Para ganhar um Ano Novo

28.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo, cor de arco-íris ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo tempo já vivido (mal vivido ou sem sentido)…

Para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior)…

Novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha …

Você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagem ? manda telegramas ?)…

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-la na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que por decreto da esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o ANO NOVO cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

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Pegadas na areia.

27.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

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Máscaras

27.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, faço-o para atrair o outro e logo descubro que só atraio a outros mascarados distanciando-me dos outros devido a um estorvo: A máscara.

Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo descubro que, ao não verem minha humanidade, os outros não podem me querer pelo que sou, senão pela máscara.

Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um amigo, por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e, sim, da máscara.

Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende as pessoas, das quais quero ser mais íntimo, é a máscara.

Faço-o convencido de que é o melhor que posso fazer para ser amado, e logo descubro o triste paradoxo: o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente, o que não consigo com elas.

Portanto, queridos e queridas, sejam sempre originais, autênticos.
Vocês são simplesmente maravilhosos.

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História do Zé.

26.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Cada dia, ao meio-dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía.
Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na igreja).
-Venho rezar, respondeu o velho.
-Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.
-Bem… retrucou o velho - eu não sei recitar aquelas orações compridas, mas todo dia, ao meio-dia, eu entro na igreja e somente falo: -”Oi Jesus, eu sou o Zé. Vim te visitar”. Num minuto já estou de saída. É… só tenho uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente. Foi internado num Hospital e na enfermaria passou a exercer uma influência sobre todos. Os doentes mais tristes se tornaram alegres; muitas risadas passaram a ser ouvidas…
-Zé, disse-lhe um dia a irmã:
-Os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre…
-É verdade, irmã… Estou sempre tão alegre. É por causa daquela visita que recebo todos os dias… Me faz tão feliz.
A irmã ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama de Zé estava sempre vazia. O Zé era um velho solitário, sem ninguém.
-Que visita? A que horas?
-Todos os dias, respondeu Zé com um brilho nos olhos. Todos os dias, ao meio-dia, Ele vem ficar ao pé da cama. Quando olho pra Ele, Ele sorri e diz: -”Oi Zé, eu sou Jesus… Vim te visitar”.

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Feliz Natal

24.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes


“Que a paz do Senhor esteja sempre convosco.”

Se eu pudesse deixar algum presente para você, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos; a consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora; Lembraria os erros, que foram cometidos para que não mais se repetissem; A capacidade de escolher novos rumos. Além do pão, o trabalho; além do trabalho, a ação. E quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

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Quanto o senhor ganha?

24.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Um menino, com voz tímida e os olhos de admiração, perguntou ao pai, quando este chegou do trabalho:
-Papai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
-Escuta aqui, meu filho. Isto, nem sua mãe sabe. Não amole, estou muito cansado.
Mas o filho insistiu:
-Mas, papai, por favor, diga quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa:
-Três reais por hora.
-Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
-Então, essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, seu aproveitador!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
-Filho, está dormindo?
-Não, papai; respondeu o sonolento garoto.
-Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.
-Muito obrigado, papai! - disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.
-Agora completei, papai; tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?

*****

Será que estamos dedicando tempo suficiente e útil aos nossos filhos?
Analogicamente, aos nossos amigos, parentes, às pessoas que tanto amamos?
Será?

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Lençol sujo.

23.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou atráves da
janela uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!

- Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a
ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e
a mulher comentou com o marido:

- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela
quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava
suas roupas no varal.

Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e
empolgada foi dizer ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que outra vizinha ensinou

O marido calmamente respondeu:

- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

E assim é.

Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.

Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir,
verifique seus próprios defeitos e limitações.
Olhe antes de tudo, para sua própria casa, para dentro de você mesmo.

Só assim poderemos ter noção do real valor de nossos amigos.

Lave sua vidraça.

Abra sua janela.

“Se não houve frutos, valeu o perfume das flores.
Se não houve flores, valeu a sombra das folhas.
Se não houve folhas, valeu a intenção das sementes.”
(Henfil)

E reflitam quanto a um questionamento constante na Bíblia:
“Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes
a trave que está no teu?”

Pense nisso…

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Círculo do amor

22.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes


Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento, mas percebeu que ela
precisava de ajuda. Assim parou seu carro e se aproximou.

O carro dela cheirava a tinta de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face,
ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a ultima hora. Ele iria aprontar
alguma? Ele não parecia seguro; parecia pobre e faminto. Ele pode ver que ela estava com muito
medo e disse: “Eu estou aqui para ajudar, madame. Por que não espera no carro, onde está
quentinho? A propósito, meu nome é Bryan”. Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas
para uma senhora era ruim o bastante. Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.
Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e comecou a conversar com ele.
Contou que era de St.Louis e só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer
pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia.
Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas
que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado. Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo
não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguem tinha necessidade e Deus ja lhe
ajudara bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.

Ele respondeu:
“Se realmente quiser me reembolsar, da proxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda,
dê para aquela pessoa a ajuda que precisar”.

E acrescentou:
“… e pense em mim”.

Ele esperou até que ela saisse com o carro e tambem se foi. Tinha sido um dia frio e deprimido,
mas ele se sentia bem, indo pra casa, desaparecendo no crepusculo. Algumas milhas abaixo a
senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um
restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela. A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma
toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso,
um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar. A senhora
notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e
as dores mudarem sua atitude.

A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um
estranho. Então se lembrou de Bryan. Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete
buscava troco para a nota de cem dolares, a senhora se retirou. Já tinha partido quando a
garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou
algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares. Havia lágrimas em
seus olhos quando leu o que a senhora escreveu.

Dizia: “Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma
forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este circulo de
amor terminar com você”.

Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir. Aquela noite,
quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora
deixou escrito. Como pode aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto?
Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil!

Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

“Tudo ficará bem; eu te amo, Bryan”.

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Presentinho

21.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

A Carla Guedes, do blog Presentinhos, presenteou-me lindamente.

Muitíssimo obrigado, Carlinha querida.

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Se não houvesse você…

20.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Se não houvesse você…

Se não houvesse um tempo para sonhar…. Como viveria a minha vida?

Se não houvesse uma noite para ver estrelas… Como poderia sonhar com um amor?

Se não houvesse um sorriso de criança… Como haveria esperança do mundo mudar?

Se não houvesse amigo sincero e fiel… Onde eu deitaria minha cabeça para chorar?

Se não houvesse você… Para quem eu teria o prazer de escrever e postar tudo isso?

Há certas horas, que não precisamos de um amor; não precisamos da paixão desmedida; não
queremos beijo na boca, nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama…

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado, ou mesmo o estar ali,
quietinho, ao lado… sem nada dizer…

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos a presença amiga,
a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir…

Alguém que ria de nossas piadas sem graça, que ache nossas tristezas as maiores do mundo,
que nos teça elogios sem fim…e que apesar de todas essas mentirinhas úteis, nos seja de uma
sinceridade inquestionável…

Que nos mande calar a boca, ou nos evite um gesto impensado; alguém que nos possa dizer:
Acho que estás errado, mas estou ao teu lado…ou alguém que apenas diga: Sou teu amigo!

É difícil escrever sobre Amigo … Tantas são suas missões, que fica difícil apontar uma a uma.

Mas de algumas delas posso falar, pois fui beneficiado com tantas amizades, que agradeço a
Deus pelo privilégio de conhecer e ter este ser que muitos não sabem ser e, em contra partida,
não os têm em suas vidas.

Amigo é aquele que está junto … que mesmo estando distante, nossa imagem jamais se apaga
de sua lembrança.

Amigo é aquele que chega junto mesmo sem ser chamado, pois a afinidade que os une é
tamanha, que parecem serem uma só alma.

Amigo é aquele que não te critica, pára e tenta entender o que se passa com você, buscando
juntos uma solução para o problema amenizar.

Amigo é aquele que empresta seu ombro pra seu pranto rolar sem questionar os motivos.
Apenas lhe profere palavras doces de otimismo e auto-confiança para levantar o seu Astral.

Amigo é tanta coisa, que se torna pesada sua incumbência de saber sempre manter acesa esta
chama; para que nunca, ele próprio, deixe de ser e ter Amigos de Verdade.

Mas Amigos, para mim, são aqueles, que acima de qualquer coisa trocam grandes e sinceros
sentimentos… para os quais jamais existirão o egoísmo, a prepotência, o orgulho, a vaidade,
a inveja…

Portanto, amigo mesmo é aquele que acima de tudo pensa em você, está com você, mantém
sempre sua mão estendida pelo simples fato de realmente ” Amar Você “.

Obrigado por sua Amizade sincera, Amigos e Amigas para sempre !!!

Obrigado por simplesmente existirem…

Podem contar comigo sempre…

Cirilo Veloso Moraes

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Não corra atrás das borboletas.

18.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim e elas virão até você…

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Blogs of Note

18.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Nossa! Entrei agora no blogger para postar algo novo e me deparei com o a posição de destaque no “Blogs of Note”.

Realmente não sei o que dizer… Estou perplexo; não sei o porquê do “Simples coisas da vida” estar em tal listagem, mas o fato é que está.

Fico muito feliz por um lado e preocupado por outro, pois iniciei o blog tendo como público os meus amigos, as pessoas que gostam de poesias, ou as que por algum motivo gostam de entrar no blog.

Entretanto, sei que por estar em destaque o “Simples coisas da vida” receberá muitas visitas, tanto de pessoas maravilhosas, o que adoro, quanto de pessoas que nada têm para acrescentar à nossa vida e somente querem denegrir… O importante é dar valor àquelas; à estas…

Continuarei postando mensagens, textos, poesias, crônicas, et cetera.

Quero agradecer a todos, pois esse blog nada seria sem vocês todos aqui… Ele não é meu, até porque é público; apenas o administro.

Sintam-se à vontade para virem quando quiserem; comentem, compartilhem suas opiniões, mesmo divergentes…

Quem gostar do blog, ótimo; quem não, …… Nem Deus agradou a todos….

Lembrem-se sempre: “O grande segredo para a plenitude é muito simples: compartilhar”.
(Sócrates).

Um abraço e voltem sempre. A casa é de todos nós.

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Cometas e Estrelas.

18.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Há pessoas estrelas. Há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. Os cometas desaparecem.

Há muita gente cometa. Passam pela vida da gente apenas por instantes, gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Há muita gente cometa. Assim são muitos e muitos artistas. Brilham apenas por instantes nos palcos da vida. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem… Assim são muitos reis e rainhas de todos os tipos. Reis das nações, rainhas de clubes ou concurso de beleza. Assim rapazes e moças que se enamoram e se deixam com a maior facilidade. Assim são pessoas que vivem numa mesma família e que
passam pelo outro sem serem presença.

Importante é ser estrela. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração. Coração que não quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros. E muitos são cometas por um momento. Passam, a gente bate palma e desaparecem. Ser cometa é não ser amigo. É ser companheiro por instantes. É explorar sentimentos. É ser aproveitador das pessoas e das situações. É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo. A solidão de muitas pessoas é conseqüência de que não podem contar com ninguém. A solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica. Todos passam. E a gente também passa pelos outros.

Há necessidade de criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder vê-las e senti-las. Todos os dias poder contar com elas. Todos os dias ver sua luz e calor. Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são uma presença. São aragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos escuros. São pão nos momentos de fraqueza. São segurança nos momentos de desânimo.

Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles. Olhando os cometas é bom sentir-se estrela. Marcar presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido luz para muitos amigos. Ter sido calor para muitos corações. Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas é um desafio, mas, acima de tudo, uma recompensa.

É nascer e ter vivido e não apenas existido.

É o que tento ser: uma estrela na vida de vocês todos; transmitindo um pouco de luz para cada um. Sejam estrela também; não queiram ser cometas que somente passam sem algo significar. Vocês são simplesmente maravilhosos. É plenamente gratificante tudo isso…

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Conselhos servem pra nada

14.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

“Como é que você pode continuar gostando de um cara tão instável, que num dia te adora e no outro mal fala contigo?”
“Não acredito que você ainda está parado na desta garota. Cara, ela dá o maior mole pra todo mundo… tudo bem, é o jeitinho dela, mas, ó, te liga”.
“Ele é muito querido, muito engraçado, mas também muito vadio: você vai passar fome ao lado deste homem!”
“O que adianta ela ser bonita, rapaz? Te trata como escravo”.

É ótimo ter amigos, principalmente amigos que se preocupam com a gente. Mas, quando o assunto é amor, conselhos servem pra nada. Não que os amigos estejam errados, ao contrário: a gente sabe que eles estão com toda a razão, que eles estão vendo tudo aquilo que a gente finge não ver. O problema é que o amor não tem lógica. Você reconhece que a pessoa não serve pra você, mas a considera simplesmente adorável.

Você sabe que ela, ELA!, o grande amor da sua vida, é uma maluca de carteirinha, a maior viajadona do planeta, não diz coisa com coisa, e tem a estranha mania de se trancar no quarto por três dias seguidos, sem sair, sem abrir a porta, sem atender o telefone. Aí um belo dia ela sai e não dá a menor satisfação pra ninguém. Você consegue se imaginar vivendo com alguém assim? Não, mas também não consegue se imaginar vivendo sem.

E você aí, mulher? Enroladíssima com aquele cara, você sabe quem. Ele não tem o melhor caráter do mundo. Não tem o melhor currículo do mundo. Mas tem o melhor beijo do mundo e você, cada vez que ensaia dizer não, acaba dizendo sim, sim, sim. Porque você o ama. Mesmo ele sendo meio rude, meio ingrato, meio sonso. Mesmo assim.

Vou ficar torcendo para que nenhum desses exemplos caia como uma luva pra você. Desejo que tudo isso que foi escrito seja pura ficção pra você, que você nunca passe por uma doideira dessas. Mas não esqueça que doidas e doidos também são apaixonantes. Assim como os inconstantes e as ciumentas. E os alienados e as histéricas. Todos uma praga, todos cativantes. Ninguém está
livre de topar com o cara errado e a garota mais encrenqueira, e amá-los muito, mesmo assim.

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A grandeza

13.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Você sabe por que o mar é tão grande?
Tão imenso?
Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se
alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros
acima de todos os rios, não seria mar,
mas uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria
isolado.

A perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente sem
Aceitar a perda, a queda,o erro e a morte.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar,
e a morrer.

Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber morrer…

Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém
mais o controlará, porque o máximo que pode
acontecer a você é cair, é errar, e perder e isto você já sabe.

Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma
naturalidade o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo
e a queda, a vida e a morte.

a.d.

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Por que o pessimismo faz mal à saúde?

10.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Por que o pessimismo faz mal à saúde?
Doença é fruto das situações que contrariam a vida

O pessimismo, o derrotismo, o mau humor servem como termômetros para medir o nível de saúde.

Quando você perceber que está mau humorado ou irritado, verifique como anda a sua vida. Perceba se está dormindo o suficiente, se a alimentação está adequada, se você se movimenta, e se relaxa.

Esses sentimentos negativos são inimigos da saúde, sendo ao mesmo tempo, um primeiro alerta sobre o seu estado. A pessoa derrotada, pessimista, mau humorada e magoada fabrica inconscientemente elementos maléficos à sua saúde. Esses estados de negação da vida, se forem contínuos, certamente, ao longo tempo, irão destruir o perfeito equilíbrio do organismo.

A doença não existe. Ela é fruto das situações que contrariam a vida, na raiz de sua essência. Porque a vida é para ser alegre, bem humorada e tranqüila.

Se você esta no início de um quadro desse tipo, avalie imediatamente como está a sua vida. Quando se der conta de que está com muito mágoa, raiva exagerada, mau humor, ou irritação, corte imediatamente este ciclo vicioso: estar doente porque está de mau humor e estar de mau humor porque está doente.

Cinco dicas para combater o pessimismo

1. Verifique o quanto está dormindo e como está dormindo. Esses estados normalmente ocorrem por uma defasagem orgânica provocada por um mau sono.

2. Passe a colocar mais movimento na sua vida, pois o estado de inércia e sedentarismo impede a fabricação dos estimulantes hormonais necessários para uma vida com mais entusiasmo.

3. Cuide um pouco mais da sua alimentação, se nutrindo mais e comendo menos.

4. Passe a ter durante o dia, ou no fim da tarde, um momento de relaxamento e de respiração lenta e profunda.

5. Movimente-se. O movimento gera vida. Pratique um esporte, caminhe, corra. Apenas é necessário que está atividade seja sistemática e, acima de tudo, agradável. Através do esporte, promove-se a liberação desses preciosos hormônios, que proporcionam entusiasmo e encanto pela vida. Tudo em nós é química, temos que fabricar uma base química para termos uma melhor qualidade de vida.

Acredito mesmo que fica impossível você ficar triste, mau humorado e irritado com o seu organismo em equilíbrio.

Nuno Cobra - Foi preparador físico de Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Rubens Barrichello, Abílio Diniz entre outros. Atualmente, é professor de qualidade de vida na área de Recursos Humanos do Programa de Educação Continuada em Administração para executivos - USP - MBA. Exerce também, consultoria em qualidade de vida individual e em empresas.

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Por que não existe o fracasso?

08.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Pessoas que já tentaram mudar e foram mal sucedidas tendem a defender suas posições. Pensam:
“É melhor um pássaro na mão do que dois voando”. Elas não percebem que não têm mais um
pássaro na mão e não estão indo atrás dos que estão voando.

Quem mudou e se deu mal fica traumatizado. O profissional que saiu de uma empresa para montar
o próprio negócio e falhou dificilmente quer ouvir falar em mudanças. Deseja ficar no seu canto
tocando a vida, mesmo que surjam oportunidades imperdíveis.

Conheci um casal que não decidiu ter filhos depois que a mulher abortou na primeira gravidez.
A experiência tinha sido muito pesada para os dois. Agora estão arrependidos, mas já têm
quase 60 anos…

Lembre-se: as derrotas são as melhores lições de vida, quando desenvolvemos nossa capacidade
de superação.

Thomas Edson, o inventor da lâmpada, criou centenas de protótipos que não funcionaram. Um dia,
no meio dessas tentativas, alguém lamentou: “Que pena que você fracassou tantas vezes!”. Ao
que ele respondeu: “Eu nunca fracassei, descobri centenas de maneiras de como construir uma
lâmpada”. O final da história todos conhecemos.

Não importa quantas vezes você cai. O triste é deixar de se levantar. Tropeços fazem parte da
vida e são as melhores lições que podemos ter.

Não deixe que as derrotas do passado decidam a sua vida!

Roberto Shinyashiki

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A flor da amizade

06.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

O próprio post já diz tudo. Meus queridos amigos e amigas, eu vos adoro.

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Hino de Pernambuco

04.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Resolvi fazer uma homenagem ao meu estado. Até porque adoro este hino cantado e tocado.

Hino de PERNAMBUCO

Letra de Oscar Brandão da Rocha
Música de Nicolino Milano

Coração do Brasil, em teu seio
Corre o sangue de heróis rubro veio
Que há de sempre o valor traduzir
És a fonte da vida e da história
Desse povo coberto de glória,
O primeiro, talvez, do porvir

Coro
Salve! ó terra dos altos coqueiros!
De belezas soberbo estendal
Nova Roma, de bravos guerreiros!
Pernambuco, imortal! Imortal!

Esses montes e vales e rios
Proclamando o valor de teus brios,
Reproduzem batalhas cruéis,
No presente és a guarda avançada,
Sentinela indormida e sagrada
Que defende da Pátria os lauréis!

Salve ó terra dos altos coqueiros…

Do futuro és a crença, a esperança,
Desse povo que altivo descansa,
Como o atleta depois de lutar…
No passado o teu nome era um mito
Era o sol a brilhar no infinito
Era a glória na terra a brilhar!

Salve ó terra dos altos coqueiros…

A República é filha de Olinda
Alva estrela que fulge e não finda
De esplendor com os seus raios de luz.
Liberdade um teu filho proclama,
Dos escravos o peito se inflama,
Ante o sol dessa Terra da Cruz!

Salve ó terra dos altos coqueiros…

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Agonia da rosa

02.12.2002 por Cirilo Veloso Moraes

Mulher, sofres em companhia
De quem não sabe te amar?
De quem não conhece a poesia
Que há no depois de se dar?

Mulher, sofres o desprezo
Após transvestires em objeto?
Depois de, com tanto enlevo,
Doares teu ser por completo?

Pseudo companheiro saciado,
Não vês que depois continua
Pulsando o carinho calado
Nas veias daquela ainda nua!?

Onde estarão os lindos versos
Escritos em tempos de outrora?
Estrofes mostravam o inverso
Do que tu te mostras agora.

Por que te viras e finges
Não ter o afago, a magia?
Perdeste o ensejo sublime
De transformares em poesia.

Exiges daquela, que usurpas,
Prazeres para ti somente.
Assim, tu não amas! Estupras!
Violência… coração demente.

Mulher, que choras à mingua
Na morte da doce ilusão,
Perdoa esse ser que ainda
Não sabe o que é paixão.

SENHOR! Perdoa os brutos
Que ainda não sabem amar!
Tua bela criação sofre o luto
Na morte do verbo sonhar.

Mulher… criação divina!
Vem meu peito regar
Com lágrimas de tua sina.
Quero te consolar!

Declamo meus versos e prosas
Para teu peito ferido.
Permita-me enchê-lo de rosas!
Curar-te o coração combalido.

Celso Brasil

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