Mar142010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03

Anteriormente publiquei:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02.

Dando sequência, hoje segue a parte três. Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

Vivendo além dos limites!

Qual foi a última vez que Deus atuou através de você de tal modo que você reconheceu tratar-se indubitavelmente de uma ação divina? Sendo mais específico, quando foi que você viu milagres acontecendo com regularidade em sua vida? Se você é como a maioria dos cristãos que conheço, você não sabe pedir este tipo de experiência, nem se deve fazê-lo.

O que vou compartilhar com você tem possibilitado a atuação poderosa de Deus em muitas vidas, durante vários anos. Estive recentemente em Dallas para falar sobre a bênção de Jabez para um auditório de nove mil pessoas. Depois da palestra, durante o almoço, um homem me disse:

- Bruce, ouvi você falar sobre a mensagem de Jabez há quinze anos e, desde então, não parei de fazer aquela oração. A mudança foi tão dramática que eu simplesmente não parei.

Do outro lado da mesa, um amigo concordou. Ele disse que vinha fazendo a pequena oração de Jabez há dez anos, com resultados semelhantes. O homem ao meu lado, um cirurgião cardíaco de Indianápolis, disse que estava orando há cinco anos. Então, eu disse a todos eles:

- Meus amigos, tenho feito a oração de Jabez por mais da metade de minha vida!

Creio que, pelo fato de estar lendo este livro, você compartilha do meu desejo de alcançar uma vida “mais honrosa” diante de Deus. Não que você deseje que os outros sejam menos que isso, mas para você, nada menos que a plena bênção de Deus o satisfará. Ao se colocar diante dele para prestar contas, seu maior desejo é ouvir Deus dizer: “Muito bem, meu filho!”.

Meu amigo, Deus lhe reserva uma enorme quantidade de bênçãos não pedidas, todas a sua espera. Sei que isso parece impossível – até mesmo um pouco suspeito nestes dias de tanto egocentrismo. Mas é justamente esta dinâmica – seu anseio pela plenitude que vem de Deus – que tem sido a terna vontade do Pai para sua vida desde o início dos tempos. Se, de sua parte, você cumprir uma série de compromissos fundamentais, então poderá caminhar, doravante, com confiança e expectativa de que nosso Pai celestial realizará todas estas coisas.

Pense assim: em vez de ficar esperando à beira do rio, pedindo um copo com água para conseguir viver cada dia, você vai fazer algo impensável: vai pegar a pequena oração da grande recompensa e vai mergulhar no rio! A partir deste momento, você permitirá que as correntezas amorosas da graça e do poder de Deus o envolvam e carreguem para a vida que ele preparou para você, uma vida profundamente significativa e gratificante. Se for isso o que você deseja, continue lendo.

Seja o primeiro a comentar
Mar132010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02

Anteriormente publiquei “A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01“. Dando sequência, hoje segue a parte dois. Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

O menino prodígio da genealogia!

Alguém já disse certa vez que existe muito pouca diferença entre as pessoas – mas é esta pequena diferença que faz toda a diferença. Jabez não aparece triunfalmente no Antigo Testamento, como um Moisés ou um Davi, nem tampouco ilumina o livro de Atos como aqueles primeiros cristãos que viraram o mundo de cabeça para baixo. Mas uma coisa é certa: a pequena diferença de sua vida fez toda a diferença.

Pode-se dizer que ele foi o “menino prodígio da genealogia”, ou talvez o Pequeno Grande Homem da Bíblia. Você vai encontrá-lo escondido numa das seções menos lidas de um dos livros menos lidos de toda a Bíblia.

Os primeiros nove capítulos do livro de 1ª Crônicas registram a árvore genealógica oficial das tribos hebréias. Começa com Adão e segue por milhares de anos até o retorno de Israel do cativeiro. É um texto chato! A enorme lista de nomes desconhecidos e difíceis (há mais de 500 deles) é capaz de desanimar até o mais valente estudioso da Palavra de Deus.

Veja o capítulo 4. Os filhos de Judá foram: Perez, Hezrom, Carmi, Hur e Sobal…, E isto é só o começo. Aumai. Isma. Idbas. Hazelelponi. Anube…

Certamente eu o perdoaria se, neste ponto, você decidisse colocar este pequeno livro de lado e fosse procurar o controle remoto da televisão. Mas fique comigo. Uma história interrompe repentinamente a seqüência de 44 nomes deste capítulo:

Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido”. 1Cr 4:9-10

No versículo seguinte, a lista de chamada dos membros da tribo de Judá continua como se nada tivesse acontecido: Quelube, irmão de Suá, gerou a Meir…

Havia alguma coisa especial neste homem que foi capaz de levar o historiador a fazer uma pausa na ladainha, limpar a garganta e mudar a forma. Parece que ele está dizendo: “Ei, espere um pouco. Você precisa saber algumas coisas sobre este cara chamado Jabez. Ele está muito acima do resto!”.

Qual foi o segredo da reputação duradoura de Jabez? Você poderá procurar em todas as páginas da Bíblia, como eu já fiz, e não vai achar nenhuma outra informação além da que aparece nestes versículos:

· As coisas começaram mal para uma pessoa que ninguém
conhecia.

· Ele fez uma oração comum, de apenas uma frase.

· Tudo acabou excepcionalmente bem para ele.

Está claro que o resultado pode ser atribuído a sua oração. Alguma coisa presente no pedido simples e direto que Jabez fez a Deus mudou sua vida e deixou uma marca permanente nos livros históricos de Israel:

Oh! Que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição”.

À primeira vista, os quatro pedidos podem ser considerados sinceros, sensíveis, até mesmo nobres, mas jamais seriam chamados de notáveis. Abaixo da superfície, porém, está um poder enorme, um novo e poderoso paradigma que corre contrário à nossa maneira comum de pensar. Nas páginas a seguir quero mostrar-lhe como cada um dos pedidos de Jabez pode desencadear coisas maravilhosas em sua vida.

* Amanhã tem mais…

Comente aqui você também
Mar122010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01

Conforme disse no “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“, a partir de hoje os posts serão as passagens do livro “A Oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus”, de Bruce Wilkinson. Todo dia (incluindo sábados e domingos) uma nova parte deste pequeno livrinho que tanto influenciou a minha vida e a de milhões de outras pessoas ao redor do mundo.

PREFÁCIO

Caro leitor, quero ensinar-lhe como fazer uma oração ousada à qual Deus sempre atende. Ela é breve – uma frase composta de quatro partes – meio escondida na Bíblia, mas creio que ela contém a chave para uma vida extraordinariamente favorecida por Deus.

Esta prece mudou radicalmente aquilo que espero de Deus e o que experimento dia após dia pelo seu poder. O fato é que milhares de cristãos que têm aplicado estas verdades em suas vidas estão vendo milagres acontecerem constantemente.

Está disposto a se juntar a mim para descobrir pessoalmente a oração de Jabez? Espero que sim!

Bruce H. Wilkinson

PEQUENA ORAÇÃO, GRANDE RECOMPENSA!

“Jabez orou ao Deus de Israel”

O pequeno livro que você tem nas mãos fala do que acontece quando cristãos comuns procuram alcançar uma vida extraordinária – do tipo que, na realidade, Deus promete àqueles que buscam.

Minha trajetória pessoal se inicia numa cozinha com armários amarelos, num dia de fortes chuvas. Estava no meu último ano do seminário, em Dallas. Minha esposa, Darlene, e eu percebemos que estávamos passando cada vez mais tempo orando e pensando no que viria a seguir.

Em que lugar eu deveria colocar minha energia, minha paixão e aplicar tudo aquilo que aprendera? O que Deus queria de nós como casal? Fiquei na cozinha e comecei a pensar num desafio que ouvira do capelão do seminário, o Dr. Richard Seume.

- Você quer uma visão mais ampla para sua vida? – ele havia perguntado isso no início daquela semana. – Seja um arrematador de Deus.

Um arrematador, conforme explicou Seume, era alguém que sempre fazia um pouco além daquilo que era esperado ou exigido. Tomando-se como exemplo a fabricação de móveis, arrematar é colocar os acabamentos nas peças, aplicando com paciência e bom gosto os ornamentos extras que dão o toque final de qualidade e valor.

O Dr. Seume usou como texto base a mais breve das biografias bíblicas: “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos” (1Cr 4:9). Jabez queria ser e fazer mais para Deus e, como podemos concluir a partir do final do versículo 10, Deus lhe concedeu o pedido. Fim do versículo e da história bíblica.

Senhor, quero ser um arrematador para ti, orei, enquanto via pela janela aquela terrível tempestade de primavera. Mas eu estava confuso. O que Jabez fez de tão extraordinário para se destacar dos outros? Por que Deus respondeu sua oração? Por falar nisso, por que será que Deus incluiu a mini-biografia de Jabez na Bíblia?

Observei as gotas de chuva que escorriam pela vidraça. De repente, meus pensamentos passaram rapidamente pelo versículo nove.

Peguei minha Bíblia e li o versículo 10 – a oração de Jabez. Alguma coisa naquela oração explicaria o mistério. Tinha de ser assim. Puxei uma cadeira, sentei-me à mesa, debrucei-me sobre a Bíblia e li a oração diversas vezes, procurando de todo o coração descobrir qual era o futuro que Deus tinha reservado para uma pessoa como eu, que era tão comum?

Na manhã seguinte, fiz a oração de Jabez, repetindo palavra por palavra. Na outra manhã, a mesma coisa. No dia seguinte, idem. Trinta anos se passaram e não parei de fazê-la.

Se você me perguntasse qual foi a frase que mais mexeu com a minha vida, eu diria que, depois da oração que fiz quando fui salvo, o clamor de um arrematador chamado Jabez – lembrado não pelo que fez, mas pela forma como orou e o que aconteceu depois – foi algo revolucionário para mim.

Através das páginas deste pequeno livro, quero apresentar-lhe as maravilhosas verdades presentes na oração que Jabez fez pedindo bênçãos. Quero prepará-lo para receber respostas impressionantes, vindas de Deus, como algo constante em sua vida.

Como posso afirmar com tanta certeza que isso vai provocar um impacto positivo em sua vida? Afirmo isto devido à minha própria experiência e por causa do testemunho de centenas de outras pessoas ao redor do mundo com as quais tenho compartilhado estes princípios. Além disto, a oração de Jabez destila a poderosa vontade de Deus para sua vida. E, por último, o Pai Celestial deseja dar-nos muito mais do que aquilo que poderíamos pensar em pedir.

Pergunte ao homem que não tinha futuro.

Comente aqui você também
Mar112010

Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida

Querido leitor, querida leitora… eu não sou o mais fervoroso dos cristãos.

Este blog existe há algum tempo – desde o ano de 2002 para ser mais preciso. E se você o acompanha talvez saiba que eu, Cirilo, fui criado no catolicismo, estudei em colégio católico e participei de missas (quase diárias) até meus dezesseis anos. Talvez saiba também que sempre tive presente em meus ensinamentos domésticos a doutrina cristã espírita. Sei que parece uma incongruência, mas deixemos de lado os radicalismos religiosos.

O fato é que hoje sou espírita praticante, mas nunca deixei de gostar do ritual de ir à missas (embora não tenha ido muito frequentemente nos últimos tempos), nem tampouco esqueci do aprendizado católico que recebi, quem dirá da fé inabalável que o catolicismo me proporcionou desde a mais tenra idade.

Digamos qu eu tente agregar TODO e qualquer BOM ensinamento cristão para ser uma pessoa melhor e ajudar quem quer que de ajuda necessitar.

Assim, diante de minha abertura mental e espirital, acabo lendo muitos livros de variadas religiões e doutrinas religiosas. E um desses livros me chamou muito a atenção: “A oração de Jabez“. Já mencionei ele no post “8 livros que mudaram minha vida“.

Preces, orações, são inimaginavelmente poderosas! Talvez isso por si só tenha me feito atentar para esse pequeno livrinho de bolso. Talvez por ter sido escrito por um estudioso da Palavra de Deus e da Bíblia – Bruce Wilkinson. Talvez pela simplicidade e sinceridade e fé desse homem chamado Jabez.

Recomendo que comprem se puderem e leiam sempre. Mas como é um pequeno livrinho de bolso e como eu penso que algo de tamanha importância deva ser divulgado, a partir de amanhã, os próximos posts serão as passagens contidas nele. Dia após dia as páginas desse pequeno livrinho serão publicadas aqui no Simples Coisas da Vida, para conhecimento e leitura de todos que desejarem uma mudança para melhor em suas vidas.

Comente aqui você também
Mar52010

Redação sobre sexo ou assunto relacionado

A professora Catarina achou que os alunos já estavam bem grandinhos e os mandou fazer uma redação sobre o tema sexo ou assunto relacionado.

No dia seguinte, cada aluno leu a sua redação:

A da Mariazinha era sobre métodos contraceptivos.

A do Gerson “falava” da masturbação.

A Analúcia escreveu sobre rituais sexuais antigos, etc.

E chegou a vez do Joãozinho:

- Então, Joãozinho, você fez a redação que eu pedi?

- Fiz sim, professora!

- Então, leia sua redação!

E o Joãozinho começou a ler alto:

- Era uma vez, nos pampas gaúchos, há muitos, muitos anos atrás. O relógio da igreja batia 18h. Nuvens de poeira arrastavam-se pela cidade semi-deserta. O Sol já ofuscava o horizonte e tingia as nuvens de tons vermelhos.

De súbito, recortou-se a silhueta de um cavaleiro. Lentamente, foi se aproximando da cidade…

Ao chegar à entrada, desmontou.

O silêncio pesado foi perturbado pelo tilintar das esporas.

O cavaleiro chamava-se Malaquias! Vestia-se todo de preto, à exceção do lenço vermelho que trazia ao pescoço e da fivela de prata que segurava os dois revólveres na cintura.

O cavalo, companheiro de muitas andanças, dirigiu-se hesitante para uma poça de água… PEI!

O velho cavalo caiu morto com um buraco na testa.

O cheiro da pólvora vinha do revólver que já tinha voltado para o coldre de Malaquias: Malaquias não gostava de cavalos desobedientes!

Malaquias dirigiu-se para o bolicho(bar).

Quando estava subindo os três degraus, um mendigo que ali estava, tocou na perna de Malaquias e pediu uma esmola… PEI! PEI! O esmoleiro esvaiu-se em sangue: Malaquias não gostava que lhe tocassem!

Malaquias entrou no bolicho. Foi até o balcão, e pediu uma cerveja.

O homem do bolicho serviu-lhe a cerveja. Malaquias provou e fez uma careta PEI! PEI! PEI! Malaquias não gostava de cervejas mornas e detestava homens de bolicho relapsos.

Outros cavaleiros que ali estavam olharam surpresos para Malaquias. PEI! PEI! PEI! Ninguém sequer conseguiu reagir.

Malaquias era rápido no gatilho. Malaquias não gostava de ser o centro das atenções! Saiu do bolicho…

Deslocou-se até o outro lado da cidade para comprar um cavalo.

Passou por ele um grupo de crianças a brincar e a correr, levantando uma nuvem de poeira… PEI! PEI! PEI! PEI! PEI! PEI!

Desta vez os dois revólveres foram empunhados. Malaquias não gostava de poeira e além disso as crianças faziam muito barulho!

Comprou o cavalo, e quando pagou, o vendedor enganou-se no troco… PEI! PEI! PEI! Malaquias não gostava que o enganassem no troco!

Montou no novo cavalo e saiu da cidade. Mais uma vez a sua silhueta recortou-se no horizonte, desta vez com o sol já quase recolhido.

Todos aqueles mortos no chão. Até o silêncio era pesado.

FIM

Joãozinho sentou-se. A turma estava petrificada!

A professora chocada perguntou:

- Mas… Mas… Joãozinho…

O que esta composição tem a ver com sexo?

Joãozinho, com as mãos nos bolsos, respondeu:

- O Malaquias era FODA!!!

* * *

Uma piada para descontrair de vez em quando não faz mal a ninguém. Afinal, rir ainda é o melhor remédio.

Ah, você não achou a piada nada engraçada? PEI! PEI! PEI!

Comente aqui você também
Mar32010

Mudar é preciso!

O romancista norte-americano Julian Green disse uma vez:

Você sabe tão bem quanto eu, que uma das principais causas do tédio é a estreiteza do nosso destino.

Todas as manhãs, despertamos iguais ao que éramos na véspera.

Ser eternamente o mesmo é insuportável para os espíritos refinados pela reflexão.

Penso que ele tem razão. Mudar é extremamente necessário. Mudar não pela mudança em si mesma, mas evoluir, progredir, não se deixar acomodar.

Sugiro que olhe para sua vida e reflita: será que você está progredindo ou simplesmente se acomodou e anda deixando a vida lhe levar?

Particularmente, costumo me fazer essa pergunta um sem número de vezes; na verdade sempre que algo aqui dentro de mim sugere que eu reflita sobre isso.

Talvez você neste exato momento não dê tanta importância para essa reflexão, mas espero que à noite, quando se deitar para dormir, reflita e pense no que sugeri.

Tudo de bom e até muito breve.

Pachelbel’s Canon – Sebastian Bach

Comente aqui você também
Mar12010

A generosidade é contagiante

Quanto mais caminho, mais percebo o quanto o mundo anda sedento. As pessoas correm, sofrem, se desesperam e continuam buscando a felicidade como se essa fosse apenas uma miragem nesse imenso deserto que a vida se transformou.

Há muita gente no mundo, milhares e milhares. Portanto, a solidão continua assolando vidas, maltratando corações que, no fim do dia e das contas acabam desacreditando nas portas que se abrem a elas. Cada qual pensa no próprio eu e todo mundo se isola. Enquanto isso, a vida continua, cresce a indiferença, cresce o desamor, multiplicam-se as depressões e incompreensões.

As pessoas sentem-se vazias e reagem como pessoas vazias. Vazias, pelo menos, de amor e caridade, mas cheias de tristezas e desilusões. Há, portanto, dentro de cada um de nós um poço de possibilidades e compartilhar de si é deixar-se um pouquinho em cada um.

Só não tem nada para oferecer quem possui um coração vazio, não as mãos. E acabar com a solidão de alguém é contribuir para o fim da própria solidão. Oferecer a esperança é dar-se a si uma nova chance, é reabrir portas, é descobrir o novo e entregar-se a ele.

Há melhor presente no mundo que o dom de si? Há coisa mais bonita que saciar o coração de alguém? Devolver a esperança, por menor que seja ela, é dar às pessoas a oportunidade de descobrir o outro lado da vida, aquele que, embora um pouco esquecido, ainda existe.

O dia tem 24 horas e parece muitas vezes que são insuficientes para fazermos tudo o que temos que fazer. Lamentamos a falta de tempo para isso ou aquilo e pensamos que um dia, quem sabe, se atingirmos a bênção da velhice tranquila, poderemos dar um pouco mais de nós aos outros. Quanto engano!

Podemos dar de nós a cada dia e a cada hora, agindo com o coração e tendo uma atitude que nos torna diferentes em qualquer lugar. Pode-se resistir ao ódio por muito tempo, mas quem resiste à ternura, ao afeto, ao amor e à boa-vontade?

Quando as pessoas agirem com menos egoísmo e ao invés de ruminarem a própria infelicidade começarem a agir para o bem do próximo, as doenças da alma começarão a encontrar a cura e o amanhecer terá para cada um de nós um outro rosto, mais sereno, mais amigo e mais esperado.

Letícia Thompson

* * *

Já ouviu aquela história de que o semelhante atrai o semelhante? Pronto! É verdadeira. Não tem segredo nenhum nisso.

Se agirmos com generosidade, o universo conspirará a nosso favor. Sempre. Porque ela é contagiante como um sincero e largo sorriso.

Comente aqui você também
Feb102010

Como evitar o bullying na prática

Estava lendo meus e-mails, quando dentre tantos reparei em um que trazia no título a palavra bullying. A remetente? Minha amiga Flávia Moura, carioca da Tijuca, mais conhecida na blogosfera como Engraçadinha, do blog “Confissões do Exílio“. Engraçadinha é uma pessoa proibida para os mais puritanos. Ela fala o que der vontade de falar, sem falso moralismo e sem pudor. Pode não usar uma linguagem das mais rebuscadas, mas definitivamente é sincera e verdadeira. Por isso, resolvi ler o post dela de título “Eu já tomei no… bullying“.

Bullying, segundo a Wikipédia, é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.

A Flávia contou em seu post o quanto já sofreu na época da escola, expôs o que ela entende como solução, etc. Se quiser, você pode ler o post dela na íntegra acessando o link a seguir: “Eu já tomei no… bullying“.

Fiquei pensando na situação e comecei a escrever um comentário. Entretanto, veio à mente: “Isso daria um post lá no Simples“. Então aproveito para expor aqui para vocês a minha vivência em relação ao bullying.

Não, eu nunca sofri bullying. Nunca. Talvez por eu sempre ter sido mais forte e além disso por saber lutar e usar minha força para me defender bem de eventuais agressores. Talvez por conhecer muitos outros alunos. Não sei… O que lembro é que nunca sofri agressão física ou psicológica. Também nunca perturbei ninguém. Ninguém mesmo. Ao contrário, defendi muitos de sofrerem bullying.

É sabido que toda escola tem aqueles tipos clássicos. O menino mais afeminado, o magricelo fracote, o gordo desengonçado, o baixinho, o lesado, o nerd de óculos, etc. E infalivelmente outros alunos pegam no pé deles. Eu, que odeio injustiça, dizia logo: “Quer mexer com alguém? Mexa comigo!” Assim os agressores recuavam e os deixavam em paz. Não havia uma vez sequer que eu não defendesse quem de ajuda necessitasse. Não porque sou bonzinho, mas porque odeio injustiça.

Aprendi desde a mais tenra infância que somos todos iguais, apesar de nossas diferenças; que devo respeitar a todos quer sejam fortes, quer sejam fracos, quer sejam gordos ou magros, baixos ou altos, quer sejam ricos ou pobres, negros ou brancos, do sexo feminino ou do masculino. No fim das contas é tudo uma questão de respeito pelo próximo e educação doméstica.

Eu fui muito amado em casa; recebi amor e bons ensinamentos como justiça, igualdade, fraternidade, solidariedade, honestidade, etc. Como dar ao mundo outra coisa? Não poderia. Agressão, violência, só se for em defesa própria ou de outrem menos favorecido, quer física, quer psicologicamente. E só.

Como evitar o bullying? Só quando os pais ensinarem melhores valores aos seus filhos desde a mais tenra idade, quando reconhecerem que educação se ensina primeiramente em casa (“costume de casa vai a praça”, lembra?). Só assim não haverá “valentões” querendo oprimir os mais fracos. Essa é a solução ideal.

E na prática? Já que há péssimos pais que não sabem educar seus filhos, nem dar limites a eles, recomendo que os pais de filhos que sofrem bullying ajudem seus filhos a ter mais confiança em si mesmos. Contribuam para que eles desenvolvam auto-confiança. Praticar algum tipo de luta para se defender não faz mal a ninguém. Outro aspecto que penso ser interessante trabalhar é a timidez, porque pessoas tímidas são muito mais susceptíveis de sofrer bullying. Afinal, os tímidos têm menos amigos e menos relações sociais em um dado grupo. Sem falar que por serem mais introspectivos, não revidam até mesmo por timidez.

Só não vale superproteger o filhote ou a filhota, hein. Porque senão seus filhos nunca aprenderão a se defender sozinhos e se tornarão adolescentes e adultos dependentes, que a qualquer sinal de perigo correrão amedrontados para o colo da mamãe ou do papai. A vida é dura. Todos precisam aprender a lidar com as vicissitudes dela.

Querem comentar o assunto? Querem deixar suas experiências? O espaço para comentários está aqui para isso mesmo. Disponham.

A todos um forte abraço e até muito breve.

Black Eyed Peas – I Got A Feeling

Comente aqui você também
Feb82010

Let’s take a ride to my paraiso…

Minha amiga Lu Souza, do Lichia Doce, fez um post perguntando sobre uma música de fundo que ouvira no site da Club Med. Como eu adoro a Lu, entrei no site em questão, ouvi a música e comecei a digitar o que chegava aos meus ouvidos. Com a letra em mãos, pesquisei e encontrei a tal música. Primeiramente pensei em enviar apenas para a Lu, por e-mail ou pelo msn (windows live messenger), mas como adoro uma francesa cantando, apesar da maior parte desta música ser em inglês, talvez outros também adorem. Assim, resolvi fazer um post aqui no Simples Coisas da Vida e compartilhar com todos. A melodia é de uma suavidade e leveza fascinantes.

Paraíso, por MiMuNiZ:

Come on let’s go and fly among the stars, so far away high in the sky
Ven conmigo en mi Paraíso, no te pierdas amor mio

Let’s take a ride to my Paraíso, we’ll fly with birds on rainbow skies,
Viens avec moi dans mon Paraiso, green papayas y descanso

Welcome in my Paraíso, just close your eyes and let it go,
Enjoy, you’re in my paradise, silver monkeys on orange trees

Let’s take a ride to my Paraíso, we’ll fly with birds on rainbow skies,
Viens avec moi dans mon Paraíso, green papayas y descanso

Vocês podem encontrar mais conteúdo em www.myspace.com/mimuniz.

A todos um forte abraço e um sorriso do tamanho do sol.

MiMuNiZ – Paraíso

Comente aqui você também
Feb52010

Já prestaram atenção nos nossos Haitis?

Hoje o Simples Coisas da Vida, que geralmente traz assuntos mais leves, embora importantes para reflexão, chama todos os leitores, de todos os lugares do mundo, para examinar e refletir sobre atitudes e comportamentos frente a tragédias humanas, como a acontecida no Haiti. Hoje o texto é um tanto quanto pesado, sofrido, mas que tocará no recôndito da alma de cada um que o ler. De uma coisa tenho certeza, é quase impossível sair ileso de uma leitura como esta que vos apresentarei mais abaixo. De antemão digo que não fui eu que escrevi. Foi o João Valadares, para o Jornal do Comércio – um dos jornais de maior circulação aqui no grande Recife, capital Pernambucana. As fotos foram tiradas por Chico Porto. Isto é vida real. Pensem bem. Há muitos Haitis por aqui, debaixo de nossos narizes. Será que nos acostumamos com eles? Deixarei para expor minha opinião ao final, como sempre gosto de fazer, para não tendenciar ninguém a pensar da minha maneira. Até porque meu maior objetivo com o blog é suscitar a reflexão. O pensamento, a atitude e o comportamento… É com cada um de vocês. Vamos lá:

Eleni Costa Souza é mulher de 40 anos. Mora na areia. Não levanta porque a força sumiu. Arrasta-se quando precisa de alguma coisa. Difícil mesmo é perceber sua existência. Pode chover ou fazer sol. Ela está lá, embrulhada, no mesmo lugar. Descascada de tudo, carrega um filho na barriga. Não sabe se é menino ou menina. Nunca foi ao hospital. Acha que está grávida de nove meses e há oito dias não consegue comer. Não tem força para mastigar o que nem existe. Toma só água ou o caldo de osso de sempre, catado pelo marido nos restos de Brasília Teimosa. Nêga, a vira-lata, lambe a mesma sobra, mas desdenha da comida. É o desespero que não faz barulho bem embaixo do nosso nariz, ao lado das quadras de tênis da Avenida Boa Viagem. Eleni é o nosso terremoto. Prova viva que aquele País devastado no Caribe não é visto apenas quando trocamos o canal da televisão. Está na vista da nossa varanda, na janela do carro, na esquina da gente, à espera do nosso lixo. Bem pertinho. Não sentimos, sequer percebemos. A terra por aqui nem chacoalhou, mas há sofrimento empilhado por todos os lados. Vida que já nem pode desabar. Só há chão no Haiti recifense. O reino do não. Dos que não comem, dos que não podem adoecer, dos que não recebem cartas porque não há endereço. Como lá, gente aqui virou entulho. Sobrevive por teimosia mesmo.

O tremor da gente é lento. Mata aos poucos, silenciosamente, como um cochicho de vergonha. Erivaldo Braz dos Santos, 27, é pai do filho que Eleni espera. Acorda quando o sol avisa que a pele está queimando. Feito bicho, sai, com dois amigos, para catar o que comer. Todo dia é a mesma coisa. Revira tudo. Toma cachaça de gole grande para esconder a vergonha e estender a mão aberta de humilhação para quem passa fazendo cooper. “Vergonha é roubar né não?” Dia desses, na sua missão diária para tentar se manter de pé, levantar a mulher e garantir o nascimento do filho, viu uma barraca do exército montada no 2º Jardim da Avenida Boa Viagem. Nem acreditou. Dentro, sacolas de comida enfileiradas e uma faixa enorme com alguma coisa escrita. Não entendeu, mas foi lá. “Disse que precisava comer. Não deram nada. Parece que é para aquele estado onde as pessoas estão passando fome. Não fiquei brabo não. Tenho fome, mas eles estão certos. O povo de lá tá precisando né não?” Na faixa estava escrito “Doações para o Haiti”. Mas era o Haiti de lá, Erivaldo. Uma das voluntárias da campanha confirmou a visita. “Duas pessoas vieram aqui, mas não damos comida de jeito nenhum. Esta campanha é só para o Haiti.”

Além do casal, moram no nada, na mesma areia, em frente ao Hotel Marante, Pedro Pereira da Silva, 62, Cláudio José de Santana, 29, e Edvaldo Oliveira. Pedro, que já foi mecânico, tem nas mãos um encarte de uma grande rede de supermercados, uma espécie de passaporte para sonhar. Passa devagar página por página, aponta as comidas mais bonitas, e sempre solta uma piadinha. Ele para numa página dupla da revistinha recheada de queijo, presunto, pão, camarão e uísque. É a diversão do dia. “O barato é aqui”, debocha do slogan multinacional que o provoca. Passa mais uma folha e solta outra. “O cartão ideal para equilibrar o seu orçamento.” Não aguenta, explode numa gargalhada bêbada e repete o slogan da salvação para o amigo. “Olha, o cartão ideal para equilibrar o seu orçamento.” Cláudio não entende nada.

Pedro se preocupa com Eleni. Ninguém sabe que doença a mulher tem. Parece queimadura. É carne viva. Ela mesma chuta a doença. “É o álcool que fez isso com minha pele. Não tenho força para nada. Tenho família, mas não tenho força nem para me levantar e procurar nada. Um dia um pessoal da prefeitura veio aqui, mas fiquei.” Erivaldo, que já foi dependente de crack, disse que ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Expliquei o caso. Liguei do orelhão a cobrar para o 192. Pediram o endereço, disse que morava aqui na areia, mas ninguém apareceu.”

O CARDÁPIO DO LIXO

No Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa-PE), a feira que sustenta muitas famílias é retirada do lixo. É comum olhos apressados para o chão, tentando buscar o que “não serve”. Parece bicho, com cabeça dentro dos lixeiros, farejando comida para as bocas que esperam em casa. E do lixo sai tomate, mamão, melancia, verduras e muito mais. Alberto Borges mora na Favela do Chié, no Recife. Pega dois ônibus para chegar à Ceasa. “Não tenho vergonha. Preciso e venho pegar comida baleada aqui no lixo. Tem coisa boa”, diz.

Às 9h, começa a sessão de humilhação. Mulheres, crianças e velhas se aglomeram em frente ao local onde vai ser despejado o lixo da central de distribuição chamada Cantu. É aquele olhar pidão, uma súplica coletiva. A sobra de frutas podres ou amassadas é separada por apenas uma grade, mas os funcionários jogam com muita rapidez tudo para dentro do caminhão de lixo. Não dão chance para as pessoas aproveitarem o lixo que vai virar comida mais tarde. Ninguém quer perder a mão. O jeito é tentar pegar o que pode.

“Moro no Ibura. Venho para cá, mas é muita briga para pegar comida. Já levei até pancada na cabeça tentando pegar algumas maçãs podres”, diz Marluce Luiza da Silva, 62 anos. Tereza de Oliveira, 38, esperou, esperou e desistiu. “Vou embora, eles estão de marcação hoje.” Romildo José da Silva acorda às 5h. Vem de bicicleta da Favela Chico Mendes, no Caçote, na Zona Oeste do Recife. “Tenho dois filhos me esperando em casa”, diz depois de pescar um melão da lixeira. Romildo só volta para casa quando consegue encher todos os sacos. “Tô sem comida em casa. Vivo do que pego aqui pelo chão ou no lixo. Puxo carroça e, às vezes, ganho R$ 3 por dia. Essa é a vida.”

SETE PESSOAS VIVEM EM QUATRO METROS QUADRADOS

Parece mentira. Sete pessoas, dois adultos e cinco crianças, moram num barraco de quatro metros quadrados na comunidade Dorothy Stang, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. São quatro metros quadrados mesmo. Nada mais. É casa menor do que muitos banheiros. Uma caixa de madeira sem janela. Só cabe cama, televisão e toda a vergonha do mundo. Do lado de fora, é impossível acreditar na história contada pelo coordenador da ocupação sobre os meninos do pequeno quadrado. “Vamos lá. Vocês vão olhar e comprovar o que estou dizendo”, conta Marciano Manoel da Silva, 37.

Ao chegar ao local, Marciano grita pelo pai das crianças, o zelador Wellington de Souza Santos. Bate palma, chama mais uma vez e nada. Quem aparece é o menino mais velho, 9 anos. “Papai foi trabalhar. A gente tá sozinho.” No barraco, cinco crianças grudadas veem TV. Um ventilador velho sopra um bafo quente no rosto dos meninos. O menor dorme com o pai e a mãe numa cama de solteiro, que se encaixa perfeitamente tocando as duas paredes. Os outros quatro ficam no chão mesmo.

A Irmã Dorothy é um amontoado de miséria que impressiona. Para onde se olha, um susto. É criança correndo no meio do esgoto, mulher reclamando dos espancamentos cometidos pela polícia, mães exibindo os corpos manchados e ferido dos filhos. Às 12h30 em ponto, sai gente de tudo quanto é canto. É a hora da sopa. As crianças chegam batendo panela. Quando a Kombi do Instituto de Assistência Social e Cidadania (Iasc) da Prefeitura do Recife chega para entregar o balde, a fila já está sendo formada.

Cada um espera sua vez e recebe uma concha. Volta para casa e divide com os outros. Alguns reclamam que só tem caldo. “Não tem um pedaço de carne aqui” é uma das frases mais ouvidas. José Geraldo Viana, 51, havia juntado algumas latas de alumínio para tentar ganhar R$ 3 e comprar alguma coisa para os quatro filhos e a mulher. Mais tarde, a mulher de José estava na fila. Volta para casa com um pequeno balde do alimento. “Tem dia que não tem para todo o mundo. É confusão”, diz Marciano.

Não quero tomar muito mais o tempo de vocês, até porque sei que na internet as pessoas têm pressa. Muitos até sequer começaram a ler porque perceberam de cara que “o texto era extenso”, como se a qualidade nada importasse, só a extensão. Bem, não me importo com esses. Afinal, nem lerão o que estou escrevendo aqui agora. Mas e vocês, bravos guerreiros, que leram com calma e refletiram? Pararam para perceber que há muitos Haitis à nossa volta? Gente que não têm nada, que sobrevive por teimosia mesmo, como sugeriu o Valadares. Repararam? E nós, o que fazemos pelos nossos Haitis?

A mim parece hipocrisia se mobilizar para ajudar os de longe quando há tantos por perto tão carentes de tudo. Não que eu não me compadeça e me solidarize com a situação do Haiti caribenho. Claro. E até faço campanha para ajudar, para arrecadar mantimentos. Mas certo de que é importante fazer pelos meus, pelos que estão aqui no meu quintal. E eu faço. Quero mesmo é tocar na ferida dos que não fazem, dos hipócritas, dos metidos a bons samaritanos. Por que não ter campanhas contínuas de doação para os mais necessitados? Caramba! Romildo José da Silva, mencionado no texto, puxa carroça e às vezes, eu disse às vezes, ganha três reais por dia. Por que não ter campanhas de arrecadação constantes para pessoas como Romildo? Eu particularmente posso ajudar – e agradeço a Deus todos os dias por ser um privilegiado. Muitos podem. Tenho certeza. Poucos de fato ajudam. Infelizmente.

Então, antes de querermos ser as “almas bondosas” que ajudam os Haitis de lá, olhemos para os nossos Haitis de cá. Há muita miséria debaixo de nossos narizes. E cada um de nós pode fazer a diferença. Se podem ajudar os de cá e também os de lá, ótimo. Mas não reclamem do mundo ao redor de vocês, enquanto vocês nada fizerem pelos mais necessitados. Não adianta olhar para longe e varrer a miséria do nosso quintal para debaixo do tapete. Poderemos até fazer de conta que ela não existe, mas ela ainda assim estará lá.

Comente aqui você também