que ela é percebida.
Sem a tristeza, a alegria não seria apreciada,
sem a carência a abundância não teria significado.
Somos todos crianças na “escola da vida”.
Durante nossa “infância”,
precisamos experimentar para ganhar senso de r e a l i d a d e…
O sofrimento é pano de fundo para que o bem seja notado.
Baseado na perfeição de Deus: A natureza nos ensina isso.
Basta olhar.
Não lhe parece que um Deus tão extraordinário, tão criativo,
que colocou tanta beleza, tanto perfume na simplicidade de uma flor,
que enfeitou nosso mundo com um céu tão azul, um mar tão belo,
tudo para nos fazer felizes,
só nos destina à FELICIDADE e à ALEGRIA … ( ?!?)
A dor serve para nos levar aos cuidados da preservação.
É um alerta que nos adverte que algo não está bem.
Sem ela, não teríamos referencial.

O CAMINHO QUE TE LEVARÁ À FELICIDADE COMEÇA EM VOCÊ MESMO!!!

*Trechos do livro: “Pelas portas do coração”, de Zibia Gasparetto

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A Borboleta Azul

04.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes.
As meninas sempre faziam muitas perguntas.
Algumas ele sabia responder, outras não.
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação,
mandou as meninas passarem férias com um sábio
que morava no alto de uma colina.
O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.
Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar
uma pergunta que ele não saberia responder.
Então,uma delas apareceu com uma linda borboleta azul
que usaria para pregar uma peça no sábio.

- O que você vai fazer? - perguntou a irmã?

- Vou esconder a borboleta em minhas mãos
e perguntar se ela está viva ou morta.

- Se ele disser que ela está morta,
vou abrir minhas mãos e deixá-la voar.

-Se ele disser que ela está viva,
vou apertá-la e esmagá-la.

E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.

- Tenho aqui uma borboleta azul.

Diga-me, sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você.

Ela está em suas mãos.

“Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos). Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.”

Pense nisso: sua vida está em suas mãos. Cabe a você escolher que rumo seguir…

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O que é mesmo o perdão?

02.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Há muitas idéias sobre o perdão.
Há quem diga que este é covardia.
Que quem perdoa, é fraco!
O perdão é sabedoria… é divino…
Quem não perdoa carrega suas feridas…
curtindo suas dores tão nocivas…
prejudicando a si mesmo…
física e familiarmente.
Não perdoar é um tremendo prejuízo.
Há quem pense que perdoar é ceder à razão do agressor…
é dar razão ao ofensor…
é dar o braço a torcer àquele que o ofendeu.
Nada disso.
Perdoar é reconhecer que você está ferido,
que as feridas lhe fazem grande mal,
e, por isto,
toma a decisão de curá-las pelo perdão dado,
e repetido muitas vezes.
Perdoar, é em primeiro lugar,
reconhecer que alguém o feriu,
e, por isso,
ele é culpado de suas feridas e de suas dores,
tão prejudiciais,
e em segundo lugar,
decidir dar a absolvição,
perdão generoso,
total e absoluto,
para poder ficar curado das feridas
e das suas conseqüências danosas.
Perdoar é curar-se.
Perdoar é libertar-se.
Perdoar é fazer auto-terapia.
Perdoar é cuidar da saúde do coração
e de todo o seu ser.
Perdoar não é fazer um favor…
um serviço…
um bem… ao opressor.
Perdoar é, antes de tudo,
fazer um grande bem a si mesmo.
Perdoar é amar-se…
é querer-se bem…
e curar-se das feridas do próprio coração.
O perdão elimina o desamor…
o perdão enche o coração de uma renovada alegria…
Perdoar… enfim…
é passar pomadas nas feridas para curá-las.
Jesus, em seu grande amor, ensinou…
aconselhou o exercício do perdão.
Disse ele a Pedro:
- Pedro, perdoa teu inimigo setenta vezes sete.
Em linguagem da época…
sete era o símbolo da totalidade,
então, perdoa sempre…
muitas e muitas vezes.

Alírio Pedrini

Nota:
Fazendo um adendo à brilhante reflexão do Pedrini, digo que perdoar é doar… doar totalmente, mais precisamente falando. A palavra deriva do latin. O prefixo ‘per’ significa totalmente, todo, totalidade… Então, perdoar = doar totalmente… Se perdoar, em verdade, estará doando e, incrivelmente, o maior beneficiado será você…

Um grande abraço a todos vocês…

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Enxerga a ti mesmo

01.02.2003 por Cirilo Veloso Moraes

Existe um ser forte dentro de ti.
Um ser capaz, um ser corajoso, destemido.
Disposto a suportar todas as dores.
Disposto a trilhar firme o caminho,
Que se predispôs a percorrer.
Esse ser grita, se agita dentro do teu íntimo,
Se agiganta, se faz apto, tenta escapar e enfrentar
“De peito aberto” , todas as dificuldades.
Tenha a certeza de que este ser
Tem as soluções e a força necessária,
Que desejas e precisas,
Para sair de todas as situações
Que, na vida, enfrentas.
Mas tu, preso a teu tão grande sofrimento,
Cego em tua imensa dor,
Buscas consolo em teu próprio ego.
Te apiedas tanto de ti mesmo
Que este ser grandioso,
Amarrado a esta enorme auto piedade,
Não consegue sair e deixar fluir
Toda a tua capacidade de compreensão,
De doação e de amor.
A vida é feita de momentos,
Bons e ruins, alegres ou tristes
Tu és feito de vários “tus”, Forte ou fraco
Alegre ou triste,
Corajoso ou covarde, Honesto consigo mesmo
Desonesto com teus sentimentos.
Dá-te a oportunidade de experimentar
Todos estes seres.
Mas não te esqueças, vez ou outra,
De dar-te a oportunidade de ser feliz.
Olha a tua volta, faz-te necessário
Sejas necessário, útil a ti mesmo,
À comunidade, à humanidade.
Deixa que os seres que habitam em ti, fluam
Levanta-te, enxuga os olhos,
Procura enxergar à tua volta.
Tu não estás sozinho, vai à luta!
Sai desta inércia, assume tuas próprias culpas,
Tuas dores, teus desamores
Assim passarás a te conhecer melhor
A te sentires melhor, a gostares de ti mesmo.
Verás, então, que muitas portas se abrirão.
E a mais importante de todas,
Será aquela que se abrirá
Para dentro de ti mesmo
Pois, por ela enxergarás
O quão belo tu és.

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